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A partir de meia noite deste dia 20 e nas próximas 8 madrugadas estarei aqui para minha novena ao São Judas, divulgando-o sempre. Espero contar com sua presença. Na coluna lateral do blog, encontre a categoria Novena a São Judas e siga o dia respectivo.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

Obrigado por estar entre nós.

postado por Ramiro (20/0102017)



Todo brasileiro, devoto de Nossa Senhora, há de contar as graças recebidas pela Mãe de Aparecida. Menos eu. Não porque não as tenha recebido, em abundância; mas, justamente porque foram graças em abundância que até hoje não sei dizer se as merecia.

Ela, sim, foi, é e sempre será minha Mãe e de minha família para todo o sempre.

Senhora Aparecida at Blog Filosofix
 

postado por Ramiro (12/10/2017)



A partir de meia noite deste dia 20 e nas próximas 8 madrugadas estarei aqui para minha novena ao São Judas, divulgando-o sempre. Espero contar com sua presença. Na coluna lateral do blog, encontre a categoria Novena a São Judas e siga o dia respectivo.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

Obrigado por estar entre nós.

postado por Ramiro (20/09/2017)



pai.jpg

postado por Ramiro (01/09/2017)



A partir de meia noite deste dia 20 e nas próximas 8 madrugadas estarei aqui para minha novena ao São Judas, divulgando-o sempre. Espero contar com sua presença. Na coluna lateral do blog, encontre a categoria Novena e siga o dia respectivo.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

Obrigado por estar entre nós.

postado por Ramiro (19/08/2017)



Eu ando a correr em busca de retornar à rotina. Mas agora trata-se de uma nova rotina e isso não é fácil. Aquela que eu tinha pertence ao passado e – exclamo – graças a Deus! A responsabilidade de criar uma nova rotina que me leve até lá… é imensa e tenho cuidado disso com cuidado.

Para começá-la, nada melhor que invocar meu Mestre Espiritual. Meu Muito Excelso Mestre!

Em todo dia 2 de agosto, aqueles que se recordam com alguma gratidão de Philippe de Lyon1, levantam ao Muito Excelso Mestre uma prece.

Neste ano que terminou no dia 2 de agosto, em especial, não tive preces a Ele, mas agradecimentos. A primeira das preces que farei, a partir de hoje dia 3, é muito simples e tão delicada:

Mestre, meu Mestre, continua comigo!

pai.jpg
(MEM Philippe: 25/04/1849 – 02/08/1905)


(MONE-REKHO – canção de Rabindranath Tagore, na voz de Srabani Sen)

postado por Ramiro (02/08/2017)

  1. Sugiro a leitura do artigo de Philip Coppens, The Master: Philippe de Lyon []


Parabéns, Doutora! Deus te pague!

(clique nas imagens para expandir)

Noche escura, San Juan de la Cruz

En una noche oscura,
con ansias, en amores inflamada,
¡oh, dichosa ventura!,
salí sin ser notada,
estando ya mi casa sosegada. 5
A oscuras y segura,
por la secreta escala, disfrazada,
¡oh, dichosa ventura!,
a oscuras y en celada,
estando ya mi casa sosegada. 10
En la noche dichosa,
en secreto, que nadie me veía,
ni yo miraba cosa,
sin otra luz y guía,
sino la que en el corazón ardía. 15
Aquesta me guiaba
más cierto que la luz de mediodía,
adonde me esperaba,
quien yo bien me sabía,
en parte donde nadie parecía. 20
¡Oh noche que guiaste!
¡Oh noche más amable que la alborada!
¡Oh noche que juntaste,
Amado con amada,
amada en el Amado transformada! 25
En mi pecho florido,
que entero para él solo se guardaba,
allí quedó dormido,
y yo le regalaba,
y el ventalle de cedros aire daba. 30
El aire de la almena,
cuando yo sus cebollas esparcía,
con su mano serena
en mi cuello hería,
y todos mis sentidos suspendía. 35
Quedeme y olvideme,
el rostro incliné sobre el Amado;
cesó todo y dejeme,
dejando mi cuidado
entre las azucenas olvidado. 40

Noites clara para ti, querida! Parabéns!


postado por Ramiro Corrêa (16/07/2017)



Eurípides,

Euripides

um dos quatro maiores dramaturgos gregos da antiguidade – entre Ésquilo, Sófocles e outro de sua escolha Navegante -, compôs, entre tantas (mais de 74 peças teatrais), a famosa Hécuba.

