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    • Viviane Corrêa : É possível um texto da primeira Afrodite, filha de Úranos,e o significado preciso do seu mito?
    • Ramiro : Verifique Karl KERENYI (Dioniso, ed. Odysseus) e também Jean Pierre VERNANT (acho que só em Francês). Boa sorte.
    • guest_969 : Você pode informar onde encontro coisas sobre a mitologia em creta?
    • ALGUEM QUE CURTIU : Ta dificil de saber que post eu ****rti mais!
    • ALGUEM QUE CURTIU : Homem ****lto quer casar comigo? (rsrs-brincadeirinha)
    • ALGUEM QUE CURTIU : Ja ta nos meus favoritos!
    • guest_4071 : MAYBE
    • Ramiro : Ly o Lay Ale loya significa a dança das horas para a nação Apache e outras. É um cântico dos nativos norteamericanos. Você encontra no CD SACRED SPIRIT ((Chants and dances of Native Americans) da gravadora SURVIVAL. É um lindo CD e vale o investimento. :)
    • guest_6529 : alguem poderia me info, significado,, Ly o Lay Ale loya
    • marlice : Ramiro como q eu façopr encontrar a pesquisa Demo de faleiro,me de uma luz.
    • Fernanda : Lindo o texto: Segredos para tua feliz páscoa!
    • Fernanda : Seu texto aqui:
    • Marlice : Ramiro seu Blog é demais........
    • Marlice : Ramiro seu blog :
    • Fellipe Costa 3ºA : Ramiro, I'm here again, now to share with you this site in witch you'll find something good. Have fun! ****://frases.netsaber.com.br/list_frases.php?c=115
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    • paula 25p : Seu texto aqui:o que é caverna?
    • guest_1750 : When will we have a philosopher course?
    • Sueli Rassilan : Você é pura essência, o corpo é só ilusão de ótica.
    • Ramiro : Héxeis, querida Lorena. Héxeis. Você aprendeu a lição de Aristóteles. Feliz Ano Novo pra vocês. Vocês merecem. E obrigado :)
    • Lorena Rassilan : Mestre, passamos o sacrificio visando o bem maior no futuro, alcançamos o sucesso dessa etapa porque projetamos vida. Mamãe operou e tirou o tumor benigno todinho, já estamos em casa à três semanas, ela está ótima, não teve nenhuma sequela e continua inteligente como sempre. Quero declarar que passei por essa prova pessoal com uma mentalidade positiva que você ajudou a formar. Feliz ano novo pra você. Um grande abraço.
    • guest_371 : Seu texto aqui: e vc some!!! ahhhhhhhhh
    • camila_das@hotmail : Meu caríssimo Ramiro, ao ouvir esta músican pude perceber a simplicidade e grandeza de se ouvir, apreciar uma boa música, este toque suave, doce realmente o som mais puro que eu ouvi nos ultimos 12 meses.
    • Fellipe Costa : I'm here again. Go ahead to 500000 acess
    • guest_4594 : Seu texto aqui:oieee...tô ki!!!
    • Ramiro : Sua filha lançou a rede no mar; ela não quer pescar em aquário. Sorte a sua, Sueli! :)
    • Sueli Rassian : Agora ****rsando fa****ldade e ainda frequentando aulas de um prof de filosofia ficou estragada de vez.
    • Ramiro : A paródia do Pasárgada do Bandeira? Ué... você disse que estava ruim... retirei! Afinal...
    • Nina : Uai, pq vc não postou aquela paródia?
    • Fellipe Costa : Gostei dessa parte: "a base fundante do sistema está na capacidade de encontrar meios para escapar das regras e regulamentações." Realmente, chega a ser supimpa! Parabéns pelos 400.000 acessos. Go ahead!
    • guest_3263 : Votem em mim... SOU FILOSOFIX SIM!
    • Fellipe Costa : 'couse every time i come here my mind change. 'couse every time i come over here i give you your congratulations. go ahead !
    • guest_9999 : Uma homenagem e tanto...aliás nossas . bj
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Roman Senate at Blog Filosofix
 

(O Senado Romano na Coluna de Augustus)
 

“Era esperado que apreciássemos a mais alta posição que o Estado é capaz de conferir, e ainda permanecessemos inteiramente esquecidos dos interesses nacionais?… Xingam-nos, tendes que ser servos voluntários?” (Marcus Tulius Cicero para os aristocratas do Senado Romano, quando eles obedeceram à autocracia de Marcus Antonius - Setembro, 44 d. C.)

Cicero at Blog Filosofix
 

(Marcus Tulius Cicero)
 

postado por Ramiro (03/07/2009)



Enquanto lá e cá a corrupção e a insensatez imperam:

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Enquanto aquilo:

O “bom filho” à casa torna. Quem sabe, daí não surja mais um romance para ser laureado pelos imortais? Talvez o título pudesse ser: O Caminho do Brejo.

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Informou o Sargento Garcia
 

postado por Ramiro (02/07/2009)



Por indefinição, um golpe é entendido quando tanques são vistos nas ruas, soldados impedem manifestações públicas, a imprensa é silenciada e pessoas são presas pela chamada “polícia política”. Mas, também, um golpe é dado quando a corrupção se alastra pela via de “atos secretos”, de compra de votos e de impunidade.

Aqui, no Filosofix, não festejamos nenhum tipo de golpe. Mas, passemos ao caso específico.

Todos sabem que houve um golpe à democracia em Honduras. Resta saber que tipo de golpe.

 

(Foto: Editoria de Arte/G1)
 

Exemplos de “golpe militar” encontram-se para diversos gostos, bastando navegar pelos sites sobre o Tibet, o Irã e, a todo dia, os resultados da tirania aparecem com ou sem título de “golpe militar”.

Mas, sobre Honduras, não há apenas tanques e fuzis nas ruas; há, também, a rejeição do Parlamento hondurenho e, além do mais, um mandado judicial da Corte Suprema para a prisão do Presidente Manuel Zelaya.

Veja o que diz matéria da Folha de São Paulo:

Entenda a crise política em Honduras - da Folha de S. Paulo

Horas após confrontos violentos entre a polícia e manifestantes em apoio ao presidente deposto, Manuel Zelaya, o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou à Rádio Nacional que “não houve golpe de Estado e nem nada parecido” no país.

