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A música mudou. Aqui em casa nós a cantamos assim:

“Parabéns pra você
nesta data imortal
Muitas felicidades,
Muitos anos de vida!”
Viva o Galo!

Nós não dizemos aquela palavra que completa o verso “nesta data …”

Desculpe-nos, Atlético! A data é querida sim, ainda mais porque é sua, há 109 anos. Mas, desculpe-nos!

Galo Doido

Galo!
 
Só repito algo que já contei aqui no Filosofix várias vezes, para frisar.


Lá pelos idos de 1990, num domingo – 25 de março, era dia de Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, com as McLarens de Senna e Prost em Interlagos. Mas também era aniversário do Galo. Boa parte de Belo Horizonte vestia preto-e-branco e ouviam-se alguns fogos de artifício. Eu estava na capital mineira em condição especial; era hóspede de um hospital que amparava minha mãe em estado terminal. Muito fraca e passando seus últimos minutos de vida, à noite, lembro-me bem, ela pediu e apertou minhas mãos, deitada em seu leito; e perguntou-me:

- Filho: por que este foguetório, hoje? O seu Atlético ganhou?

- Hoje é aniversário do Galo, mãe!, respondi com voz embargada.

- Então, eu vou-me embora amanhã…, ela disse-me ainda segurando minhas mãos, com sua voz inesquecível e já distante. Não quero marcar este dia tão lindo com a minha passagem!

E assim foi.

O Atlético é isto mesmo; faz parte dos momentos mais delicados e sublimes de minha vida!

À Dona Marina, que se foi embora lá para Alfa do Centauro naqueles nestes mais que eternos dias 25/26 de março, meu beijo saudoso.

postado por Ramiro (25/03/2013)


Parabéns pra você,
nesta data imortal
Muitas felicidades,
Muitos anos de vida, meu Galo!


 
Parabéns, Atlético Mineiro!

postado por Ramiro (25 e 26/03/2017)



Neste dia 20 de março e nas próximas oito madrugadas, estarei aqui para minha novena a São Judas Tadeu, divulgando-o sempre. Aos amigos que a fizerem comigo, agradeço a presença. Verifiquem, na coluna lateral do blog, a categoria “Novena a São Judas” e acompanhem-na conforme o dia de cada oração.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix
 

postado por Ramiro (19/03/2017)



… quando nascia…

Adivinhe onde você está nesta foto, Marina!

pai.jpg

(clique na imagem para expandir)

postado por Ramiro (25/02/2017)



Neste dia 20 de fevereiro e nas próximas oito madrugadas, estarei aqui para minha novena a São Judas Tadeu, divulgando-o sempre.

Aos amigos que fizerem a novena comigo: obrigado pela presença. Verifiquem, na coluna lateral do blog, a categoria “Novena a São Judas” e acompanhem-na conforme o dia de cada oração.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix
 

postado por Ramiro (19/02/2017)



Hoje é aniversário de meu velho. 97. Acabo de obter uma confirmação importante para mim. No ano passado, nesta mesma data, publiquei um post, aqui, em que relatava uma pequeno milagre com estas palavras:

Deixei para comemorar um pouco mais tarde, porque faltava acontecer um pequeno milagre. Como nada havia, em minha santa ignorância nada via, pensei que já era hora de postar algo sobre a data. Foi então que Titia, que já não fala conosco como antes (estamos aprendendo sua nova linguagem, pelos olhos), somente pelos olhos distantes, resolveu dizer, assim, do nada, de modo emocionante, a seguinte frase:

- Ô, pai!

pai.jpg

(clique na imagem para expandir)

Será que ele veio nos visitar, de tão longe?

Sim, ele veio nos visitar em 28 de janeiro de 2016. Pouco depois, a partir de julho, soubemos de sua alegria com a presença de Titia ao seu lado. Só hoje, um ano depois, entendi…

pai.jpg

Feliz Aniversário, Ramiro Corrêa,
lá na belíssima Alfa do Centauro, ao lado de Titia!


(ouça MONE-REKHO – com Srabani Sen)

postado por Ramiro, o filho (28/01/2017)



Neste dia 20 de janeiro e nas próximas oito madrugadas, estarei aqui para minha novena a São Judas Tadeu, iniciando o ano de 2017 e divulgando aquele a quem o Divino Mestre visitou e lá multiplicou o vinho, segundo uma antiga tradição, em suas Bodas de Canaã.

Aos amigos que fizerem a novena comigo, meu obrigado pela presença. Verifiquem, na coluna lateral do blog, a categoria “Novena a São Judas” e acompanhem-na conforme o dia de cada oração.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix
 

postado por Ramiro (19/01/2017)



Um amigo fez a seguinte observação:

- O cartão de visitas do Blog Filosofix, conforme a foto abaixo…

Se enviado pelo What’sApp, por exemplo, fica assim (antes de o destinatário mandar baixar a imagem):

Agradeço e completo a observação deste amigo para os Navegantes do blog:

- Talvez valha a pena você reler o texto da figura 1 e tentar encontrar rostos de Deus na figura 2… e fazer isto, seriamente, em sua vida durante 2017.

postado por Ramiro (12/01/2017)



postado por Ramiro (01/01/2017)



Há um poema de Rabindranath Tagore que eu aprecio quase, quase, mais que todos os outros, dele, que conheço.

O original em Inglês, traduzido do Bengali, foi recitado pelo próprio Tagore durante uma recepção que lhe foi dada no “Trocadero Restaurant“, em Londres, no dia 10 de Julho de 1912; encontra-se na grande obra Gitanjali – Song Offerings – Poem XXII1, que lhe conferiu o Prêmio Nobel de Literatura.

Kumud Biswas (2008)2, no entanto, publicou recentemente um conjunto de poemas (104) e canções (86) de Tagore em Rabindranath Tagore: Some poems and Songs. Aí neste livro, Biswas faz uma transcriação (“Transcreation”) do poema… e eu, modestamente, julgo que a emenda ficou melhor que o soneto; isto é: ouso dizer que a “transcriação” ficou melhor que o “poema original” de Tagore.

Apresento aos “amigos” do Filosofix um trecho da transcriação de Biswas em Tagore:

My Friend, Come In These Rains (by Kumud Biswas; transcreation of a Tagore’s Poem in Gitanjali (nr XXII)

Rabindranath TAGORE at Blog Filosofix

[...]

“O my dearest friend,
My doors I have kept open.
Ignoring me
Like a dream
Please don’t glide past my home.”

Como toda tradução vai além do sentido literal, e assim como Biswas “transcriou” o poema de Tagore, eu traduzirei o verso ao meu modo; não porque eu presuma que o meu leitor não saiba fazê-lo; mas porque há ali algumas imagens que eu muito preso:

“Oh, meu querido amigo,
Minhas portas eu as mantenho abertas.
Ignorando-me,
Como num sonho,
Por favor, não plane ao passar sobre minha casa…
não plane como um planador…
ou uma ave dos oceanos tal qual o albatroz…
ou a Estrela Guia dos Reis Magos.
Ao sobrevoar minha casa,
pouse e fique comigo o mais que puder.

E na eventual impossibilidade de aterrissar em meu quintal – “Oh, meu amigo!” -, terá feito o mesmo se puder acompanhar-me neste dia 20 de dezembro (à meia-noite) e nas próximas oito meias-noites, em minha novena a São Judas Tadeu. O “aeroporto” fica ali ao lado, na coluna lateral do Blog Filosofix, onde se lê em CATEGORIAS (Novena a São Judas).

Assim, certamente, teremos um Feliz Natal em família e entre amigos.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

postado por Ramiro (18/12/2016)

PS: Aliás, em 18 de Dezembro de 1954 meus pais se casavam em Aparecida do Norte; e daquela união sobrou apenas eu, ora essa, por enquanto. Deixo aqui esse saudoso registro, também, para lembrar que entre os “amigos” que podem e devem pousar por aqui estão aqueles que moram e brilham lá em Alfa do Centauro.

Meus pais at Blog Filosofix

  1. Conforme em TAGORE, Rabindranath. GITANJALI (SONG OFFERINGS). A COLLECTION OF PROSE TRANSLATIONS MADE BY THE AUTHOR FROM THE ORIGINAL BENGALI WITH AN INTRODUCTION BY W. B. YEATS. NEW YORK: THE MACMILLAN COMPANY, 1920 EDITION. FIRST PUBLISHED IN 1913)
    Poem XXII:
    “IN the deep shadows of the rainy July, with secret steps, thou walkest, silent as night,
    eluding all watchers.
    To-day the morning has closed its eyes, heedless of the insistent calls of the loud east
    wind, and a thick veil has been drawn over the ever-wakeful blue sky.
    The woodlands have hushed their songs, and doors are all shut at every house. Thou
    art the solitary wayfarer in this deserted street. Oh my only friend, my best beloved, the
    gates are open in my house ⎯ do not pass by like a dream.” []
  2. Ver – transcreation by Kumud Biswas, in: BISWAS, Kumud Ranjan. RABINDRANATH TAGORE: SOME POEMS AND SONGS. 1st Edition. Publisher: Kumud Ranjan Biswas: 2008. 334 – Modern Bengali Language and Poetry.
    My Friend, Come In These Rains – English Translation
    “On this misty overclouded rainy day
    Evading all
    Like silent night
    In stealthy steps you have come.
    The morning has closed its eyes
    The wind is hopelessly sighing
    And the blue naked sky
    Is overcast with endless clouds
    In the woodland the birds do not sing
    In every home the doors are closed
    You are a lonely wayfarer on a lonely road.
    Now you are alone, O my dearest friend,
    My doors I have kept open
    Ignoring me
    Like a dream
    Please don’t glide past my home.” []


(clique nas imagens para expandir)

“Ai, ai, ai, ai… o dia já vem raiando, meu Bem!”

postado por Ramiro Corrêa (02/12/2016)



E que Deus dê paz a todos de lá!

postado por Ramiro (29/11//2016)



Neste dia 20 de novembro começa a minha novena a São Judas Tadeu. Divulgando-o sempre, convido os amigos a fazerem-na comigo; obrigado pela presença.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

postado por Ramiro (19/11/2016)



Eu saía de casa com minha filha, cada um em sua bicicleta para um passeio, quando, ainda na calçada em frente à garagem, um senhor nos abordou com o seguinte comentário:

- Hoje pela manhã eu vi um pai jogando dominó com seu filho, sentados num banco de praça; agora eu vejo o senhor saindo pra passear com sua filha. Acho que Deus está querendo me dizer alguma coisa…

Eu respondi, sem me dar conta da grandeza do que acontecia:

- Talvez seja uma bênção para mim e outra que está guardada para o senhor…

Partimos.