Hécuba foi esposa de Príamo, rei de Tróia. Este senhor teve 58 filhos, nada mais, nada menos! Ajudou na concepção de 43 rebentos com suas concubinas, 1 com Arisbe e 14 filhos com Hécuba. Dos filhos de Príamo com Hécuba – nossa personagem da peça de Eurípides -, os seus nomes eram: Heitor (o famoso herói troiano que comandou os exércitos contra os gregos), Páris (o não menos famoso bonitão acovardado, que raptou ou conquistou a mais bela entre as belas de todas as belas belíssimas Helena de Esparta – motivo de toda a guerra de Tróia), Cassandra (a feiticeira), Deífobo, Heleno, Pâmon, Polites, Ântifo, Hipônoo, Polidoro (que aparece na peça Hécuba como fantasma), Troilo, Creúsa também famosíssima, Laódice e Políxena (a virgem assassinada para satisfazer o fantasma de Aquiles, ainda na peça de Eurípides).

Após a derrota de Tróia, os guerreiros e heróis gregos repartiram, entre eles, as mulheres troianas e suas escravas como restos de guerra. Hécuba e suas escravas prediletas estavam entre os prêmios dos gregos, como Odisseu, Agamêmnon, Menelau, Neoptólemo (filho de Aquiles) e outros mais. Aquiles apareceu para os gregos, como fantasma, e exigiu que lhe fizessem um sacrifício sobre seu túmulo; queria que uma virgem lhe fosse enviada para os infernos, em sua honra. A escolhida foi a filha de Hécuba, a virgem Políxena. Hécuba, naturalmente, fez de tudo para salvar a menina do sacrifício, inclusive tocando o queixo de Odisseu como gesto de súplica sem sucesso. Políxena, por sua vez, de modo altaneiro e honroso, aceitou a morte e deu mostras da grandeza da mulher de Tróia.

Eurípides, como ninguém, soube descrever as agruras dessas mulheres, numa peça imortal, entre as magníficas (com duplo sentido na frase).

Da numeração 594 a 631, na bela e precisa tradução de Mário da Gama Kury (Editora Jorge Zahar, RJ, 1992, pgs 176 – 177), aparecem figuras do mundo grego para onde as escravas seriam levadas – e com elas, Hécuba a rainha de Tróia -; entre eles, por exemplo: Apídano era um deus dos rios da Tessália; Leto foi a deusa-mãe de Apolo e Ártemis a virgem caçadora; “a ilha” que se lê no texto é a Ilha de Delos, que está no mar Egeu e próxima a Míkonos, exatamente onde era o Santuário de Apolo; a divina Pálas é a deusa Athena, minha predileta com o perdão das demais deusas, se isso é possível.

Neste trecho acima citado (e abaixo descrito), no entanto, o CORO (composto pelas escravas de Hécuba) solta um lamento pungente. Tal dor das escravas chega a parecer irônico, se visto apenas com olhos de quem mede para onde elas seriam levadas, nos locais verdadeiramente belos e aprazíveis das terras gregas. Ao final, no entanto, revela-se o real motivo de tanta angústia: a perda da liberdade: de escravas que eram em Tróia – inclusive Hécuba, se bem notarmos por ter sido esposa de Príamo o rei reprodutor! -, para escravas que seriam! Lamentam-se pela troca de condição: de escravas para escravas. Porém…

“[...] nós seremos chamadas de escravas em solo estranho! [...]”