Micheletti tenta convencer a comunidade internacional, unânime na condenação da deposição de Zelaya, que sua chegada ao poder está conforme a Constituição.

Entenda a crise política em Honduras

Quem deu o golpe em Honduras?

Militares, com apoio da Corte Suprema, que disse ter ordenado a prisão de Zelaya, e o Congresso, que leu uma suposta carta de renúncia dele. Presidente negou ter deixado o cargo.

Qual é o motivo da crise política?

Zelaya decretou a realização de uma consulta nacional sobre a possibilidade de convocar uma Assembleia Constituinte. A pesquisa, que aconteceria ontem, foi considerada ilegal pela Justiça, pelo Congresso e pelo Ministério Público.

O que diz o presidente?

O neoaliado do venezuelano Hugo Chávez diz que a consulta não tem força de lei e que ele desejava abrir caminho para uma Constituição que desse voz aos pobres, 70% do país.

O que diz a oposição a Zelaya?

O presidente descumpriu uma ordem judicial, e por isso foi preso. A intenção de Zelaya com a consulta é impor uma nova Carta que permita a reeleição.

Qual a situação agora?

Todos os países das Américas condenaram o golpe e exigem o retorno de Zelaya. Congresso e Justiça hondurenha dizem que haverá governo interino até eleições gerais de novembro.

fonte: Folha de S. Paulo (aqui)

Como se trata de uma matéria publicada pela Folha, é plausível crer que, de fato, haja um mandado de destituição do cargo de Presidente, emitido pela Corte Suprema de Honduras.

Portanto, não falamos mais de “golpe militar”, mas de “golpe Militar + Corte Suprema + Parlamento”. Golpe militar, como expressão, passa a ser eufemismo. Parlamentares hondurenhos aprovaram lei que impedia a realização de consultas populares por 180 dias antes e após eleições; o presidente Zelaya ignorou a lei.

Para citar um exemplo, baseado na Constituição Federal do Brasil, é bom lembrar que as Forças Armadas estão “sob a autoridade suprema do Presidente da República”; mas, também, que o texto constitucional explicita: “destinam-se (as Forças Armadas) à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

 

(fotos de Edgard Garrido/Reuters)
 

Notemos bem: “por iniciativa de qualquer destes” poderes. Se este for o caso da Carta Magna de Honduras, e se lá houve um mandado expedido pela Corte Suprema, o que ocorreu não foi, portanto e exatamente, um “golpe militar”. Traduzido em miúdos, o presidente daquela república não estaria acima da lei.

Além do mais, foi eleito por um partido liberal mas insistiu em ir contra a constituição de seu pais, propondo um plebiscito para reeleição de si mesmo, auxiliado pelo Coronel-Ditador da república vizinha, mesmo que a Suprema Corte tenha declarado o plebiscito ilegal; o Coronel vizinho teria enviado algumas “cédulas” e 500 senhores de fino trato para apoiarem e insuflarem o golpe constitucional do presidente agora deposto presidente que aliara-se aos auspícios e às bravatas de Hugo Chávez.

Honduras Defends Its Democracy (por Mary Anastasia O’Grady no Wall Street Jounal)

Hugo Chávez’s coalition-building efforts suffered a setback yesterday when the Honduran military sent its president packing for abusing the nation’s constitution.

It seems that President Mel Zelaya miscalculated when he tried to emulate the success of his good friend Hugo in reshaping the Honduran Constitution to his liking.

But Honduras is not out of the Venezuelan woods yet. Yesterday the Central American country was being pressured to restore the authoritarian Mr. Zelaya by the likes of Fidel Castro, Daniel Ortega, Hillary Clinton and, of course, Hugo himself. The Organization of American States, having ignored Mr. Zelaya’s abuses, also wants him back in power. It will be a miracle if Honduran patriots can hold their ground.
[THE AMERICAS] Associated Press
(grifo nosso).

That Mr. Zelaya acted as if he were above the law, there is no doubt. While Honduran law allows for a constitutional rewrite, the power to open that door does not lie with the president. A constituent assembly can only be called through a national referendum approved by its Congress.

But Mr. Zelaya declared the vote on his own and had Mr. Chávez ship him the necessary ballots from Venezuela. The Supreme Court ruled his referendum unconstitutional, and it instructed the military not to carry out the logistics of the vote as it normally would do.

Fonte: (Wall Street Journal) - Leia mais…

E, no entanto, a opinião pública internacional continua afirmando: “Foi Golpe”! É que, sob o comando da nova OEA, de José Miguel Insulza, os “golpes militares” afrontam a democracia (e isto é verdade indiscutível), mas é bom notar que também a democracia pode ser solapada internamente, como ocorre na Venezuela, no Equador, na Nicarágua, no Irã e assim por diante, de tal forma que o golpista apadrinhado por outro golpista passa a ser vítima de golpistas.

Seria bom considerar que, no caso de Honduras, um processo de defesa é fundamental para a permanência de um Estado de Direito pleno. Noutras palavras, que Zelaya possa se defender. Mas, defender-se contra que? Em primeiro lugar, deve defender-se contra a ordem expedida pela Corte Suprema e demonstrar que ela (a ordem) e ela (a Corte Suprema de seu país) são ilegais.

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Para tanto, seguramente, Chávez candidata-se a juiz.

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O problema, contudo, é outro: o do risco de “virar moda”, para parafrasear Roque Sponholz.

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postado por Ramiro (01/07/2009)



Sargento Garcia at Blog Filosofix
 

Sargento Garcia informa:
 

La protección no se olvida:

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(clique para expandir)

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por Ramiro (30/06/2009)



Quando uma mulher é delicada…
 

Li Tai Pô at Blog filosofix
 

… aquele por ela conduzido pode ser cego.
 

Pois disse o poeta [1]:

Lágrimas (Li Tai Pô)

Uma linda, suavíssima menina,
conduz, na rua, um cego, pela mão.
 

O doce rosto pensativa inclina
 

e eu procuro a razão
pela qual uma gota cristalina
 

dos seus tristonhos olhos de menina
 

rola, de vez em quando, para o chão.
 