O vídeo e as fotos que você verá a seguir não estão perfeitos. Como sempre, a perfeição não está nas imagens, mas nas bênçãos; e me dei conta disso quando voltamos para casa.

“What a diff’rence a day makes!”

(Clique na imagen para expandir)

“What a diff’rence a day made
Twenty-four little hours
Brought the sun and the flowers
Where there used to be rain.

(Clique na imagen para expandir)

My yesterday was blue, dear
Today I’m part of you, dear
My lonely nights are through, dear
Since you said you were mine

(Clique na imagen para expandir)

What a diff’rence a day makes
There’s a rainbow before me
Skies above can’t be stormy
Since that moment of bliss, that thrilling kiss

(Clique na imagen para expandir)

It’s heaven when you find romance on your menu

(Clique na imagen para expandir)

What a diff’rence a day made


And the diff’rence is you.”

Unyielding, by Rabindranath Tagore

When I called you in your garden
Mango blooms were rich in fragrance -
Why did you remain so distant,
Keep your doors so tightly fastened?
Blossoms grew to ripe fruit-clusters -
Your rejected my cuppded handfuls,
Closed your eyes to perfectness.

In the fierce harsh storms of Baisakh,
Golden ripened fruit fell tumbling.
‘Dust, I said, ‘defiles such offerings:
Let your hands be heaven to them.’
Still you showed no friendliness.

Lampless were your doors at evening,
Pitch-black as I played my vina.
How the starlight twanged my heartstrings!
How I set my vina dancing!
You showed no responsiveness.

Sad birds twittered sleeplessly,
Calling, calling lost companions.
Gone the right time for our union -
Low the moon while still you brooded,
Sunk in lonely pensiveness.

Who can understand another!
Heart cannot restrain its passion.
I had hoped that some remaining
Tear-soaked memories would sway you,
Stir your feet to lightsomeness.

Moon fell at the feet of morning,
Loosened from the night’s fading necklace.
While you slept, O did my Vina
Lull you with its heartache? Did you
Dream at least of happiness?

postado por Ramiro Corrêa (30/10/2016)



Neste dia 20 de outubro começa a minha novena a São Judas Tadeu, em especial porque dia 28 de outubro é seu dia. Divulgando-o sempre, convido os amigos a fazerem a novena comigo; obrigado pela presença.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

postado por Ramiro (19/10/2016)



Aprenda algo importante e de grande utilidade, se algum dia você for parar no topo do mundo.

Você, provavelmente, pensa que Estalactite se trata de uma formação rochosa que se sedimenta em grutas ou cavernas… bem… você não está longe da verdade. Se é algo que se sedimenta em grutas (ou cavernas)…

Mas você conhecerá o outro significado de uma “stalactite”. Com o artigo a seguir, de Bradley Campbell, você aprenderá a respeito e, além do mais, também aprenderá a como fazer cocô no topo do mundo.


How to poop on top of the world

(link para o original em aqui)

Overcrowding on Mount Everest is always a concern, but there’s another problem piling up on the world’s tallest mountain: poop.

A decade of climbers heeding the call of nature has caused a potential health hazard on the hill. There’s no plumbing on the mountain, so human waste is simply left on the slopes

Ang Tshering Sherpa, chief of the Nepal Mountaineering Association, told Reuters this week that human excrement is a bigger problem than the oxygen bottles, torn tents, broken ladders and other trash climbing teams left behind. “Discarded in ice pits, the human waste remains under the snow,” Sherpa said. “When washed down by glaciers [when the snow melts,] it comes out in the open.”

But the climbers aren’t going away, and Everest’s mountaineering season opens up again this week after a deadly 2014. So how do you poop on the top of the world without leaving a trace?

Greg Vernovage knows. He’s the Mt. Everest Expedition Leader for International Mountain Guides based in Washington State. He says it all starts at Base Camp. “We have these gigantic blue barrels that we line with bags. It’s made things a lot cleaner down there,” he says.

It gets trickier as you go higher, so he has his clients and his sherpas carry little biodegradable bags to poop inside. Each member is responsible for hauling his own bags both up and down the mountain. “Our goal with using these things is to remove it entirely from the mountain,” he says.

He admits it isn’t a perfect solution. High elevation does a number on the digestive system; climbers sometimes barely have time to take off their pants, let alone dig out a baggie from a pocket. But most of the time, he says, climbers manage to do things cleanly.

When they return to base camp, Vernovage pays a guy known as the “Goo Man” to take the bags away for a dollar per kilo. “The Goo Man is always wandering around camp looking for a way to make money,” he says. “He will come up and porter the human waste out of base camp and down the valley to a proper area.”

But not all outfits take as much care of the mountain, he says. Nepalese sherpas say some climber still just pop a squat in the snow or head behind a rock to do their business. And Vernovage says you can still see frozen poop from previous expeditions at base camp. The climbers refer to them as “stalactites.”

“I’d be a liar if I said we’re perfect,” he admits. “We are not perfect. It’s an ongoing process and battle.”

Vernovage says one way to combat this is to lead by example. Peer pressure, it seems, works. So do penalties put in place by the Nepalese government requiring climbers to bring back at least 17.6 pounds of trash and human waste down from the mountain. Those who don’t risk losing a $4,000 garbage deposit. Vernovage says these rules, along with leading by example, have already done a lot to help clean up the mountain.

“I think we are progressing in a positive way every year,” he says. “Every year we are making great strides at cleaning up the mountain from years and years ago as well as keeping it clean for the future.”


Vamor dar uma volta até Lukla, no Nepal? E, de lá, só Deus saberá… :(

postado por Ramiro (18/10/2016)



Neste dia 20 de setembro começa a minha novena a São Judas Tadeu. Divulgando-o sempre, convido os amigos a fizerem a novena comigo; obrigado pela presença.

São Judas Tadeu at Blog Filosofix

postado por Ramiro (19/09/2016)



Em 4 de abril de 2014 escrevi um post, aqui no Blog Filosofix, sugerindo fortemente que as autoridades internacionais pesquisassem para OESTE, e não para SUL, sobre o desaparecimento do voo MH-370 da Malaysia Airlines. Tudo indicava, infelizmente, que parecia haver “outros interesses” em jogo, acerca das operações de busca, a respeito dos quais nada se pode dizer ou inferir.

De alguns poucos meses até hoje, no entanto, alguns destroços (debris) do Boeing 777-200ER 9M-MRO MH370 da Malaysia Airlines foram localizados, um após outro, a oeste do conjunto de ilhas conhecidas como Diego Garcia (Território Britânico no Oceano Índico), abaixo das Maldívias; e no rumo sudoeste para as Ilhas Maurício, próximas a Madagascar. Era o que eu temia, isto é: eu estar certo!

Eis a confirmação.

Segundo o Portal G1, na notícia “Malásia confirma que destroço achado na Tanzânia é de voo MH370″ (aqui), temos o seguinte: “Investigadores já tinham confirmado anteriormente que uma peça do avião encontrada na ilha francesa de Reunião em julho de 2015 fazia parte do MH370. Vários outros destroços encontrados em Moçambique, África do Sul e Ilhas Rodrigues, um território das Ilhas Maurício, também estão sendo investigados.

Além do mais, o portal português Observador, na notícia “Malásia confirma que destroços encontrados na Tanzânia são do avião MH370″ (aqui) informa: “O Governo da Malásia confirmou que os destroços encontrados na Tanzânia no mês de junho pertencem ao avião da Malaysia Arlines (voo MH370). Os investigadores já tinham confirmado que uma peça encontrada na ilha francesa de Reunião também pertencia a este avião, segundo o jornal britânico The Guardian.

A citação do Observador ao periódico inglês The Guardian trata-se da nota “Malaysia confirms debris found near Tanzania is from missing MH370 jet” (aqui).

Por fim, o periódico inglês The Week publicou um artigo – “MH370: ‘Burnt’ plane parts discovered in Madagascar” (aqui) – onde afirma que foi encontrada parte do Boeing 777. Em determinado trecho da reportagem, diz-se o seguinte: “If the Australian-led search effort in the Indian Ocean wraps up as scheduled later this year, discoveries like these will be all the evidence we have about MH370′s ultimate fate, “yet the only person looking for them is a self-funded, amateur American enthusiast (grifo meu)”. Since becoming an adventurer, the former Seattle attorney has also travelled Ethiopia looking for the biblical Ark of the Covenant and studied the lost civilisations of South America.” (Traduzindo, por mim mesmo: “Se o esforço de pesquisa liderado pela Austrália, no Oceano Índico, embrulha-se como previsto no final deste ano, descobertas como estas serão provas de que temos algo sobre o destino final do MH370 ‘, mas a única pessoa que olha para eles é um auto-financiado entusiasta pesquisador americano’. Desde que se tornou um aventureiro, o ex-procurador de Seattle também viajou pela Etiópia procurando a Arca bíblica da Aliança e estudou as civilizações perdidas da América do Sul.”