Eurípides. Hécuba((Eurípides. Hécuba. Trad. de Mário da Gama Kury. RJ: Jorge Zahar, 1992))

CORO

“Brisa marítima que sobre as ondas
fazes as naus velozes navegaram (595)
indo por águas clamas ou revoltas,
para que terra nos estás levando
- ai, ai de nós! – em nossa desventura?
Das casas de que donos cuidaremos,
depois de nos comprarem como escravas? (600)
Será nosso destino a terra dória?
A Ftia, então, lá onde o belo Apídano,
o pai das águas, fertiliza os campos?
Ou, impelidas sempre pelos remos
que ferem a superfície do mar, (605)
as naves ágeis nos transportarão
- ai, ai de nós! – na condição de servas
à ilha onde pela vez primeira
as esbeltas palmeiras e os loureiros
alçaram seus sagrados ramos verdes (610)
para a divina Leto em homenagem
ao filho dela e de Zeus poderoso?
Juntar-nos-emos às moças de Delos
para homenagear a faixa áurea
e o arco de Ártemis, a deusa virgem? (615)
Ou na cidade da divina Palas
sobre o véu colorido de açafrão
da deusa do carro maravilhoso,
teremos de bordar em tons florais
na trama bem urdida alguns corcéis (620)
emparelhados, ou a raça antiga
dos enormes Titãs que os raios fúlgidos
de Zeus, filho de Cronos, fulminaram,
impondo-lhes o derradeiro sono?
Ai! Ai de todas nós por nossos filhos! (625)
Ai! Ai por nossos pais e nossa Tróia
reduzida a destroços pelo fogo
e conquistada pelas lanças gregas!
E nós seremos chamadas de escravas
em solo estranho! Saímos da Ásia
e estamos a caminho da Europa, (630)
que para nós será igual ao Hades!”

Pense nisso, Navegante: “Saímos da Ásia e estamos a caminho da Europa, que para nós será igual ao Hades”. Ou, se bem quisermos, saímos daqui e fomos para lá. Algo lhe parece semelhante aos nossos dias?

postado por Ramiro Corrêa (29/06/2017)



No dia 3 de agosto de 2011 eu escrevi uma crônica aqui no Blog Filosofix, cujo título foi Meu primeiro dia como estudante de Medicina (para ler o post, por favor clica AQUI).

Mas hoje reescreverei aquela mesma crônica, mudando apenas algumas poucas coisas (que estarão em itálico para tua informação)… coisas já tantas, tantas coisas que mudaram em nossas vidas; e devo compartilhar contigo, Navegante!

__________________________________________________________________________________

Meu último dia como estudante de Medicina

Hoje, não adianta, eu não conseguirei dormir. Só creolina Tatu (marca antiga) poderia entorpecer-me. Antigamente, Creolina Tatu era usada para acabar com dor de dente: metia-se um chumaço de algodão embebido na Tatu, dentro da boca; aquilo adormecia; no dia seguinte, o Boticão ia lá e extraía o maldito.

Eu estou assim hoje, precisando de Creolina Tatu. Mas meu avô, que foi dentista formado pelo Granbery de Juiz de Fora, não está mais vivo. Dele sobrou o anel de formatura. Lindíssimo. Com duas serpentes douradas, uma pedra de todo tamanho. O sonho dele era ver isto no dedo de algum neto.

Verá! E Deus quis!

Por isto, hoje eu não consigo dormir. Preciso do meu avô, digo, de Creolina Tatu para sonhar com meu avô. Como não existe mais a Tatu, não sonharei com meu avô.

Hoje, às 8 da manhã desse dia, terei minha última aula na Faculdade de Medicina. Mas não estarei lá, estando.

Eu chorei feito um besta no dia de hoje, como se fosse o Dia da “passagem” do Mestre Philippe, meu MEM, Muito Excelso Mestre, o Philippe. Eu ainda choro. Que vergonha! Que vexame! Feito criança, fui feito como criança para sempre.

Hoje, 8 da manhã, vai ser aquele drama, de novo.

A primeira vez, lembro-me bem, muitíssimo bem, foi em fevereiro de 1964, um mês antes da desgraça assolar o país por longos vinte e tantos anos. Não contra tendências políticas, que hoje a gente vê que são todos farinha do mesmo saco de corrupção, não são flor que se cheire; mas contra a LIBERDADE. A Desgraça contra a Liberdade.