Li Tai Pô at Blog filosofix
 

(Li Tai Pô - 702/763)
 

postado por Ramiro (29/06/2009)

  1. LI TAI PÔ, Lágrimas. in: CASTRO, Hugo. Cem Poemas Chineses.Trad. de Hugo de Castro. SP: Vertente Editora, 1978, p. 24 []


Sargento Garcia at Blog Filosofix
 

Sargento Garcia fala de proteção:
 

La protección no se olvida:

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(clique para expandir)

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Sargento Schultz
 

Sargento Schultz fala de ternura:
 

Die Zärtlichkeit nicht vergessen:

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por Ramiro (29/06/2009)



A conferência proferida em Paris neste mês de junho por Haim Nissenbaum está reproduzida em vídeo no site da AKADEM AQUI.

O rabino Haim Nisenbaum pertence à Sinagoga e Escola Religiosa Beth Hanna; é autor de várias obras, entre elas:
 
- Haïm Nisenbaum, Qu’est-ce que le hassidisme ? (Le Seuil, 1997);
- Haïm Nisenbaum, Histoire d’outre-monde (Bibliophane, 2007);
- Haïm Nisenbaum, Histoires d’un monde éternel : les hassidim racontent (L’air libre, 1989);
- Haïm Nisenbaum, Texture hébraïque : clefs pour la métaphysique juive (L’air libre, 1990)

Apresentamos agora a conferência cujo título é Um rei, um vidente e Israel.:

Un roi, un devin et Israël

 
‘Houkat-Balak: unir le monde matériel et le monde spirituel (33 mn)
Haïm Nisenbaum, Représentant du mouvement Habad de France
Sefarim - Paris, juin 2009

Clique abaixo para ouvir:

postado por Ramiro (29/06/2009)



A perfeição na areia (em www.sandart.ru).

SandART - JAPAN

postado por Ramiro (28/06/2009)



Este aí aproveitou o conselho e fez do CARTÃO CORPORATIVO um aperitivo:

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(clique para expandir)

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Premio Dedo de Pilatos at Blog Filosofix
 

Prêmio Dedo de Pilatos ao Santo Inócio
 

por Ramiro (27/06/2009)



Recomendamos o pontual artigo de Daniel W. Drezner e Henry Farrell, ambos e respectivamente, Professores Assistentes de Ciência Política das University of Chicago e George Washington University. Você pode encontrá-lo aqui (The Power and Politics of Blogs).

O artigo foi apresentado em 2004 para a American Political Science Association e tinha por objetivo o seguinte:

The Power and Politics of Blogs (ABSTRACT)

Os Weblogs ocupam um lugar cada vez mais importante na política americana. As suas influências apresentam um quebra-cabeça: considerando a disparidade em recursos e organização vis-à-vis de outros atores, como pode uma coleção de websites descentralizados, sem visar lucro, contrários, e discordantes, exercerem alguma influência sobre os acontecimentos políticos e de política? Este papel responde àquela pergunta concentrando-se em dois aspectos importantes da “blogesfera”: a distribuição de leitores através da lista de blogs, e as interações entre blogs significantes e passagens de meios de comunicação tradicionais. Em circunstâncias específicas – quando weblogs-chave se concentram em uma questão nova ou negligenciada – os demais blogs podem construir, socialmente, uma agenda ou um centro maior para o debate interpretativo que atua como um ponto focal dos meios de comunicação dominantes, formando e forçando um grande debate político. [1]

Extrai-se disto, como apontam Drezner e Farrell, que os “pequenos blogs” (como é o Blog Filosofix), ao reproduzirem os temas vistos e criticados pelos “grandes blogs” (aqueles que trazem, efetivamente, a tiracolo o peso dos nomes de seus responsáveis), acabam todos por atingir um público maior, dos mais variados gostos e, com isto, tendem a formar opinião e atuar, decisivamente, no estabelecimento de um debate mais amplo e, porque não dizer, democrático.

Entretanto, devemos todos considerar que o trabalho de Drezner e Farrell foi direcionado para a sociedade norte-americana, não ainda, de todo, a nossa sociedade brasileira, salvo engano. Em que pese o fato de haver efetiva oposição aos escândalos de corrupção protagonizados pelo Congresso Nacional e toda a classe política brasileira ver-se forçada a apaniguar frases do tipo “pouco se lixando”, dado que ela se encontra subsumida à própria maneira de agir “corporativa”, vemos, constrangidos até, que assim como é lá, não é cá. O artigo de Drezner e Farrell, que pode ser considerado essencial para interpretação do fenômeno dos blogs norte-americanos, seria, talvez, considerado “espantoso” para os brasileiros, pois para nosso “enrubescer” começa justamente da seguinte maneira:

The Power and Politics of Blogs (INTRODUCTION)

Ao final do Dezembro de 2002, Trent Lott resignou à sua posição como Líder de Maioria do Senado [2] em face de comentários inflamados que ele fez, duas semanas antes da festa do centésimo aniversário de Strom Thurmond. Embora o evento fosse transmitido via C-SPAN [3] e tivesse sido informado pela grande imprensa, levou quase uma semana para que os meios de comunicação dedicassem uma cobertura significativa aos comentários de Lott. The Economist (aqui), em sua autópsia [4] acerca do assunto Lott, concluiu que:

The Economist

Os meios de comunicação dominantes ficaram inicialmente cegos às observações de suas críticas [Lott] possivelmente porque são comuns tais comentários. Mas a “blogesfera” – os websites web de opinião e notícias, primeiro conhecidos como weblogs – denunciaram as observações energicamente, e não deixaram passar, finalmente forçando outros a fazerem o mesmo.

A maioria dos analistas políticos creditaram aos “bloggers” terem evidenciado, na conversação, a gafe de Lott e, a partir disso, ter desabrochado completamente um escândalo. Na linguagem da Ciência Social, weblogs – também chamados blogs – não foram uma variável causal na explicação da queda de Lott, mas eles foram uma variável interveniente importante. [5]

Se, por um lado, aqui no Brasil, como diz o Presidente da República, tudo “nunca dá em nada”, lá nos Estados Unidos a política funciona um pouco diferente, digamos assim. E qual foi, afinal, o tal comentário que a “blogesfera” americana “pinçou” e levou Trent Lott a resignar-se do posto de Líder da Maioria no Senado?