Bem… não é bem assim. Entusiasta é este senhor – que merece todos os créditos, afinal de contas -. Mas ele não era a “única” pessoa que procurava pelo MH370. Tomara que ele tenha lido, lá pelos idos de 4 de abril de 2014 (poucos dias após o desaparecimento do MH-370 da Malaysia Airlines), o meu post; isso teria facilitado, em muito, suas buscas – e até mesmo das autoridades internacionais – no sentido de encontrar o MH-370.

(Acrescentado em 18/09/2016): Por favor, veja também o site The hunt for MH370 e o artigo Blaines Independent Investigation (aqui). O relato de Blaine Alan Gibson, sobre Kuda Huvadhoo, nas Ilhas Maldívias, é impressionante e já era alvo de suspeitas nos cedos dias do desaparecimento do MH370.

A verdade é que… não importa quem ache o MH-370 e o destino de todas as 239 pessoas a bordo; a verdade, verdadeira, é que a verdade verdadeira deve vir à tona. Ou será preciso escrever mais sobre as razões pelas quais a verdade ainda não foi revelada?

Eis a região onde os destroços têm sido encontrados:

(Localização de Pemba, próxima à Tanzânia)

(Clique na imagen para expandir)

(Localização de Pemba, em relação às Ilhas Maurício)

(Clique na imagen para expandir)

(Localização de destroços do MH370 a Oeste de Kuala Lumpur)

(Clique na imagen para expandir)

Continuo, daqui, a enviar meu mais profundo respeito às famílias das vítimas do voo MH-370, entre todos os passageiros e a tripulação. Mas, continua valendo, a mais não poder, o que eu disse há dois anos e meio.

Para sua leitura, repito o post escrito em 04 de abril de 2014, que continua tão atual quanto antes. De lá para cá, a única coisa que mudou, verdadeiramente, foi que as autoridades mundiais em aviação PROIBIRAM, TERMINANTEMENTE, QUE TODA E QUALQUER CONVERSA ENTRE TORRE DE CONTROLE E COCKPIT DE AERONAVE FOSSE PROIBIDA DE VIR A PÚBLICO EM QUALQUER INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTE AÉREO.

Pense nisso, enquanto lê meu post, a seguir…


MH370: The final 53 minutes and 36 seconds of communication (publicado em 4 de abril de 2014)

Este artigo trata do desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, ocorrido em 8 de março p.p.


(The missing aircraft, pictured in 2011: Boeing 777-200ER Malaysia AL (MAS) 9M-MRO)

(Clique na imagen para expandir)

Não pretendo emitir opinião sobre erros ou acertos nas políticas adotadas pelas autoridades ao longo das buscas infrutíferas, até o momento desta publicação, naquilo que diz respeito às informações que chegam ao público e com as quais tiramos conclusões. Farei um esforço, máximo, de deixar este artigo o mais objetivo possível, é dizer: procuro formular uma “teoria”, baseado em alguns conceitos de Estudos da Linguagem, sobre o que ocorreu com o voo MH370, a partir da análise do conteúdo das mensagens trocadas entre o cockpit do MH370 e a Torre de Controle de Tráfego Aéreo em Kuala Lumpur (KL Air Traffic Control).

Eu não desconheço que haja, seguramente, profissionais altamente especializados nas leituras das entrelinhas de uma conversa de tal natureza, i.e, entre o cockpit de uma aeronave e a torre de controle; também não desconheço que esta é uma informação sensível e que pode revelar, em alguns casos, pistas fundamentais (e até mesmo sigilosas) para a solução de problemas, sobretudo neste caso único que envolve o desaparecimento do MH370. Assim, não tenho a pretensão de dizer algo que já não seja do pleno conhecimento e que não tenha sido percebido pelos profissionais de segurança envolvidos nesta questão.

Dito isto, quero avisar o motivo pelo qual esta minha análise é publicada. O desaparecimento do Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines, em 8 de março deste ano, levou-me a imaginar uma “teoria” sobre o que poderia ter acontecido. Em face de minha perplexidade diante das dificuldades que as autoridades demonstravam encontrar (e ainda hoje demonstram) nesta busca insólita, procurei saber qual era o conteúdo da conversa havida entre o cockpit do MH370 com a Torre de Controle de Kuala Lumpur. Naqueles primeiros dias do trágico desaparecimento do avião, a notícia oficial era de que as últimas palavras ditas pelo co-piloto teriam sido ‘ all right, good night, ‘.

No entanto, para o que eu pretendia analisar, julguei que era insuficiente tal informação prestada ao público, é dizer: por que alguém oficialmente diria que as últimas palavras da conversação foram aquelas? Em minha opinião, ou a informação era desnecessária (e, portanto, não deveria ter sido levada a público), ou a informação era incompleta no sentido de que pouco, ou quase nada, daí se conclui.

Então, por esta razão, fiz um comentário em um artigo do jornal The Guardian, perguntando aos demais leitores se alguém saberia informar onde eu pudesse encontrar um pouco mais do teor da conversa entre o MH370 e a Torre de Controle de Kuala Lumpur (ver matéria jornalística e meu comentário como leitor do jornal – MH370: FBI investigators to examine flight simulator used by pilot – aqui). Logo em seguida, poucas horas depois, por coincidência (friso, e creio que não motivado por minha pergunta), o jornal The Telegraph revelou a conversa entre o cockpit do MH370 da Malaysia Airlines e a Torre de Controle de Tráfego Aéreo de Kuala Lumpur, baseado em um texto apócrifo em Chinês e transcrito para o Inglês (para ler mais sobre a reportagem, veja The Telegraph – Revealed: the final 54 minutes of communication from MH370 – aqui).

Naquele mesmo dia do “furo jornalístico” do The Telegraph, as autoridades apressaram-se em informar que o texto não era preciso. Isto, por fim, levou-me a publicar um novo comentário no jornal The Guardian, com o seguinte teor:

MH370 search enters third week with still no trace of missing plane

Ver matéria jornalística (aqui) e meu comentário como lá está, assim:

filosofix

22 March 2014 1:04pm

As I asked on my comment in “MH370: FBI investigators to examine flight simulator used by pilot – live”, … “Anybody knows the precise 10 or 20 sentences were – (time + content), i.e the conversation between the MH370 cockpit and Kuala Lumpur’s flight control? The sentence ‘ all right, good night ‘ is not sufficient. Would be possible that authorities gives us the radio conversation between pilot and tower? Anybody knows anything in order that we analyse in this respect?

If this is a secret that cannot be revealed to us, then are there more things than we do not know and that the authorities cannot say!

I repeat: I would like to know the content of conversion between control tower and the cockpit of MH370.”

After that, THE TELEGRAPH posted the note “Revealed: the final 54 minutes of communication from MH370″ here: http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/asia/malaysia/10714907/Revealed-the-final-54-minutes-of-communication-from-MH370.html

However, today the Malaymailonline posted a note that THE TELEGRAPH transcription is not accurate: “The transcript is not accurate,” Department of Civil Aviation director-general Datuk Azharuddin Abdul Rahman told reporters at a media briefing today.” – See more at: http://www.themalaymailonline.com/malaysia/article/malaysia-says-uk-dailys-version-of-mh370-communications-inaccurate#sthash.hy3quUlX.dpuf

And, more than this, the director-general said: “As is standard practice in investigations of this sort, the transcript cannot be publicly released at this stage. I can however confirm that the transcript does not indicate anything abnormal.”

Why? “The transcript cannot be publicly at this stage”. Why? What stage is this? A chaotic stage?

As i’m afraid, we (the public) can’t know what is going on effectively. So, there are something to hide, off course!

What a shame!

When I studied de messages between MH370 / Kuala Lumpur Control Tower, according the “non-accurate transcription” from THE TELEGRAPH post, I found some very interesting questions.

I will post some conclusions asap from my non-accurate analysis from the “non-accurate transcription” from The Telegraph. But it is not important, at least, because the TELEGRAPH post is “not accurate”, according the authorities.

Why not?

A partir de então fez-se silêncio e, por 1 semana, nada mais foi dito, oficialmente, sobre a conversa entre o MH370 e KL-ATC (Kuala Lumpur Air Traffic Control).

Fiz minha análise e elaborei minha teoria, naqueles dias, usando o texto da reportagem do The Telegraph, mas confesso que relutei muito em publicá-la aqui no Blog Filosofix, por uma série de razões, entre elas as principais são as seguintes:

a) poderia comprometer o curso de alguma investigação que eventualmente se desenrolasse, sobre possíveis temas gravíssimos percebidos na conversação entre o avião e a torre (por exemplo, sequestro, terrorismo, ato deliberado de suicídio, etc);

b) o respeito que todos devemos aos familiares dos passageiros e da tripulação;

c) a consideração pelos esforços da companhia aérea, a Malaysia Airlines, o governo de seu país e todos as demais nações que, em ato humanitário digno de nota e sem precedentes, não mediam esforços para encontrar, pelo menos, alguns destroços do voo e, a partir disto, investigar além; muito embora houvesse, a olhos nus, um claro desencontro de informações e estratégias em geral (mas este não é o assunto de meu artigo).

d) o cuidado de não expor minha posição ao risco de ser posta como mais uma das tantas teorias de conspiração surgidas, algumas delas que culminaram inclusive com hipóteses (de “leigos”) sobre abdução extraterrestre.