Uma forma de meter Creolina Tatu nas bocas das pessoas livres para, no dia seguinte, extraírem todos os dentes, não com boticão, mas com porrada mesmo!

Naquele ano, 1964, lembro-me bem, eu chorava feito menino, até porque era mesmo bem mais menino que sou hoje. Meu primeiro dia de aula.

“Na Escolinha, da Dona Jalcira, vamos todos aprender com atenção… Dona Jalcira é nossa amiga… é camarada e tem bom coração… ão, ão”!

Meu primeiro dia de aula. Dona Lia foi minha primeira professora. Eu não estava lá. A imagem que me ficou foi de meu pai ali ao lado e eu abraçado em suas pernas, não querendo ir pra escola, de jeito nenhum. Naquele dia, eu não estava lá.

Depois, dei um salto de 300 anos, isto é, 100 anos, não, 1997. Quantos anos? 64 para 97 dão… 33 anos.

Foi o primeiro dia de aula de minha filha. Eu havia largado tudo. General Motors. Empresas outras. Só para viver no interior e ver a garotinha dos meus sonhos, meu grande amor crescer ao meu lado. Nem queira saber como foi essa odisséia.

E eu não estava lá. 1997. O primeiro dia de aula dela. No primário.

Agora, passados os anos, hoje às 8 da manhã é o último dia de aula, de novo.

Eu não estarei lá. Estarei – ironia do destino – lecionando em outra escola.

Mas louco, desesperado, por estar lá, no último dia de aula da Faculdade de Medicina da minha garota!

Eles estudaram sobre quantas pernas tem a minhoca (como dizia o Cid Guelli, meu saudoso professor); souberam o verdadeiro nome do nervo ciático, asiático, como é mesmo? Por onde passa o impulso nervoso que vem do cerebelo e se distribui pela vértebra ângulo-saxisônica? Cristo Rei! Como essa gente consegue? Eles saberão o que é ética! Como conseguem?

Eles aprenderam a salvar vidas! Meu Deus! Esta gente de branco faz isto: eles salvam vidas!

E eu não estarei lá para ver o último dia de aula da minha garota! Nem olhar, de longe, ela subindo a rampa do imponente prédio branco, com colunas gregas brancas.

Ah!

Hoje, às 8 da manhã, estarei dando aulas. Será a melhor aula de minha vida. Às 8 da manhã. Vou imitar um médico, do pouco que sei do que é ser médico. Mas não saberei se conseguirei dizer alguma palavra.

Eu a levei lá. Onde um dia ia morar. Onde é a Universidade. Quando voltei de lá, no dia 2 de agosto de 2011 do primeiro dia de aula dela na Faculdade de Medicina, refiz a cena do filme de Akira Kurosawa, aquele chamado Dersu Uzalá.

Foi indescritível. Devo recorrer a Akira Kurosawa, agora.

De dentro do carro, manobrando pra vir embora, consegui enganar a garganta e lasquei um grito.

No Dersu Uzalá, quem viu há de se lembrar. Tem uma hora que o Dersu, subindo dos trilhos para a taiga siberiana, volta-se, lá de cima. Cá abaixo está seu grande amigo, o Capitan, seguindo para a cidade, sobre os dormentes dos trilhos, com alguns soldados. Dersu volta-se. O Capitan volta-se. Dersu levanta o cajado e grita:

- CAPITANNNNNNN…

Seu amigo levanta o fuzil e grita de volta:

- DERSUUUUUUUU…

E separam-se, cada um no seu destino.

Eu fiz o mesmo. Manobrando o carro, consegui enganar a garganta, pus a cabeça pra fora da janela e gritei:

- TCHAU MARINAAAAAAA…

Ela gritou lá de dentro da casa onde um dia morou quando ainda era estudante no primeiro dia de aula dela, há seis anos passados:

- TCHAU PAIIIIIIIIIIIIIIII…

Ela viu o filme comigo, o Dersu Uzalá!

Hoje eu não durmo. Nem a poder de porrete. Ou Creolina Tatu.