O senhor Trent Lott, Senador dos Estados Unidos da América pelo Mississippi, teria dirigido ao senhor Strom Thurmond, referenciando-se à sua antiga corrida presidencial, um comentário racista.

The comment

“A poor choice of words conveyed to some the impression that I embraced the discarded policies of the past, Nothing could be further from the truth, and I apologize to anyone who was offended by my statement.” (Uma escolha pobre de palavras transmitidas a alguns dá a impressão de que abracei a política descartada do passado. Nada pode estar além da verdade, e peço desculpa a quem se sentiu ofendido pela minha afirmação.)

Thurmond concorreu à presidência pelo Dixiecrat Party em 1948 contra o Democrata Harry Truman e o Republicano Thomas Dewey. Àquele tempo, Thurmond trazia consigo votos do Alabama, Louisiana, Mississippi e de sua casa, a Carolina do Sul, onde havia sido Governador. Durante a campanha ele disse: “Todas as leis de Washington e todas as baionetas do exército não podem forçar o Negro em nossas casas, ou em nossas escolas, ou em nossas igrejas” e, além do mais, que “Apoiamos a segregação de raças e a integridade racial de cada raça.”

A partir disto, talvez, Lott tivesse se empolgado e se dado ao direito de comentar. Alguns Democratas, por outro lado, sentiram-se ofendidos realmente. Por exemplo, o ativista pastor Jesse Jackson chamou Lott a resignar-se e o Vice Presidente Al Gore disse à CNN que o cometário foi “racista” (ver aqui: CNN - Lott apologizes for Thurmond comment).

Houve, no entanto, quem tivesse defendido que o comentário de Lott não teve a intenção de ser “racista”, como foi o caso do Senador Democrata Tom Daschle (Dakota do Sul), que completou: “There are a lot of times when he and I go to the mike and would like to say things we meant to say differently, and I’m sure this is one of those cases for him as well”.

Traduzido em miúdos, parece haver um consenso entre os americanos de que as posições de Thurmond não se sustentam mais; contudo, ao mesmo tempo, aquela frase de Lott, baseada nos antigos comentários de Thurmond, foi vista como inaceitável e não passou impune diante da “blogesfera”, levando-o à renúncia do posto de Líder do Senado, ainda que, apesar de tudo, tenha se desculpado publicamente.

O leitor poderia, neste instante, perguntar-se: - E aqui, no Brasil? O que ocorreria? Os Atos Secretos do Congresso são vistos como rendição, a partir da célebre entrevista dada em Paris, em 2005, pelo Presidente, sem corretivos de seus pares. E, além do mais, por ser concebível para um magistrado não reconhecer que todos são cidadãos da República, com iguais direitos e deveres, instaura-se um processo de apadrinhamento que é um tanto estranho.

Diferentemente, e retomando o artigo de Drezner e Farrell, convém observar o seguinte:

THE POWER AND POLITICS OF BLOGS (p. 4)

Não há nenhuma organização central na blogesfera. Não há nenhum consenso ideológico entre os seus participantes. Enquanto alguns participantes são versados em política, a falta geral da competência em política torna impossível categorizar blogueiros como uma comunidade epistêmica. A atividade de Blogging é quase exclusivamente um meio termo, voluntário, um empreendimento solipcista [6]. O rendimento mediano gerado por um weblog em dólares é praticamente nulo; o número de indivíduos nos Estados Unidos que ganham a vida blogando é menos de vinte. Apesar desses constrangimentos, os blogs parecem desempenhar um papel cada vez mais importante como um fórum de debate público, com as suas posturas - em conseqüências dos meios de comunicação e da política. Considerando a disparidade em recursos e organização vis-à-vis de outros atores, como e quando pode uma coleção descentralizada, contrária, sem objetivo de lucro como tais websites em atividade poderem exercer influência sobre as resultantes políticas?

Este papel da blogesfera dirige este quebra-cabeça para concentrar-se em dois aspectos: a distribuição desigual de leitores através da lista de weblogs, e as interações crescentes entre blogs e passagens de meios de comunicação dominantes. Mesmo que, embora, haja mais de um milhão de bloggers, pondo aproximadamente 275,000 novos posts diariamente, o número médio de bloggers não tem quase nenhuma influência política nas medidas de tráfego ou hiperligações. Isto ocorre porque a distribuição de weblinks e tráfego é pesadamente direcionada para alguns bloggers que chamam a maior parte da atenção. Esta distribuição paralela foi observada para websites políticos em geral. Por causa desta distribuição, alguns blogs da “elite dos blogs” podem funcionar como base de informação para agregar “uma estatística sumária” da blogesfera. [7]

A partir destas conclusões, os autores fazem notar (ver artigo, p. 6) que dado o crescimento da quantidade de blogs, uma enorme quantidade de instituições adotaram o mesmo modelo, desde jornais importantes como o The New Republic, Slate, Salon, New Criterion, The American Prospect, The National Review; também o Chicago Tribune, o The Guardian e até mesmo a Fox News.

Contudo, a par da precisão exposta no artigo de Drezner e Farrell, há algo que merece consideração. Dizem os autores:

The Power and Politics of Blogs (p. 21)

Outros analistas sociais soaram alarmes semelhantes. Em 2001, Cass Sunstein ecoou o aviso dado por Putnam:

“As novas tecnologias, enfaticamente inclusive a Internet, estão aumentando dramaticamente a capacidade de pessoas ouvirem ecos de suas próprias vozes e colocarem-se elas mesmas diante de outros. Em um sistema no qual cada pessoa pode “construir” o seu próprio universo de comunicação, há um risco de que não possam fazer escolhas que gerem informação demasiado pequena, pelo menos à medida em que as escolhas individuais não são feitas com referência aos seus benefícios sociais.”

No original:

“Other social analysts have sounded similar alarms. In 2001, Cass Sunstein echoed Putnam’s warning:

‘New technologies, emphatically including the Internet, are dramatically increasing people’s ability to hear echoes of their own voices and to wall themselves off from others…. In a system in which each person can “customize” his own communications universe, there is a risk that people will make choices that generate too little information, at least to the extent that individual choices are not made with reference to their social benefits.’”

Reflita-se a respeito, então, no que parece também irônico (aos moldes de Rousseau citado no post anterior), e não é:

- por um lado, “há o risco” de as pessoas começarem a pensar um pouco mais e a ouvirem suas próprias vozes.