Contudo, neste dia 1 de abril de 2014, as autoridades da Malásia, finalmente, trouxeram a público o texto completo, oficial, jurado e sacramentado, da verdadeira conversa entre a Torre de Controle de Kuala Lumpur e o Boeing 777 MH370 da Malaysia Airlines.

E, sendo assim pública a informação, vejo-me forçado a expor “minha teoria”, para ser coerente ao que eu próprio disse em meu comentário no chat do jornal The Guardian.

Assim, passo a descrever minha teoria, apenas mudando o teor do que escrevi baseado na reportagem do The Telegraph, substituindo as palavras ali transcritas pelas palavras definitivas e certificadas pelas autoridades. Tenho guardadas, aqui, as análises resultantes anteriores.


(The missing aircraft, pictured in 2011: Boeing 777-200ER Malaysia AL (MAS) 9M-MRO)

(Clique nas imagens para expandir)

Para ler mais a respeito do voo desaparecido, veja (Wikipedia – Malaysia Airlines Flight 370 – aqui).

Verifique, também, na figura abaixo, a trajetória do voo MH370. Ao observar o mapa, note por favor a posição do IGARI waypoint e localize também a precisa posição de 17:07 Last ACARS (tratarei disto em seguida).


(Mapa da região)


(Os waypoints IGARI, VAMPI, GIVAL e IGREX)1

(Clique nas imagens para expandir)

Quero declarar, além do mais, meu mais profundo respeito aos parentes dos passageiros e da tripulação do voo MH370, de alguma maneira compartilhar dentro de mim as dores deles, no que diz respeito a este incidente desafortunado. Também declaro meu respeito por aqueles que, profissionalmente, estão trabalhando seriamente, dentre todas as nações envolvidas, para encontrar o MH370; e ao público devotado em pensar e oferecer alternativas para este caso. Outrossim, informo minha firme crença que o piloto do MH370, sr. Zaharie Ahmad Shah, e o co-piloto, sr. Fariq Abdul Hamid, foram heróis durante o voo MH370 em 8 de março de 2014, como pretendo sugerir a seguir.

Finalmente, àqueles que, porventura, pretendam traduzir este artigo para o Inglês e posterior publicação, solicito que me submetam uma versão prévia para verificação, no sentido de precisão das palavras que utilizo em determinados pontos. Eu próprio relutei em traduzir este meu artigo para o Inglês, e eventualmente facilitar a leitura às pessoas em torno do mundo, por não dominar o idioma com profundidade.

Para esta modesta análise, usarei alguns conceitos que extraí e concluí, de minhas leituras em Teoria da Linguagem, tentando alguma reflexão. Assim, peço desculpas por dizer alguma coisa, ao longo do texto, que o leitor saiba sobre Teoria da Linguagem e venha a discordar de minha opinião a respeito.

Outras conclusões, para além das que apresento abaixo, podem ser extraídas do texto, i.e, da conversa entre o cockpit do MH370 e a Torre de Controle; mas isto dependeria de outras informações de que não tenho acesso. Ficam, assim, para uma eventual situação futura.

Para quem queira acompanhar com pormenores minha análise, por favor verifique a conversa completa no endereço (MH370: cockpit transcript in full – The Guardian – aqui), que é o mesmo a seguir:


(Full text page 1)


(Full text page 2)


PRIMEIRA QUESTÃO: NOS ATOS DO DISCURSO, LOCUCIONÁRIO, ILOCUCIONÁRIO E PERLOCUCIONÁRIO

Os atos do discurso são divididos em três, basicamente:

- ATO LOCUTÓRIO (aquilo que diz alguma coisa e o dito é essencialmente descritivo; por exemplo: um aviso pregado na parede com a inscrição – PROIBIDO FUMAR);

- ATO ILOCUTÓRIO (aquilo que faz alguma coisa enquanto diz; por exemplo: uma ordem que dou a uma pessoa, em voz alta e de modo grosseiro – FECHE ESTA PORTA!!!!);

- ATO PERLOCUTÓRIO (aquilo que produz efeito por causa do que foi dito; por exemplo: dada a ordem de fechar a porta, dependendo da entonação que usei, a pessoa modificará sua atitude em relação a mim – FECHARÁ A PORTA MAS SENTIR-SE-Á OFENDIDA PELO MODO DESRESPEITOSO COMO LHE TRATEI).

A conversação entre o MH370 e KL-ATC inicia-se no tempo 12:25:53 am (local time, isto é, 25 minutos e 53 segundos após a meia noite), do dia 8 de março. Para fixar os pontos para os quais concentro esforços, peço ao leitor notar as expressões utilizadas pelo MH370, que deseja “good morning”, “good day”, “bom dia” à Torre de Controle (veja no tempo 12:25:53 e 12:26:55) – isto é importante para nossa análise. Também peço que observe o conteúdo da mensagem em 12:26:21, quando o MH370 diz: “MH370 we are ready requesting flight level THREE FIVE ZERO to Beijing” – (o grifo é meu para a solicitação de nível de voo 350, i.e, 35 mil pés).


(Primeira parte da conversação)

Mais análises sobre esta parte da conversação ficarão para mais adiante neste presente artigo.


(Segunda parte da conversação)

A segunda parte, na figura acima, ficará para análise em uma oportunidade futura e será, neste artigo, abandonada.


(Terceira parte da conversação)

A terceira parte da conversa, na figura imediatamente acima, é significativa. Observe que o MH370 diz textualmente:
 
12:36:30 MAS370: “Tower MAS370 Morning”
12:36:38 ATC : “MAS370 good morning. Lumpur Tower. Holding point… [garbled]… 10 32 Right”

Seguido de:
 
12:40:38 ATC : “370 32 Right Cleared for take-off. Good night.”
12:40:38 MAS370: “32 Right Cleared for take-off MAS370. Thank you Bye.”

Estou supondo que não houve erro de transcrição da mensagem oferecida pelas autoridades. Assim sendo, se houvesse um cargo de “Ouvidor Geral de Conversas entre Torre e Aeronave” (desculpe-me, o leitor, se parecer irônico diante de assunto tão sério), por exemplo, e se eu fosse um “ouvidor”, eu entraria na conversa naquele momento e diria algo assim para o MAS370 e ATC:
 
12:41:00 OUVIDOR (hipotético): “Gentlemen, both of you from ATC and MAS370: might you to decide on which time you are working? Is it a ‘ good morning ‘ or a ‘ good night ‘? Did you may, before continuing with this flight, deciding on the time zone?”

É relevante, para fins desta minha análise, observar este pormenor relativo ao tratamento dado ao tempo, i.e, ao fuso-horário. Convém lembrar que o “takeoff” seria a poucos instantes dali e que a hora local (i.e, Kuala Lumpur) era pouco mais de meia-noite.

Outra observação relevante a fazer neste quadrante é a expressão “Bye”, utilizada pelo MAS370; que retomarei mais adiante.


(Quarta parte da conversação)

Nesta figura, devo ressaltar que não me escapa (embora seja irrelevante para a presente análise) o modo como o MAS370 é tratado em todas as frases desta parte, tanto por ATC quanto pelo próprio cockpit. Pois, se observamos ATENTAMENTE a foto abaixo, pode soar estranho que a tripulação trate a própria companhia aérea (onde o piloto é funcionário desde 1981) como Malaysian Airlines e não como Malaysia Airlines; e o mesmo se dá com ATC:


(Clique na imagen para expandir)

Além disto, em 12:42:10, ATC solicita que o MAS370 alcance a altitude de voo 180 (correspondente a 18 mil pés), que vire à direita e destine-se ao IGARI waypoint. Em seguida, em 12:42:48, o MAS370 confirma – “Okay” – que atingirá a altitude de 18 mil pés.

Também parece que o cockpit do MAS370 e KL-ATC chegaram a um acordo sobre o fuso-horário: em pleno início de madrugada, ATC deseja “boa noite” ao MAS370 (veja em 12:42:52), enquanto o MAS370 responde na mesma medida, já agora não mais “good morning”, mas “boa noite” para KL-ATC (veja em 12:42:52 e segundos seguintes).

O que fez este descompasso na interpretação do tempo, analisarei mais adiante.


(Última parte da conversação)

Por fim, esta última parte da conversação será verificada adiante.

A) Quero analisar, agora e primeiramente, a presença de atos do discurso – LOCUTÓRIOS e ILOCUTÓRIOS entre KL-ATC (Kuala Lumpur Air Traffic Control) e MH370 (o cockpit: piloto e/ou co-piloto).

Num voo normal, sem dificuldades, geralmente os passageiros (incluo-me aí) esperam que as seguintes coisas aconteçam:

- ATOS LOCUTÓRIOS: a Torre de Controle dá ordens e a aeronave obedece. A Torre diz alguma coisa essencialmente descritiva. Todas as sentenças dadas pela Torre devem ser seguidas como avisos de proibições, indicações.

- ATOS ILOCUTÓRIOS: o cockpit da aeronave seriamente lê, ouve e confirma a ordem recebida; em seguida, o cockpit deve, forçosamente, FAZER ALGUMA COISA ENQUANTO DIZ; deve, obrigatoriamente, confirmar o comando recebido vindo da Torre e fazer alguma coisa (mesmo que este “fazer alguma coisa” seja um não-fazer, por exemplo: a Torre MANDA o avião esperar e o cockpit aguarda, faz algo, permanece em estado de remaining / maintaining, não faz nada e aguarda futuras instruções).

Algumas conversas superficiais devem ser evitadas, por razões de segurança de voo, entre a Torre e o avião, como, por exemplo, perguntar à Torre se o tempo na cidade para onde se destina o voo está bom “para um mergulho no mar”.