Estou aqui, de novo, imitando Dersu Uzalá e seu amigo Capitan. Tentando ouvir uma resposta do Deus:

- DEEEEEUUUUSSS…

E Ele responde:

- (silêncio)!

 

Que grito, este! Que grito este, Dele!

Quantos gritos mais, na vida, haverei de dar? Ou, quantos mereço ouvir?

Que alguém aí dê um grito. Eu berro como nos ensinou Akira Kurosawa em seu “Dersu Uzalá”:

- CAPITAAAAANNNNN…

É a tua vez de berrar, Navegante:

- ____________________ …

Parabéns, Doutora! Deus te pague!

(clique nas imagens para expandir)


postado por Ramiro Corrêa (à meia noite e alguns minutos quebrados de 23/06/2017)



A partir deste dia 20 de junho e nas próximas oito madrugadas, estarei aqui para minha novena a São Judas Tadeu, divulgando-o sempre. Aos amigos que a fizerem comigo, agradeço a presença. Verifiquem, na coluna lateral do blog, a categoria “Novena a São Judas” e acompanhem-na conforme o dia de cada oração.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

postado por Ramiro (20/06/2017)



Afinal de contas, uma delas é de fato e a outra de direito – e vice-versa!


Feliz Dia dos Namorados a todos!

postado por Ramiro (13/06/2017)



A partir deste dia 20 de maio e nas próximas oito madrugadas, estarei aqui para minha novena a São Judas Tadeu, divulgando-o sempre. Aos amigos que a fizerem comigo, agradeço a presença. Verifiquem, na coluna lateral do blog, a categoria “Novena a São Judas” e acompanhem-na conforme o dia de cada oração.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

A novena deste mês, em meu caso, é toda dedicada à Marina, que faz aniversário neste dia 20.


Parabéns, Gorgo! Feliz aniversário!

Que São Judas e o Muito Excelso Mestre Philippe estejam sempre ao teu lado, filha!

Qualquer coisa, como te ensinei, diga ao MEM com fé:

- “Vovô Philippe: meu paizoca mandou pedir pra você me proteger!”

postado por Ramiro (20/05/2017)



Atingimos a marca de 7 milhões de visitas…


Obrigado, Navegante!

Justamente nos dias em que comemoramos também outra grande marca…

Diante de tanta alegria, só há duas coisas que podem ser ditas:

- Primeira: Obrigado, Navegante!

- Segunda: invocar um poema de Tagore!

in: Rabindranath TAGORE. Gitanjali, poem 2 –1


A você, filha! Parabéns!

“WHEN thou commandest me to sing it seems that my heart would break with pride; and
I look to thy face, and tears come to my eyes.
All that is harsh and dissonant in my life melts into one sweet harmony ⎯ and my adoration spreads wings like a glad bird on its flight across the sea.
I know thou takest pleasure in my singing. I know that only as a singer I come before thy
presence.
I touch by the edge of the far spreading wing of my song thy feet which I could never aspire to reach.
Drunk with the joy of singing I forget myself and call thee friend who art my lord.”2

Obrigado, Navegante! 7 vezes Dez à Sexta Potência a você também!

postado por Ramiro Corrêa (16/05/2017)

  1. GITANJALI – (SONG OFFERINGS), BY RABINDRANATH TAGORE. A COLLECTION OF PROSE TRANSLATIONS MADE BY THE AUTHOR FROM THE ORIGINAL BENGALI, WITH AN INTRODUCTION BY W.B. YEATS. NEW YORK: THE MACMILLAN COMPANY, 1920. EDITION: FIRST PUBLISHED IN 1913 []
  2. Nossa livre tradução:
    “QUANDO tu me mandas cantar, parece que meu coração se quebra de tanto orgulho; e
    Eu olho para o teu rosto, e lágrimas vêm aos meus olhos.
    Tudo que é áspero e dissonante em minha vida derrete em uma harmonia doce ⎯ e
    minha adoração espalha as asas como um pássaro alegre em seu vôo através do mar.
    Eu sei que tu gostas do meu canto. Eu sei que somente como um cantor eu venho diante de tua presença.
    Eu toco com a borda de minhas asas espalhadas por minha canção os teus pés que eu nunca poderia aspirar a alcançar.
    Inebriado com a alegria de cantar, eu me esqueço e chamo-te amiga que és, minha senhora” e filha []


Nas comemorações de 7 milhões de visitas…

… nossas aves dispersas (The Stray birds) juntam-se a Rabindranath Tagore para dizer aos Navegantes do Blog:

Estamos chegando lá. Ainda nesta semana. Falta só 1 dia para 7 milhões!!!