- por outro lado, “há também o risco” de as pessoas não mais se contentarem com pouco.

Será que um dia chegaremos nisto, pela via da razão e não pela via da farra de benesses do Poder, como ocorre no planalto central da América (a do Sul)?

postado por Ramiro Corrêa (26/06/2009)

  1. Weblogs occupy an increasingly important place in American politics. Their influence presents a puzzle: given the disparity in resources and organization vis-à-vis other actors, how can a collection of decentralized, nonprofit, contrarian, and discordant websites exercise any influence over political and policy outputs? This paper answers that question by focusing on two important aspects of the “blogosphere”: the distribution of readers across the array of blogs, and the interactions between significant blogs and traditional media outlets. Under specific circumstances – when key weblogs focus on a new or neglected issue – blogs can socially construct an agenda or interpretive frame that acts as a focal point for mainstream media, shaping and constraining the larger political debate. []
  2. dos EE.UU. NT do tradutor []
  3. Rede por Satélite para Assuntos Públicos - NT Tradutor []
  4. grifo do tradutor []
  5. In late December 2002, Trent Lott resigned his position as Senate Majority Leader in the wake of inflammatory comments he made two weeks before at Strom Thrumond’s 100th birthday party. Although the event was broadcast on C-SPAN and reported in the mainstream press, it took almost a week before the media devoted significant coverage to Lott’s comments. The Economist, in its post-mortem on the Lott affair, concluded: The mainstream media was initially blind to his [Lott’s] remarks perhaps because it is used to such comments. But the “blogosphere” – websites of opinion and news, first known as weblogs – denounced the remarks vigorously, and would not let up, finally forcing others to take notice. Most political analysts credited “bloggers” with converting Lott’s gaffe into a full-blown scandal. 2) In the language of social science, weblogs – also called blogs – were not a causal variable in explaining Lott’s downfall, but they were an important intervening variable. []
  6. de vida ou hábitos de solipso ou indivíduo solitário - NT do tradutor []
  7. There is no central organization to the blogosphere. There is no ideological consensus among its participants. While some participants are well-versed in politics, the general lack of policy expertise makes it impossible to categorize bloggers as an epistemic community. Blogging as an activity is almost exclusively a part-time, voluntary, solipsistic enterprise. The median income generated by a weblog is zero dollars; the number of individuals in the United States that earn their living from blogging is less than twenty. Despite these constraints, blogs appear to play an increasingly important role as a forum of public debate, with knock-on consequences for the media and for politics. Given the disparity in resources and organization vis-à-vis other actors, how and when can a collection of decentralized, contrarian, and nonprofit websites exercise influence over political and policy outputs? This paper addresses this puzzle by focusing on two interrelated aspects of the “blogosphere”: the unequal distribution of readers across the array of weblogs, and the increasing interactions between blogs and mainstream media outlets. Even though there are over a million bloggers, posting approximately 275,000 new items daily, the median blogger has almost no political influence as measured by traffic or hyperlinks. This is because the distribution of weblinks and traffic is heavily skewed, with a few bloggers commanding most of the attention. This distribution parallels the one observed for political websites in general. Because of this distribution, a few “elite” blogs can operate as both an information aggregator and as a “summary statistic” for the blogosphere. []


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E como dizia Jean-Jacques Rousseau:

“O mais forte nunca é suficientemente forte para ser sempre o senhor, senão transformando sua força em direito e a obediência em dever. Daí o direito do mais forte - direito aparentemente tomado com ironia e na realidade estabelecido como princípio. Jamais alcançaremos uma explicação dessa palavra? A força é um poder físico; não imagino que moralidade possa resultar de seus efeitos” (Do Contrato Social, Lv I, cap III).

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postado por Ramiro (25/06/2009)



Yann Tiersen Featuring Natasha Regnier, Le Parapluie

Le Parapluie

Il pleuvait fort sur la grand-route
Ell’ cheminait sans parapluie
J’en avais un, volé, sans doute
Le matin même à un ami
Courant alors à sa rescousse
Je lui propose un peu d’abri
En séchant l’eau de sa frimousse
D’un air très doux, ell’ m’a dit ” oui “.
 

Un p’tit coin d’parapluie
Contre un coin d’paradis
Elle avait quelque chos’ d’un ange
Un p’tit coin d’paradis
Contre un coin d’parapluie
Je n’perdais pas au chang’, pardi !
 

Chemin faisant, que ce fut tendre
D’ouïr à deux le chant joli
Que l’eau du ciel faisait entendre
Sur le toit de mon parapluie !
J’aurais voulu, comme au déluge
Voir sans arrêt tomber la pluie
Pour la garder, sous mon refuge
Quarante jours, quarante nuits.
 

Mais bêtement, même en orage
Les routes vont vers des pays
Bientôt le sien fit un barrage
À l’horizon de ma folie !
Il a fallu qu’elle me quitte
Après m’avoir dit grand merci
Et je l’ai vu’, toute petite
Partir gaiement vers mon oubli
 

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Para não molhar as mãos em tempos de solidão!
 

postado por Ramiro (24/06/2009)



No site FREETIBET.ORG (aqui), uma matéria relativa a um relatório sobre os distúrbios havidos no Tibet em março de 2008. Trata-se do artigo “Relatório de acadêmicos de Beijing: a política fracassada de governo incendeia protestos de 2008“.

Num dos trechos, o FreeTibet diz o seguinte:

Beijing academics’ report: failed government policies sparked 2008 protests

In May 2009 a report (“An investigative report into the social and economic causes of the 3.14 incident in Tibetan areas”) was released which sought to analyse the root causes of the protests that swept across the Tibetan Plateau in Spring 2008.

The report is based on fieldwork and interviews with Tibetans conducted by scholars in the Tibetan Autonomous Region (TAR) and in Gannan Autonomous Prefecture in the Amdo region of Tibet (Ch prov: Gansu).

The field work was conducted over a one month period following the spring 2008 Tibet protests. A braod range of Tibetan society was interviewed including: monks, scholars, farmers, nomads, artists and entrepeneurs.

The report was issued by the Gongmeng Law Research Center, Beijing, which is a Beijing-based lawyers’ organisation and thinktank. Several of the report’s authors attended the prestigious Beijing University Law Centre.