Assim, nestes dois ATOS DO DISCURSO, um lado (Kuala Lumpur Airport + Subang Air Traffic Control) orienta e ordena (através de atos LOCUTÓRIOS); e o outro lado (o cockpit do MH370) obedece às instruções recebidas (através de atos ILOCUTÓRIOS).

Quando há dificuldades, em situações de emergência ou similares, o cockpit da aeronave pede direções, pede por atos LOCUTÓRIOS, pede por comandos à Torre de Controle.


(Quarta parte da conversação)

Como vemos, ATC comanda (ato LOCUTÓRIO) e MH370 obedece (ato ILOCUTÓRIO). Os dois atos do discurso são claros, na figura acima, e continuam até determinado ponto, na figura abaixo.


(Quinta e última parte da conversação)

A Torre de Controle, agora já via Radar (em Subang), imediatamente no tempo 12:46:51 (aliás, exatamente no tempo descrito pela reportagem não-oficial do The Telegraph) e segundos seguintes diz:

12:46:51 – ATC: “Malaysian Three Seven Zero Lumpur radar Good Morning climb flight level two five zero” (ATC está no comando, oferecendo indicações para alcançarem a altitude de 25 mil pés, ou “flight level 250″, em ato locutório).

Mas, intrigante é que ATC insiste em dizer “bom dia”, embora minutos antes ATC dissera “boa noite”. Notemos que se trata de um novo operador em comando, possivelmente; os atos locutórios passarão a vir, doravante, de Subang (o radar em terra) e isto pode explicar o motivo de o MH370 ouvir um novo “bom dia” quando, minutos antes, ouvira um “boa noite”. Polidamente, o cockpit responderá com o mesmo tratamento, “Morning [...]“ (ver em 12:46:54).

O MH370, em ato ILOCUTÓRIO, confirma o comando recebido, imediatamente em 12:46:54 (também exatamente no tempo, como posto na reportagem da conversa, não oficial, publicada pelo The Telegraph), e diz:

12:46:54 – MH370: “Morning level two five zero Malaysian Three Seven Zero”. (em ato ilocutório)

Parece, também, que o Radar de KL-ATC também desiste do “bom dia” e resolve mudar para “boa noite” (ver em 01:19:24). Seguindo à risca as instruções – inclusive estas sugeridas em relação ao tempo – o cockpit do MH370 desiste do tratamento “bom dia” e passa a usar, definitivamente, o tratamento “boa noite” (ver em 01:19:29).

Mas, que confusão, não?!

No entanto, isto indica, conforme meu ponto de vista, a subconsciente atitude do cockpit (para além da atitude profissional consciente e forçosa) em obedecer a todas as orientações de ATC, inclusive desta natureza. O que implica em atitude correta e profissional do cockpit, durante toda a jornada sob os olhos de ATC.

Em ato ilocutório, o MH370 aceita a ordem recebida, diz que recebeu e faz alguma coisa ao receber, i,e: sobe para altitude de voo 250 (25 mil pés).

Os atos do discurso, doravante, deveriam ser deste modo esperados. LOCUCIONÁRIOS, vindos da Torre de Controle. ILOCUCIONÁRIOS, vindos do MH370.

A mesma coisa acontece em torno de 4 minutos depois, quando a Torre de Controle – em ato LOCUTÓRIO -, ordena que o MH370 alcance a altitude de 35 mil pés, no tempo 00:50:06, e diz:

12:50:06 – ATC: “Malaysian Three Seven Zero climb flight level three five zero”. (em ato locutório)

Se olharmos com cuidado este comando dado por KL-ATC, notaremos que KL-ATC estava firmemente observando e acompanhando, passo a passo, o trajeto do voo MH370 com ALTA ATENÇÃO, olhando por todo o tráfego aéreo na tela de seu Radar. O radar de Subang (ATC) ordena que o MH370 suba para a altitude 350 (35 mil pés).

A resposta imediata do MH370 teve lugar apenas 3 segundos depois da ordem recebida (ato LOCUTÓRIO) da Torre:

12:50:09 – MH370: “Flight level three five zero Malaysian Three Seven Zero”. (em ato ilocutório)

Isto também mostra que, não apenas KL-ATC estava atento ao voo, como também o cockpit do MH370 estava operando com ALTO NÍVEL DE ATENÇÃO e respondia às demandas imediatamente, sem praticamente nenhum intervalo de tempo entre a ordem recebida (ato LOCUTÓRIO, que diz algo descritivo) e a ação tomada (ato ILOCUTÓRIO, que faz alguma coisa enquanto diz).

B) Quero analisar, agora, a presença INESPERADA de atos PERLOCUCIONÁRIOS de discurso.

De agora em diante, durante a conversação entre KL-ATC e MH370, há uma INESPERADA QUEBRA DE ROTINA durante o voo. Novamente, com sua permissão: – há uma INESPERADA QUEBRA DE ROTINA durante o voo.

Todas as mensagens via rádio que veem, de agora em diante, do MH370 parecem ser ATOS PERLOCUTÓRIOS DO DISCURSO.

Mais que isto, por alguma estranha razão que eu não posso imaginar dadas as incertezas, por outro lado, desafortunadamente parece que KL-ATC não percebe, não nota, esta QUEBRA DE ROTINA. KL-ATC, aparentemente, não mais está firmemente, e COM ALTO NÍVEL DE ATENÇÃO, seguindo o voo MH370.

Vejamos o que acontece.

Depois dos eventos descritos anteriormente, NÃO HÁ MAIS ATOS ILOCUTÓRIOS vindos do Mh370.

B.1) A Altitude de voo 350.

11 minutos e 5 segundos após (12:50:06 – ATC: “Malaysian Three Seven Zero climb flight level three five zero”), o cockpit do MH370 informa que se mantém na altitude de 35 mil pés (aproximadamente 12 km):

01:01:14 MH370: “Malaysian Three Seven Zero maintaining level three five zero” (em ato perlocutório)


(Quinta e última parte da conversação)

Devo ressaltar que a transcrição não-oficial, fruto da reportagem do jornal The Telegraph, substitui a frase oficial por outra de mesmo sentido mas com palavras diferentes, a saber:

01:01:14 MH370: “MH370 remaining in flight altitude 350.” (em ato perlocutório)

Vemos que a diferença crítica está nas palavras “maintaining” (versão oficial) e “remaining” (versão da reportagem do The Telegraph).

É de se perguntar o que levou a pessoa que transcreveu a frase, NO EXATO TEMPO da transcrição oficial, mas que empregou a palavra “remaining”. Talvez alguma dificuldade na transcrição do Chinês para o Inglês, de onde foi extraída a matéria jornalística. Traduttori traditori? Ou uma conexão de inconscientes envolvidos no drama? Analisarei este ponto mais adiante; mas deixo aqui este primeiro registro.

Como eu disse, o ATO PERLOCUCIONÁRIO é um ato que produz efeitos por causa do que foi dito. Houve, portanto, uma QUEBRA DE ROTINA a bordo do avião.

Esta mensagem (01:01:14 MH370: “Malaysian Three Seven Zero maintaining level three five zero”) é DESNECESSÁRIA E NÃO-ESPERADA.

Isto porque o Controle de Tráfego Aéreo sabe (ou deveria saber) a altitude da aeronave a partir do SINAL DO TRANSPONDER na tela de seu radar. Apenas para lembrar que ATC tinha, durante todo o tempo, o controle da altitude de voo, por favor reveja as mensagens acima em (12:42:40 seguida de 12:46:51).

Esta mensagem agora (01:01:14 MH370: “Malaysian Three Seven Zero maintaining level three five zero”) parece-me dizer que o MH370 está esperando alguma instrução de KL-ATC.

O MH370 usa a expressão “maintaining”, que é quase o mesmo que “remaining”, mas com a intenção de dizer: aguardando. Este é o PONTO CRÍTICO DA VIAGEM.

Mas, 5 segundos após, em 01:01:19, a Torre de Controle envia uma MENSAGEM VAZIA em resposta ao “pedido” do MH370, e diz:

00:01:19 ATC: “Malaysian Three Seven Zero.” (em ato perlocutório – ??)

ATC poderia ter respondido com um MAS370, copies that.

6 minutos e 35 segundos depois da chamada de ATC, em 01:01:19, o MH370 envia outra NÃO-ESPERADA MENSAGEM, porém mais bizarra ainda pois seu conteúdo é idêntico ao anterior (em 01:01:14), informando KL-ATC que permanecia na altitude 350 (35 mil pés):

01:07:55 MH370: “Malaysian Three Seven Zero maintaining level three five zero.” (em ato perlocutório)

Esta mensagem é idêntica à última mensagem enviada pelo MH370 em 01:01:14. Seria uma gravação? Qual foi o tom de voz do co-piloto ao repetir esta mensagem? Não tenho acesso a esta informação, mas a entonação é crucial aqui.

E, uma vez mais, insisto no sentido do verbo to maintain em lugar do verbo to remain. O verbo to maintain pode ser traduzido como to conserve, to preserve, to hold up, to save. No caso de ser sinônimo de to save (salvar), não seria de fácil entendimento que se empregasse o verbo to remain que é mais específico para to become, to stay, to be left, to stay over. Além do mais, maintaining soa como suporte (to support).

Mas o que mais me chama a atenção é que maintaining também pode ser traduzido por manutenção, no sentido de manutenções preditivas, preventivas e corretivas em caso de falhas.