Obrigado, Navegante!

postado por Ramiro Corrêa (14/05/2017)



Nas comemorações de 7 milhões de visitas, convém lembrar que:


O Blog Filosofix é gratuito e sempre será!

Esse slogan não é nosso, mas aqui entre nós é verdadeiro. Desde fevereiro de 2007, é de graça mesmo! E sempre será até quando decidirmos fechar o blog – e não está distante esse dia! O Navegante vem quando quer, retorna quando quiser e vai-se embora se bem entender.

Aqui a gente comemora como amigos:

Aqui a gente valoriza sonhos:

Aqui não tem “philautia” – só existe “philia”:

Que fique bem claro, que não restem dúvidas: de graça e sempre!


Muito obrigado, Navegante, por 7 Milhões de Visitas!


Estamos chegando lá. Ainda nesta semana. Faltam só 15 mil visitas para 7 milhões!!!

postado por Ramiro Corrêa (10/05/2017)



Nas comemorações de 7 milhões de visitas ao Blog Filosofix…

… há coisas não traduzíveis e outras absolutamente intraduzíveis.

Das não traduzíveis, aqui está uma delas:

1) Desenvolver um raciocínio para os leitores do Filosofix:

Isso é quase semelhante ao desenvolvimento de um raciocínio clínico – por exemplo, para um paciente com queixa de mal estar geral seguido de dor lombar –, onde um grupo de estudantes de medicina, via de regra, precisa buscar hipóteses diagnósticas.

A queixa do paciente pode ser provocada por dor muscular, dor ciática, expansão da cápsula renal e, daí, decorrer uma DLM, ou Berger, ou ITU, ou Pielonefrite, etc; pode ser dor referida, DIP, ou infinitos outros problemas. Leigos como eu não têm a menor ideia de nada disso: o que dizer ao paciente ou ao Navegante do blog? Na Clínica, parece ser mais fácil, pois algo os induzirá a pensar em alguma coisa; eles consultarão professores de bigode, todos usarão bigodes como os de professores e, a partir disso, rastrearão o que for possível para formular uma hipótese.

Mas, aqui no blog, o que nos induz a dizer algo ao Navegante? Platão? Aristóteles? Kant? Toda a plêiade de filósofos? Falar de uma síndrome renal aleatória, só por falar, é complicado para eles, os estudantes; mas não tanto quanto invocar Platão, para nós do Filosofix.

Na apostila de Nefrologia (ver Medcurso, caderno 2, capítulo 2), encontra-se algo quase intraduzível, que diz o seguinte: “Evidências apontam prováveis mediadores da glomeruloesclerose focal e segmentar idiopática – marcadores de lesão podocitária como cardiotrofina-like 1 (citocina da família da interleucina 6); e receptor solúvel da uroquinase. É importante que no futuro se confirme a real identidade do fator solúvel envolvido na GEFSi, para tratamento mais específico e com menos prejuízos e efeitos colaterais que a cprticoterapia.”

Então, eles se juntam e conseguem o diagnóstico perfeito. Intraduzível…

2) Desenvolver um raciocínio a partir do que pensam os leitores do Filosofix:

Isso era como conversar para compreender o que dizia Titia, quando ela ainda estava entre nós. Uma sua queixa era como o silêncio de um visitante do Blog Filosofix. Indecifrável, muitos diriam.