The report is significant because:

* It appears to be directed at key decision-makers on Tibet policy and is unprecedented in offering direct criticism of the Chinese government’s policy in Tibet.
* It is the first analysis on the root causes of the spring 2008 protests to have emerged from inside China.
* It is indicative of the existence of progressive views on Tibet in China and is likely to encourage others in China who are critical of Tibet policy to speak out.

The report is bold in its findings and concludes:

* That China’s strategies to ensure “stability” in Tibet have failed.
* That China’s intensive propaganda offensive has significantly deepened existing ethnic tensions in Tibet.
* That the Chinese government’s claim that the protests were planned by “hostile foreign forces” and “Dalai clique” are simplistic, and that the reasons for the protests were far more complex, including deep-seated resentment of policies that Tibetans felt were not relevant to them.

Constraints and what is missing in the report:

* The report’s findings are presented in a relatively cautious manner which appears to be an attempt not to alienate policy makers so as to maximise the chances that its findings will have impact and be accepted.
* Caution is seen in the way in which the protests are presented as the result of the failure of policy only.
* Politically more sensitive issues that undoubtedly lay behind the protests – the rejection by Tibetans of the Chinese government’s legitimacy in Tibet, the role of the Dalai Lama and the relationship between Tibet and China – are ignored.

 

Leia mais…

O post remete a outra matéria publicada no TIMES - CNN, conforme se lê abaixo:

Failed Government Policies Sparked Tibet Riots

By Austin Ramzy / Beijing (Tuesday, May, 26. 2009).
(fonte TIME CNN aqui)

Um novo relatório de um grupo de eruditos chineses desafiou pela primeira vez a explicação oficial da China de que os distúrbios mortais que estouraram através do Tibete em Março de 2008, foram inspirados “por forças ultramarinas” — a saber o Dalai Lama e o governo-em-exílio Tibetano. (Leia “Um ano Depois dos Protestos, um Silêncio Forçado no Tibete.“)

Links relacionados
 
* Tibet and the Ghosts of Tiananmen
* Can Tibet’s Leaders Ride the Tiger?
* A Tibetan Exile’s Tale

O relatório, que foi recentemente publicado em num website chinês, culpa os distúrbios não de intrusos mas da política de Beijing em relação ao Tibete, mostrando que o governo central apoiou funcionários locais incompetentes, criando uma economia que fornece poucas opções para jovens, e priva os Tibetanos de acesso a uma justiça igualitária. (Ver imagens da revolta do ano passado no Tibete.)

Enquanto os grupos de direitos humanos internacionais disseram que o motin, no qual pelo menos 19 pessoas morreram, foi uma resposta previzível à repressão experimentada por muitos Tibetanos que vivem sob as regras chinesas, a crítica doméstica às políticas do governo ao Tibete é rara na China.

O que é, possivelmente, mais excepcional sobre o relatório é que foi produzido por um grupo de eruditos chineses que trabalham para um órgão institucional de Beijing. O documento de 22 páginas é baseado na pesquisa compilada por mais de um mês por quatro estudantes graduados da Universidade de Pequim, uma das escolas de mais prestígio na China. Foi lançado pela OPEN CONSTITUTION INITIATIVE (Iniciativa de Constituição Aberta), uma ONG de seis anos dirigida por advogados chineses. O grupo concentra-se em questões como o escândalo do leite em pó do ano passado e a reforma da política de registros da China, que limita a migração da zona rural para cidades.

“Queremos ajudar a sociedade, e a ajuda constrói a regra da lei,” diz Xu Zhiyong, professor e um dos fundadores do grupo. “Queremos ser objetivos. Em perguntas como sobre o Tibete, direitos humanos, e assim por diante, o governo chinês tem um ponto de vista, os governos estrangeiros e os meios de comunicação estrangeiros têm um ponto de vista. Mas é também importante ter uma visada independente dos problemas.”

Enquanto o governo central diz que os 50 anos das regras do Partido Comunista para o Tibete levaram a largos lucros econômicos, o relatório argumenta que poucos dos benefícios foram aprovados pelos jovens, o que provocou em grande medida os motins do ano passado. Os pesquisadores notaram que enquanto os Tibetanos jovens tinham abandonado o interesse pela vida como pastores e agricultores como fazem as pessoas idosas, a falta de oportunidades de trabalho ou melhor educação significaram para eles poucas esperanças de encontrar um lugar num mais largo mundo ao qual foram expostos. (Leia sobre “China Watches as Tibetan Talks Begin.“)

No Tibete, muitas lojas, restaurantes e hotéis, são propriedades dirigidas por chinêses da dinastia Han, e estes relutam em empregar os nativos. “Em entrevistas com muitos jovens Tibetanos, todos dizem que achar trabalho é difícil”, o relatório afirma. “O obstáculo principal é a língua e a falta da fluência no Mandarim. Em Lhasa, aqueles que podem falar Mandarim não necessariamente podem encontrar empregos. Muitos empregadores não necessariamente contratam Tibetanos porque eles são vistos como demasiado preguiçosos.”

A crítica mais dura do relatório sobre as regras chinesas foi que na destruição da elite Tibetana tradicional, o governo de Beijing estabeleceu uma nova hierarquia de funcionários Tibetanos locais dirigiram mal os assuntos da região. “O governo deu a caixilhos locais um grande poder, mas mostrou pouca supervisão. Eles aprenderam a usar a meta do ‘desenvolvimento estável’ como um escudo,” diz o relatório. Acrescenta que muitos funcionários aprenderam a usar a ameaça das “forças externas” que visariam a promoção da independência Tibetana para esconder a sua incapacidade em dirigir problemas locais.

Insinuando pela via do argumento oficial de que todas as ofensas no Tibete são inspiradas pelo Dalai Lama e dirigidas por panfletos para a independência, a esperança pretendida pelo grupo idealizador do relatório é a de estabelecer um debate livre sobre a tensão em regiões de fronteiras sensíveis da China, segundo Nicholas Bequelin, pesquisador da ONG Human Rights Watch. “Isto é algo que estivemos esperando durante um longo tempo,” ele diz. “Qualquer melhora no Tibete e em Xinjiang só pode recair em áreas mais abertas da China.” (”Leia “Dalai Lama to Stay Quiet on Tibet’s Future.“)

Xu diz que o Tibete não deve estar sendo considerado um assunto sensível, e que a Open Constitution Initiative não se deparou com nenhum problema com o governo desde a emissão do estudo. Mas Bequelin diz que o relatório não causou preocupação porque não foi largamente difundido ou tenha ganho a devida cobertura dentro da China. E enquanto ele observa que o grupo foi capaz de pôr o documento em seu website, ele duvida que se permita que cópias impressas circulem em terra firme.