Talvez aqui o cockpit tenha deixado, nas entrelinhas, que o pessoal de bordo estava em algum processo de manutenção e aferição de alguma coisa fora dos padrões, na aeronave. E esta mensagem – 01:01:14 MH370: “Malaysian Three Seven Zero maintaining level three five zero” – seguida da mesma outra mensagem – 01:07:55 MH370: “”Malaysian Three Seven Zero maintaining level three five zero.” – poderia ser uma referência como quem diz algo assim:

MAS370: “Estamos verificando algo aqui. Estamos em ‘manutenção’ mas não há necessidade de declararmos risco ou MAYDAY por enquanto. Por favor, ATC, aguarde”

Assim, esta segunda mensagem é, AINDA E TAMBÉM, não-esperada por causa do tempo. Está posta como ATO PERLOCUTÓRIO, isto é: algo que produz efeito pelo que foi dito. Neste caso, algo está produzindo efeito pelo que foi dito E O DITO É O NÃO-DITO, É O SILÊNCIO DE KL-ATC em 01:01:19. E este NÃO-DITO produziu o efeito no cokcpit do MH370 que ainda “espera” (remaining or maintaining).

Algo grave poderia estar ocorrendo no cockpit do MH370 (“maintaining“). E, no entanto, as últimas mensagens que veremos a seguir dão sinais que nada ocorreu.

De modo inesperado, para mim, KL-ATC, já que esteve atenta todo o tempo, não conversa, em ato locutório, com o MH370, perguntando algo assim:

01:08:00 (por exemplo) ATC: “MAS370, quer declarar algum problema técnico a bordo? Está tudo OK no voo?”

Ao contrário, KL-ATC deseja, uma última vez, “boa noite” para o MH370 e, mais ainda, o MH370 responde que “tudo bem, boa noite”.

O intervalo de tempo de 6 minutos e 35 segundos, entre as duas frases idênticas representa muito tempo em voo a velocidades acima de 800 km/h.

Mas, por que?

Porque, em apenas 6 minutos e 36 segundos um Boeing 777, voando em VELOCIDADE DE CRUZEIRO, pode alcançar 97,5 km à frente (se considerarmos uma velocidade de 870 km/h x 396 segundos) – e isto é apenas para termos uma ideia, porque eu sei que este é um cálculo matemático muito pobre.

Por que o cockpit do MH370, depois de voar por aproximadamente 100 km, continua pedindo, AINDA, por instruções ou afirma que está “maintaining” o voo? 100 km correspondem a uma distância considerável. A uma velocidade incrível. 6 minutos e 36 segundos correspondem a muito tempo, se considerarmos que falamos de um jato Boeing 777. E mais que isto, a comunicação regular entre ATC e a aeronave deveria ocorrer imediatamente; e nós sabemos (sabemos mesmo?), agora, que 6 minutos e meio se passaram.

Que algo ocorreu no cockpit do MH370, isto é fato e ninguém pode negar. Mas o que exatamente estava ocorrendo quando o MH370 esperava por instruções de KL-ATC, não sabemos, dada a transcrição da conversa. Apenas sabemos que era um ATO PERLOCUTÓRIO DO DISCURSO (uso o termo “sabemos”, várias vezes, propositalmente para enfatizar a necessidade de ler em entrelinhas, não apenas nossa, mas entre aqueles que estavam na conversação real).

Este tipo de “alerta” que me parece o MH370 enviava, sugeriria a esperança de que o pessoal em comando em KL-ATC percebesse que algo estava errado no voo? É aquele tipo de mensagem na qual alguém está tentando dizer alguma coisa que não pode dizer livremente.

O piloto e, sobretudo, o co-piloto (durante a segunda mensagem) parecem tentar dizer algo semelhante a:

- ‘ Mayday ATC, nós não podemos falar livremente! Ajudem-nos! Nós temos algumas armas sobre nossas cabeças! Ajudem-nos! (falo hipoteticamente aqui).

Ou algo assim, talvez:

- ‘ Mayday ATC, nós estamos com problemas aqui! Nós temos algum pressentimento de risco de despressurização da cabine (ou fogo a bordo)! Ajude-nos! ‘ (falo hipoteticamente aqui).

Se eles (piloto e co-piloto) não obtiveram ajuda de ATC, então eles necessariamente deverão RESIGNAR EM RELAÇÃO A QUALQUER AJUDA DA TORRE DE CONTROLE e, apenas entre eles, tentar salvar a aeronave. Eles estarão DENTRO, de agora em diante, de algum tipo de viagem em que se poderia chamar de (e eu penso que assim é) uma VIAGEM DE HERÓIS.

Há, contudo, um outro ponto de vista.

COINCIDENTEMENTE (OU NÃO), neste intervalo de tempo de 6 a 9 minutos, o último sinal do Sistema ACARS foi enviado.


(Localize “LAST ACARS, à direita no mapa)

(Clique na imagem para expandir)

Desligado propositalmente, segundo as notícias veiculadas pelas autoridades em comando na Malásia, ou danificado por alguma pane no avião. O ACARS deveria transmitir uma nova mensagem automática a partir da hora 01:37.

As autoridades, por análises dos especialistas que conhecem a operação dos sistemas ACARS e TRANSPONDER, disseram ao público (i.e, a nós) que foi um ato deliberado, o de desligar o sistema ACARS e o Transponder, dentro do MH370.

Mas, por qual razão não houve uma resposta da Torre de Controle de Kuala Lumpur no que diz respeito às duas mensagens idênticas recebidas?

Mas, desafortunadamente pelo que sabemos, 5 segundos após (em 01:08:00) KL-ATC apenas fez MAIS UM NOVO CONTATO VAZIO. ATC respondeu:

01:08:00 ATC: “Malaysian Three Seven Zero.”‘ (em ato locutório)

Em ato locutório porque a mensagem que ATC recebeu não produziu em si um efeito, por causa do que foi dito pelo MH370; e este efeito não produzido foi o de apenas afirmar que ATC here listening, ou algo semelhante a isto.

11 minutos e 24 segundos depois, no tempo 01:19:24, KL-ATC orienta o MH370 a fazer contato com a Cidade de Ho Chi Minh, para que, dali em diante o pessoal da Torre de Controle no Vietnam tomasse assento na orientação de voo:

01:19:24 ATC: ‘ MH370, please contact Ho Chi Minh City 120.9, good night ‘. (em ato locutório seguido de ato perlocutório)

Assim, 11 minutos e 24 segundos se passaram.

Por fim, ATC envia uma mensagem ao MH370 pedindo que este contate a Torre de Ho Chi Minh. E mais que isto: KL-ATC deseja “boa noite” ao MH370.


(Quinta e última parte da conversação)

01:19:24 ATC: “Malaysian Three Seven Zero contact Ho Chi Minh 120 decimal 9 Good Night.” (em ato locutório seguido de ato perlocutório, porque ATC ORDENA e ao mesmo tempo provoca uma MUDANÇA DE ESTADO DE LINGUAGEM, deixando de assumir, dali em diante, qualquer responsabilidade no trajeto NORMAL do voo).

11 minutos e 24 segundos se passaram, voando em VELOCIDADE DE CRUZEIRO, em que o MH370 poderia alcançar uma distância de 165,3 km – num cálculo médio -, dados, por exemplo, os valores de 870 km/h e 684 segundos.

165,3 km (agora) + 97,5 km (da primeira mensagem idêntica em 01:01:14) = 262 km (em ALGUM LUGAR). Adiante e solitariamente (?), sem declarar, formalmente, emergência.

MAIS QUE ISTO, aliás.

Exatamente durante 29 minutos e 23 segundos (quase MEIA HORA), de 00:50:06 up to 01:19:29 (quando o MH370 enviou sua última mensagem), voando a uma possível velocidade de cruzeiro em torno de 870 km/h e passados 1763 segundos, o MH370 teria percorrido a incrível distância (provavelmente) de 426,05 km.

Quase o mesmo tempo de voo e quase a mesma distância entre São Paulo e Belo Horizonte, ou entre São Paulo e Rio de Janeiro. Sem ACARS, com quebra de rotina da conversa e, pior que tudo isto, 2 minutos e 30 segundos depois, com os sinais do Transponder desaparecendo da tela do radar de Kuala Lumpur, em 01:22 (como confirmam as autoridades).

426,05 km, aproximadamente, voados sem o sistema ACARS em funcionamento, “deliberadamente desligado”, com duas mensagens estranhas inesperadas idênticas, e, apesar disto, a Torre de Controle deseja “boa noite” ao MH370 e, ao mesmo tempo, o MH370 deseja “boa noite” à Torre de Kuala Lumpur, de modo formal e sem mais gentilezas.

O MH370 devolve uma resposta MAIS INESPERADA AINDA, inacreditavelmente (já que, como vimos, foram SEMPRE GENTIS ao começo da jornada e até aceitaram, de muitíssimo bom grado e polidez, toda aquela confusão entre os “bons dias” e as “boas noites”), COMO SE NENHUMA ROTINA HOUVESSE SIDO QUEBRADA:

01:19:24 ATC: “Malaysian Three Seven Zero contact Ho Chi Minh 120 decimal 9 Good Night.”

01:19:29 MH370: “Good Night Malaysian Three Seven Zero.” (em ato ilocutório e perlocutório)

Uma resposta fria, seca, sem esperança.

Importa notar que a mensagem final do MH370 está em ato ILOCUTÓRIO, na medida em que diz “Malaysian 370″, isto é, obedece à “mensagem a Garcia” recebida (“informo que entrarei em contato com Ho Chi Minh”); mas também está em ato PERLOCUTÓRIO, na medida em que diz “good night”, isto é, em que confirma que houve uma mudança PROVOCADA e que o efeito disto é, de agora em diante, não falar mais com KL-ATC.