Diz a irmã: – Minha imão tá dôda! Ah, neim, viu! Ieu vô não! Aqui! Qui casa! Tá bom! Minha imão vá, ieu vô não! Manã cedo, minha icola, vô cotá tudo tia Li! Iê iê! A Carla… ieu não! Madinha minha vai não e ieu vô não. Meu imão vá… mumá Só Póla! Cinco nhêco pa mim? Tá bom: ieu não! Aqui! Minha casa, casa banca! Mando, Tia Maia Íce, a Mácia, Quentina, Mãe do Caiequinha, Zazá, Moço Carne, Vó Nena, tudo qui casa sário meu! Macinho, Daci, tudo! A Nina Minha, Belonto tudá icola! Gacinha, Nina Minha! Só ieu Titia! Adola Nina Minha! Meu imão, ó, puxá lêla! Tá dôda! Madinha Minha, bêjo! Meu imão, não! Só ieu, Titia Nina Minha! Pade Demente moieu! Tadinho! Céu, nosso pai, nossa mãe… ieu não!

Pergunta o Irmão: – Minha imão tá tiste! Titia gosta mais minha imão, não! Vô chorá!

Responde a irmã: – Chóia não, minha imão. Culpa ieu! Bêso. Dóla minha imão. Café… café quentino? Vamo, minha imão? Café? Nósi dôze?

Indaga o irmão: – A Titia gosta do meu imão?

A resposta definitiva: – Mutão! Aqui, ó! Bêso… Meu imão, meu pai!

No fim das contas, o que ela queria era um beijo. E o Navegante, o que queria? Um post?

Alguém pode até decifrar este trecho acima; e pode até entender… mas duvido que traduza, para qualquer outro idioma, usando as mesmas palavras quebradas. Aliás, como seria se ela fosse inglesa, ou americana, ou francesa, ou alemã, ou indiana? Quais palavras, nessas línguas, ela usaria para expressar sua doçura?

3) Mas, há algo mais intraduzível que tudo, para nós, do Blog Filosofix: como dizer obrigado por 7 vezes dez à sexta potência:

Isso sim, deixa de ser não traduzível e até intraduzível!

Pois se nós, do Blog, disséssemos a ti, Navegante, com o espírito de Gandhi, ou de Tagore, ou de qualquer outro gigante (pobre de nós, quem somos?):

- Muito Obrigado por 7 Milhões de Visitas!, isso não é… indecifrável!

Estamos chegando lá. Ainda nesta semana. Faltam só 20 mil visitas para 7 milhões!!!

postado por Ramiro Corrêa (08/05/2017)



Nas comemorações de 7 milhões de visitas ao Blog Filosofix, que acontecerão em muito breve…


Nunca a gente poderia deixar de lembrar de Titia! A “Nina Minha” manda um beijo…

Meu Imão e a Madinha Minha também…

pai.jpg

Feliz Aniversário, Titia!

Lá em Alfa do Centauro deve estar uma festança só, com “bolo de côca banca, café quentino e pó di quêjo”!

postado por Ramiro (04/05/2017)



“Ai, ai, ai… ai!
Está chegando a hora,
O dia já vem raiando meu bem,
E eu tenho que ir-me embora!”

Também… está chegando a hora de, em poucos dias, comemorarmos a incrível marca de

Sete Milhões de Visitas ao Blog Filosofix.

Sete vezes dez à sexta potência é um número considerável e não é brincadeira! O coração bate forte e se pergunta: – Será que toda essa gente, em tanto tempo de Blog Filosofix, gostou mesmo de nos visitar?

Porém, desta vez, contudo, não temos uma fábula para lhe contar. A vida, isto sim, mostrou ser fábula, fabulosa, da História do Ser que, de cima de uma Kawasaki, ainda quase pequena e bebê, já pilotava o destino…

… pra chegar onde está chegando.

O Blog Filosofix sempre esteve junto.

Mais uns poucos dias, portanto, Navegante, e as Sete Milhões de Visitas chegarão. E nós teremos outra nova história a lhe contar. Mas, desde já, entenda uma coisa:


Obrigado, Navegante! 7 vezes Dez à Sexta Potência a você também!

postado por Ramiro Corrêa (27/04/2017)