(nota: ver matéria original no link citado em epígrafe. Livre tradução nossa)

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 ”Good Morning,” Tibet! 
 

 

(ouça Colonel Bogey’s March)
 

postado por Ramiro (24/06/2009)



GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) identificou a existência de duas contas paralelas do Senado Federal que não integram a chamada conta única do Tesouro Nacional, obrigatória na administração pública federal. As duas contas teriam o objetivo, segundo o senador, de movimentar recursos de fundos vinculados à instituição. Tendo como base relatório da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que fez um “raio-x” da estrutura do Senado, Casagrande identificou a existência de fundos no valor de R$ 3,740 milhões depositados nas duas contas paralelas, criadas na Caixa Econômica Federal.

30.ago.2007/Folha Imagem
Renato Casagrande (à dir.) cobra de José Sarney explicações sobre contas paralelas
Renato Casagrande (à dir.) cobra de José Sarney explicações sobre contas paralelas

“Trata-se de ocorrência preocupante diante da grave situação administrativa por que passa nossa instituição. A manutenção de recursos por um órgão da administração direta fora da conta única do Tesouro é matéria de legalidade extremamente duvidosa à luz dos atuais preceitos constitucionais”, disse Casagrande.

O senador encaminhou ofício ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com pedido de explicações sobre a irregularidade. Casagrande afirma que o depósito de fundos em contas paralelas à do Tesouro é um procedimento que “coloca a gestão da instituição em extremo risco de controle, pois contorna todos os meios disponíveis no Siafi para assegurar que o desempenho financeiro só ocorra apos o cumprimento das etapas de empenho e liquidação”.

Na opinião de Casagrande, a prática se constituiu em “risco desnecessário” uma vez que Siafi dispõe de funções que permitem executar gastos públicos com “eficiência, segurança e rapidez”.

No ofício encaminhado a Sarney, Casagrande critica a prática adotada pelo Senado em relação aos gastos da Casa. “A persistência de tal ocorrência representa, com total desnecessidade, risco de mais um agrave abalo à imagem da Casa, já tão prejudicada no momento presente”, afirma o senador para Sarney.

Providências

Casagrande pede que o presidente do Senado recolha à conta única do Tesouro, mediante GRU (guia de recolhimento da União), os saldos das contas paralelas, assim como qualquer outra conta nas mesmas condições. O senador pede que as contas sejam encerradas, assim como sugere que o Senado peça à Caixa Econômica os extratos dos últimos cinco anos da movimentação financeira dos recursos nelas depositadas.

O senador ainda pede que seja excluída do futuro regulamento administrativo do Senado a possibilidade de manutenção de recursos próprios em contas bancárias fora da conta única do Tesouro Nacional.

——

PS: A dizer como meu querido avô, “esse poço não tem fundo”!

Postado por André Muniz



Sargento Garcia at Blog Filosofix
 

Informa o Sargento Garcia
 

O semeador do Reino das Maracutaias planta:

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And the The Sower of God said:

Parable Text from the Gospel of Mark (KJV)

Behold, there went out a sower to sow: And it came to pass, as he sowed, some fell by the way side, and the fowls of the air came and devoured it up. And some fell on stony ground, where it had not much earth; and immediately it sprang up, because it had no depth of earth: But when the sun was up, it was scorched; and because it had no root, it withered away. And some fell among thorns, and the thorns grew up, and choked it, and it yielded no fruit. And other fell on good ground, and did yield fruit that sprang up and increased; and brought forth, some thirty, and some sixty, and some a hundred. And he said unto them, He that has ears to hear, let him hear.

“The secret of the kingdom of God has been given to you, but to those on the outside, everything is said in parables so that they may be ever seeing but never perceiving, and ever hearing but never understanding.”

The synoptics go on to state that Jesus quoted the Book of Isaiah, stating that by hearing you shall hear but not understand, by seeing you shall see and not perceive, and that the people were hard of hearing, with closed eyes Isaiah 6:9-10. After this, the synoptics provide an explanation of the parable:

You see: The Sower sows the word.

postado por Ramiro (24/06/2009)



Sargento Garcia at Blog Filosofix
 

Informa o Sargento Garcia
 

A batalha do século:

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postado por Ramiro (23/06/2009)



Do Blog do Josias:

Relação inclui beneficiários e os que assinaram os papéis

Prática é associada também a grupo de 24 ex-senadores

Lista traz os nomes de filiados de nove partidos políticos

Sérgio Lima/Folha

É grande o rol de senadores envolvidos, direta ou indiretamente, no escândalo da burocracia clandestina do Senado.

Notícia levada nesta terça-feira (23) às páginas do Estadão pelos repórteres Leandro Colon e Rosa Costa informa:

Desde 1995, pelo menos 37 senadores figuram como beneficiários ou signatários
de atos secretos do Senado. Freqüentam a relação também 24
ex-senadores.

O escândalo é pluripartidário. Encontram-se no caldeirão de malfeitos
políticos filiados a nove legendas: PT, DEM, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PRB,
PTB e PR.

Os nomes emergem de atos administrativos antigos. Documentos que
permaneciam à sombra e foram publicados, com data da retroativa, nos
últimos 30 dias.

Nesta terça, a Mesa diretora do Senado recebe o relatório da comissão
constituição em 28 de maio para esquadrinhar os atos editados em
segredo.

Detectaram-se cerca de 650 papéis sonegados à Opinião Pública. A prática foi
coonestada por todos os presidentes e primeiros-secretários dos últimos
14 anos.

José Sarney, que diz desconhecer os atos secretos, é signatário de alguns
deles. Heráclito Fortes, que encomendou o levantamento, também.

Eis alguns exemplos colecionados pelos repórteres:

1.
Em março de 2007, Lia Raquel Vaz de Souza foi transferida secretamente
do gabinete de Demóstenes Torres para o de Delcídio Amaral.