“Nossa conversa termina aqui.” Do mesmo modo, SE “goodnight Malaysian three seven zero”, ENTÃO é ato perlocutório a parte “goodnight” (porque confirma que houve uma mudança provocada por ATC que ordena contato com Ho Chi Minh); e é ato ilocutório a parte “Malaysian three seven zero” (porque confirma o que diz ser, isto é, que é o voo MH370).

Poderia ter, o MH370, respondido à Torre de Kuala Lumpur algo semelhante a:

00:19:29 MH370: ‘ This is MH370. Thank you, ATC. Have a good night (or, have a good morning), we will see each other in another opportunity. ‘

Ou, se preferirmos, a resposta do MH370 poderia ser apenas e tão somente um ATO ILOCUCIONÁRIO. Se assim fosse, o MH370 teria respondido alguma coisa como a obedecer o comando, isto é:

00:19:29 MH370: ‘ This Is MH37O, ok, going to contact Ho Chi Minh City at 120.9, good night (or good morning, according to the faulty act described in the beginning of the runway, still in land).

Mas, o MH370 limita-se a responder, EM ATO ILOCUCIONÁRIO + PERLOCUCIONÁRIO:

01:19:29 MH370: “Good Night Malaysian Three Seven Zero.”

A mudança do ato do discurso, que antes sempre foi ILOCUCIONÁRIO no cockpit e depois tornou-se PERLOCUCIONÁRIO, pode mostrar que o MH370 estava em um ESPAÇO VAZIO DE ATOS DO DISCURSO (durante meia hora), além de um ESPAÇO VAZIO (black hole) entre os comandos de tráfego aéreo de Kuala Lumpur e Ho Chi Minh.

E o mistério do voo MH370 aparece para todos nós. E, também, o mistério do DISCURSO PERDIDO (em duplo sentido).

Nós podemos perceber, aqui, que há coincidência entre três ESPAÇOS VAZIOS:

- O primeiro espaço vazio, da linguagem em seus atos de discurso;

- O segundo espaço vazio, entre as torres de controle;

- O terceiro espaço vazio, rigorosamente técnico, i.e, neste ponto, entre o momento em que o MH370 parou de produzir atos ilocucionários do discurso e iniciou a produção de atos perlocucionários, no mesmo tempo, também, os SISTEMAS DE CONTROLE VIA SATÉLITE a bordo da aeronave – Transponder, ADS-B e ACARS – foram desconectados (exceto o INMARSAT, i.e, os sinais que as turbinas enviam para a empresa INMARSAT).

O fato de os intrumentos terem sido desconectados, neste BURACO NEGRO, no mesmo intervalo de tempo de mudança dos atos do discurso terem sido desconectados uns dos outros dentro do MH370, é relevante porque seria praticamente inimaginável pensar que uma pane elétrica/eletrônica e/ou mecânica coincidisse com uma “pane na linguagem” (nos atos do discurso).

Desta maneira, não é lógico pensar, por exemplo, que tenha havido uma despressurização da cabina ou um incêndio no avião, porque os atos dos discursos prosseguiam se alterando, isto é: se houvesse neste intervalo de tempo algum desastre natural no cockpit, necessariamente deveria haver também algum desastre natural ocorrendo em KL-ATC já que lá também houve quebra de rotina do ato do discurso!

Justamente porque se alguma dessas catástrofes estivesse ocorrendo, o cockpit teria pedido instruções (em ato ilocutório) à Torre de Controle – ou, pior, a próprio Torre de Controle estaria declarando emergência dentro dela mesma. Eles tiveram – de ambos os lados – MEIA HORA para pedir socorro um ao outro (friso, pedir socorro um ao outro).

Ou, então, algo bem mais grave estava ocorrendo neste intervalo de tempo de voo. E algo bem mais grave que algum tipo de pane de instrumentos dentro do MH370 – ou dentro de KL-ATC.

Se quisermos reduzir este intervalo de tempo, ainda assim restariam seis minutos – tempo suficiente para pedir socorro e receber alguma ajuda qualquer que fosse. Assim, se nós não tivéssemos tido NENHUMA MUDANÇA dos atos do discurso (de ilocutório para perlocutório, da mensagem em 01:01:14 até a mensagem em 01:07:55), seria possível pensar em algum desastre natural como despressurização ou incêndio.

É JUSTAMENTE A EXISTÊNCIA DA QUEBRA DE ROTINA NO ATO DO DISCURSO que, de certo modo, GARANTE a inexistência de uma CATÁSTROFE NATURAL a bordo (ou na Torre) – pelo menos durante esta meia hora (justo quando o ACARS foi desligado).

E já que não foi uma catástrofe natural, pelo menos neste intervalo de tempo, restaria-nos o que?

Quem quer que seja (não importando agora QUEM) que tenha produzido (ou FORÇADO, OBRIGADO), aos ATOS PERLOCUCIONÁRIOS DO DISCURSO (repito: durante meia hora), no cockpit do MH370 – ou os pilotos ou terceira(s) pessoa(s) -, agiu(ram) de modo decisivo.

Para investigar um pouco mais a este respeito, desta maneira, precisamos examinar outro tipo de conceito, na Teoria da Linguagem, para tentar resolver esta dúvida: pilotos ou terceira(s) pessoa(s)?

SEGUNDA QUESTÃO: ANÁLISE DO DISCURSO ESCRITO COM SABEDORIA DE ALMA

A ideia aqui, extraída de uma Teoria da Linguagem presente no diálogo FEDRO, de Platão, é que qualquer discurso que pretenda atingir seu objetivo DEVE NECESSARIAMENTE manter o mesmo sentido em todas as frases, não importando em que ordem ou sequência elas estejam e não importando quais sejam os atos do discurso. Para ver mais a este respeito, por favor verifique PLATÃO, FEDRO, 264-d, no exemplo da VIRGEM DE BRONZE oferecido por Sócrates.

O “discurso escrito com sabedoria de alma” mantém o mesmo sentido, ali, ainda que os versos sejam mudados de posição.

2.1) A DISCREPÂNCIA ENTRE DIA E NOITE – ATO FALHO NO COCKPIT DO MH370

Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer que, em alguns casos, a mente inconsciente é capaz de predizer que alguma coisa acontecerá. O conhecido “déjà vu” ou aquela sensação que temos de que estamos prestes a sofrer algum acidente grave ou passamos por algo semelhante e não nos lembramos como. Quase todas as pessoas já experimentaram “sensações” assim que se tornaram realidade DECISIVA em suas vidas. Há muitas situações nas quais todos nós sentimos que alguma coisa acontecerá e não sabemos o que é. É necessário fazer esta obserção, porque não quero imputar à tripulação do MH370 (piloto e co-piloto) a intenção deliberada no sentido de destruir o voo MH370 (isto é, num ato suicida ou semelhante).

Vamos repetir as mensagens iniciais:


(Terceira parte da conversação)

2.2) TRÊS SÚBITAS EXCEÇÕES INESPERADAS

Se o objetivo final era Beijing – isto é, o “discurso com sabedoria de alma” que visa um objetivo final -, o que estas exceções fazem aqui?

Há três súbitas exceções que podemos facilmente encontrar nas expressões utilizadas pela tripulação do MH370, naquilo que CORROMPE O DISCURSO ESCRITO COM SABEDORIA DE ALMA.

2.2.1) A primeira exceção ocorre quando, em terra, o MH370 deseja “bom dia” ao iniciar os procedimentos de decolagem.

Isto revela um ATO FALHO da tripulação.

Para quem pretenda traduzir este texto, peço que considere minha intenção em tratar a expressão ato falho como um engano de linguagem, posto na memória ou numa ação humana qualquer e que, supostamente, seria causado pelo inconsciente. Os “atos falhos” não se limitam, para a Psicanálise, somente ao discurso oral ou escrito, nem também aos desejos sexuais reprimidos, mas podem (sobretudo) afetar o processo cognitivo a depender do modo que se inserem fixações no inconsciente. No Latim, a expressão é conhecida como lapsus linguae, no Inglês como Freudian slip e na expressão original utilizada por Sigmund Freud como Fehlleistung. O assunto dos atos falhos é tratado por Freud, sobretudo, na obra A Psicopatologia da Vida Cotidiana, escrito em 1901.

Este “desentendimento de tempo”, revelado na conversação, mostra contradições. Há um modo como a Torre de Controle de Kuala Lumpur vê o tempo; e isto é diferente, se comparado ao modo como o MH370 percebe, capta, o tempo. Kuala Lumpur diz “boa noite” e o MH370 diz, num primeiro momento, “bom dia”.

Para ver que KL-ATC diz “boa noite”, observe 12:40:38. Mas, KL-ATC também repete este “boa noite” em outra parte da conversação. Observe na figura abaixo em 12:42:52:


(Quarta parte da conversação)

Parece que o MH370, após ouvir tantos “boas noites”, resignou-se e respondeu também “boa noite”, embora tenha começado a conversação, em sua primeira parte, com um efusivo “bom dia”. Veja em 12:42:52 a frase composta no MAS370.

E, como se não bastasse, tornou-se uma viagem que começou no dia e terminou na noite em menos de 1 hora; para ser mais preciso, de 12:25:53 a 01:19:29, o dia tornou-se noite em apenas 53 minutos e 36 segundos.

Para mim, isto revela que o cockpit estava, num ato inconsciente de mente (como um ATO FALHO), pronto para fazer uma viagem “DO DIA PARA A NOITE – overday”; enquanto KL-ATC preparava-se, ela mesma, para controlar uma viagem “DA NOITE PARA O DIA – overnight”.