Lia é parente de Valdeque Vaz de Souza, um dos principais assessores de
Agaciel Maia, ex-diretor-geral. Delcídio e Demóstenes afirmam que nem a
conhecem.

2. Documento secreto de 6 de dezembro de 1996, trata do controle de frequência dos
servidores lotados nos gabinetes dos senadores.

Traz a assinatura do presidente de então, José Sarney. É rubricado também
pelos integrantes da Mesa da época, entre eles Renan Calheiros.

3. Em 1998, toda a Mesa presidida por Antonio Carlos Magalhães, morto em
2007 assinou a criação sigilosa de oito cargos de confiança.

4. Cinco anos mais tarde, sob Sarney, criaram-se mais 25 cargos por meio de ato administrativo secreto.

5. Em 21 de fevereiro de 2005, sob a presidência de Renan Calheiros, o
Senado dotou os gabinetes dos 81 senadores de sete novos cargos de
confiança.

Gente que entrou pela janela, sem concurso, com vencimentos mensais de R$ 9,9 mil. Tudo em segredo.

6. Senadores licenciados, os ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e
Hélio Costa (Comunicações) valeram-se de atos secretos para nomear
parentes e amigos.


Os senadores que figuram como beneficiários de atos secretos, com ou sem o consentimento pessoal, são os seguinte:

- Aldemir Santana (DEM-DF)

- Antonio Carlos Júnior (DEM-BA)

- Augusto Botelho (PT-RR)
- Cristovam Buarque (PDT-DF)
- Delcídio Amaral (PT-MS)
- Demóstenes Torres (DEM-GO)
- Edison Lobão (PMDB-MA)
- Efraim Moraes (DEM-PB)
- Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
- Fernando Collor (PTB-AL)
- Geraldo Mesquita (PMDB-AC)
- Gilvam Borges (PMDB-AP)
- Hélio Costa (PMDB-MG) licenciado (ministro)
- João Tenório (PSDB-AL)
- José Sarney (PMDB-AP)
- Lobão Filho (PMDB-MA)
- Lúcia Vania (PSDB-GO)
- Magno Malta (PR-ES)
- Marcelo Crivella (PRB-RJ)
- Maria do Carmo (DEM-SE)
- Papaléo Paes (PSDB-AP)
- Pedro Simon (PMDB-RS)
- Renan Calheiros (PMDB-AL)
- Roseana Sarney (PMDB-MA, hoje governadora do MA)
- Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
- Serys Slhessarenko (PT-MT)
- Valdir Raupp (PMDB-RO)licenciado (ministro)
- Wellington Salgado (PMDB-MG)

Os senadores que freqüentam a lista por ter assinado, consciente ou
inconscientemente, atos secretos como integrantes da Mesa diretora são:

- Antonio C. Valadares (PSB-SE)
- César Borges (PR-BA)
- Eduardo Suplicy (PT-SP)
- Garibaldi Alves (PMDB-RN)
- Heráclito Fortes (DEM-PI)
- Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
- Paulo Paim (PT-RS)
- Romeu Tuma (PTB-SP)
- Tião Viana (PT-AC)

Levado ao pelourinho, o ex-diretor-geral Agaciel Maia dissera que os senadores
não ignoravam a existência de atos não publicados.

A julgar pelo tamanho da lista, parece mesmo improvável que todo o Senado ignorasse a prática.

—–

Postado por André Muniz

PS: A lista, com certos nomens, mencionada acima, caso seja verídica, é motivo para me fazer rever a possibilidade de superação da atual lógica política que impera no Brasil. A corrupção seria mesmo um problema atávico?



Mais uma vez, temos a grata satisfação de apresentar uma conferência de Delphine Horvilleur, proferida em Paris neste mês de junho e publicada em vídeo no site da AKADEM AQUI.

Delphine Horvilleur é Rabina da comunidade liberal do MJLF (Mouvement Juif Libéral de France - AQUI) que visa as necessárias adaptações para se permanecer fiel ao espírito da Torá e, também, oferecer aos seus membros oportunidades de se tornarem capazes de enfrentar as realidades do mundo moderno.

Esta jovem e bela Rabina é diplomada pelo Hebrew Union College, famoso seminário rabínico americano; foi elevada ao grau de Rabina na Central Synagogue de Manhattan; conquistou dois mestrados em educação judáica e literatura hebráica; ensina para todos os anos colegiais o pensamento judeu e a midrash (literatura rabínica) em França e nos Estados Unidos.

Delphine publicou diversos artigos sobre o pensamento judeu e participa regularmente de emissões televisivas de Josy Eisenberg, no programa La Source de vie, no canal France 2.

O título da presente conferência de Delphine é Um conflito trágico em família, onde ela discute uma passagem bíblica crítica sobre embates familiares, especialmente nas questões sobre o ciúme, entre outras. Não é difícil encontrarmos um fio condutor que permita passar, por exemplo, à parábola do Filho Pródigo no Evangelho de Jesus, é dizer: estamos no limiar de uma das virtudes aristotélicas, a saber, a Liberalidade (daquele que é amigo do DAR) e de seus vícios por deficiência, a avareza, e por excesso, o esbanjamento.

Leia o trecho inicial da conferência a seguir:

Coré, fils de Yiçhar, fils de Kehath, fils de Lévi, forma un parti avec Dathan et Abirâm, fils d’Elïab, et On, fils de Péleth, descendants de Ruben. 2 Ils s’avancèrent devant Moïse avec deux cent cinquante des enfants d’Israël, princes de la communauté, membres des réunions, personnages notables; 3 et, s’étant attroupés autour de Moïse et d’Aaron, ils leur dirent: “C’en est trop de votre part! Toute la communauté, oui, tous sont des saints, et [...]

Para ler toda a conferência, traduzida em Francês pelo Rabinato pela primeira vez e livremente disponível na WEB, clique aqui.

Apreciem:

Un tragique conflit de famille

 
Kora’h: quand la terre ouvre sa bouche (19 mn)
Delphine Horvilleur, MJLF
Sefarim - Paris, juin 20099

Clique para ouvir:

Delphine Horvilleur at Blog Filosofix

postado por Ramiro (22/06/2009)


















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