Isto é: como nós sabemos, o voo MH370 faria um caminho SUL – NORDESTE, praticamente sem mudança de “time zone” (o horário Beijing é quase o mesmo horário Kuala Lumpur). Por isto, parece ser mais lógico dizer “boa noite”, conforme sugerido pela Torre de Controle; ao passo que o MH370, usando a expressão “bom dia”, parece insinuar – inconscientemente – uma tendência de viagem de Leste para Oeste, do dia para a noite – isto é, virando à esquerda no curso do Oceano Índico mais precisamente.

Suponho que, aqui, algum investigador tenha verificado qual foi a rotina da tripulação em terra, algumas poucas horas antes, i.e, se descansaram algumas horas antes do voo e, portanto, ao assumirem o cockpit poderiam estar INICIANDO uma jornada de trabalho; obviamente, no início da madrugada, estariam mais predispostos a dizer “bom dia” no processo de taxiamento e takeoff. Por outro lado, é possível que os investigadores tenham verificado sobre o pessoal em torno dos controladores de voo (ATC) que estariam, eventualmente, a meia jornada de trabalho – ou até mesmo foram substituídos ao longo do controle do voo MH370 -, o que explicaria dizerem mais vezes a expressão “boa noite” no lugar de “bom dia”. Se isto foi feito, ainda assim estamos diante de uma situação de “descompasso na apreensão do tempo”… e, por que não dizer?, também na apreensão do espaço.

Convém lembrar um conceito fundamental na filosofia de Immanuel Kant, no que diz respeito às formas A PRIORI de conhecimento e apreensão, sobretudo da SENSIBILIDADE (SINNLICHKEIT). A questão da vontade, a partir da Crítica da Razão Pura (obra máxima de Kant, em meu modo de ver), envolve uma estrutura geral das faculdades do ânimo (Gemüt), da sensibilidade (Sinnlichkeit), do entendimento (Verstand) e da razão (Vernunft). No pano de fundo desta estruturação kantiana, parece que não é absurdo dizer que há, aí, uma antropologia explícita ou implícita. Na verdade, um esquema bem simplificado poderia dar-nos ideia das três grandes divisões, em Kant: a) SENSIBILIDADE –> (correspondente às categorias de Tempo e Espaço), b) ENTENDIMENTO –> (que é metafísico, transempírico) e c) RAZÃO –> (também metafísica, transempírica).

Noutras palavras, do ponto de vista da SENSIBILIDADE, eu somente percebo o mundo conforme o modo como apreendo “a priori” TEMPO E ESPAÇO.

Isto é: este “descompasso” entre “bom dia” e “boa noite” vai além de um ato falho, quero dizer. Mas, considerado como tal, este ato inconsciente da mente (como ATO FALHO) – “bom dia” – não revela, AINDA, uma intenção consciente ou um ato deliberado da tripulação. Eu insisto em sublinhar isto. Mas, alguma coisa dizia à tripulação que seria plausível uma jornada de Este para Oeste.

A partir daí, em todas as demais sentenças entre o MH370 e KL-ATC, as expressões usadas foram “boa noite”.

Pergunto-me, por exemplo, como o cockpit teria tratado a Torre de Controle de Ho Chi Minh, na primeira conversa, em torno de duas horas da manhã. Teria dito – MAS370: “Ho Chi Minh: este é o MAS370 solicitando permissão para entrada em seu espaço aéreo”, seguido de “Bom dia”? Ou seguido de “Boa noite”? E a depender da resposta de HCM-ATC, o MH370 adaptar-se-ia a mais uma “nova realidade” de percepção de tempo e espaço?

Adaptar-se (o cockpit do MH370) sim, porque, afinal de contas, os “discursos” entre ATC’s e MH370 devem procurar o objetivo final BEIJING.

Em outras palavras, quanto mais procedimentos – de natureza técnica, de ENTENDIMENTO -, quanto mais o MH370 necessariamente siga instruções – sobretudo aquelas de natureza SENSÍVEL -, quanto mais ajuda chegará à tripulação, será quanto mais seguros eles estarão para alcançar, com segurança, o objetivo final BEIJING.

2.2.2) A segunda exceção, depois da decolagem, foi que o MH370 disse “Thank you Bye” – ver em 12:40:38 – para a Torre. Pode não parecer algo significativo e ser uma expressão das mais comuns no idioma inglês, mas sob certas circunstâncias (e esta era uma delas), a palavra “bye” é semelhante a “goodbye” e aponta para algo como PARA NUNCA MAIS ou algo como ADEUS DEFINITIVO.

E isto revela, como creio, mais um ATO FALHO da tripulação.

2.2.3) A terceira exceção ocorre a poucos minutos do IGARI waypoint, já em voo aberto, entre os tempos 12:50:09 a 01:19:29, porque, como já vimos, houve quebra de rotina nos atos do discurso.


(Última parte da conversação)

E, ainda segundo meu ponto de vista, para além da quebra de rotina do ato do discurso, A PRÓPRIA QUEBRA DE ROTINA é um ATO FALHO também.

Peço desculpas e licença para repetir: – para além da quebra de rotina do ato do discurso, A PRÓPRIA QUEBRA DE ROTINA é um ATO FALHO também.

Por exemplo: se tomarmos uma pessoa que esteja conversando sobre determinado assunto; e que durante sua exposição, muda de assunto seguidas vezes; esta pessoa, a rigor, está cometendo um ato falho, na medida em que se perde nos argumentos e depois pergunta-nos: – MAS ONDE EU ESTAVA MESMO? DO QUE EU ESTAVA FALANDO? Tal gesto revela que o inconsciente da pessoa transita por questões que ela quer EVITAR ou até mesmo EXPOR SEM QUERER.

E foi exatamente isto que ocorreu nesta terceira exceção: ATC e MH370 usavam um discurso locucionário – ilocucionário e mudaram para um discurso perlocucionário.

O grave, contudo, foi que esta terceira exceção, como ATO FALHO e, ao mesmo tempo, PERCEPÇÃO (SENSÍVEL) DE TEMPO E ESPAÇO, durou o tempo exato de 29 minutos e 23 segundos (meia hora ou aproximadamente 430 km adiante).

Assim, somando o ato falho ao dizerem “bom dia” (de Este para Oeste); somando o ato falho ao dizerem “adeus” (para nunca mais); somando o ato falho na mudança de discurso ilocutório para perlocutório; o resultado da equação será a REVELAÇÃO DA MENTE INCONSCIENTE DOS PILOTOS, esta revelação que se traduzirá no “ESPÍRITO” do voo MH370 (aqui utilizo a palavra “espírito” entre áspas, no mesmo sentido utilizado por Max Weber em seu famoso livro cujo título contém a palavra).

Eu tomo, finalmente, o discurso escrito com sabedoria de alma, para atingir aquilo a que me proponho.

O “discurso escrito com sabedoria de alma”, dentro do “espírito” da tripulação, tinha dessa forma o objetivo de salvar o avião e as vidas nele presentes (passageiros e tripulação). A rigor, o primeiro objetivo de um comandante de voo não é o pouso do avião (landing) no aeroporto para onde se destina (i.e, no caso, Beijing que deviam alcançar); mas, antes, o primeiro objetivo de um comandante é manter as vidas a bordo sob sua responsabilidade, manter a aeronave em segurança, e isto sempre está rigorosamente impregnado na mente inconsciente de todo excelente piloto (como é o caso presente).

Peço notar um último ATO FALHO:

Se observamos a última frase que gerou polêmica pelo fato de ter sido informada ao público pelas autoridades, de um modo, e depois revisado de outro modo, assim:

- DE “all right, good night” (que era a versão anterior oficialmente admitida);

- PARA “goodnight Malaysian three seven zero” (da versão atual oficial posta pelas autoridades em 31 de março).

Verificamos uma consistência inesperada entre a reportagem do The Telegraph e a versão oficial da conversação entre ATC e MH370. E isto é um PONTO CRUCIAL a abordar.

Pois é de se perguntar: como um documento extraoficial (a transcrição da conversa entre KL-ATC e MH370, na matéria jornalística do The Telegraph) pode estar errado se acerta todos – repito: TODOS – os horários em pauta?

marina.jpg

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(Clique para expandir. Duas imagens da esquerda: transcrição oficial. Imagem da direita: The Telegraph reportage)

Também é de se perguntar: alguém escutava, clandestinamente, a conversa entre KL-ATC e MH370, via rádio, e a gravou (hipótese pouco provável); ou a mensagem “vazou” – foi oferecida por meios desconhecidos ao “mundo exterior” – diretamente da Torre de Controle de Kuala Lumpur e chegou ao jornal? Nesta segunda hipótese, a esta altura dos acontecimentos, os investigadores já devem saber quem foi o responsável pelo “vazamento”…

Mas, seja por uma via (escuta clandestina da conversa entre cockpit e torre), seja por “vazamento” de informação; podemos concluir que a mensagem extraoficial, publicada vários dias antes da mensagem oficial acreditada pelas autoridades, contém pelo menos uma verdade: todos os tempos dos comunicados, nas duas versões, coincidem e, portanto, são precisos.

Isto significa que alguém quer dizer-nos que, embora as palavras nada possam provar, os tempos das transmissões provam fatos ocorridos. Noutras palavras, alguém quis nos dar – INCONSCIENTEMENTE (num outro ato falho) – uma pista para a solução do mistério do desaparecimento do MH370, como se fosse o mapa do tesouro: que se o tempo é um fato, as palavras também são fatos. Num roteiro hitchcockiano, podemos assim tratar, quem ofereceu a cópia extraoficial da conversação entre KL-ATC e MH370, já trabalhava com a hipótese de “desaparecimento intencional” do MH370.

E se os tempos provam fatos ocorridos, então os ATOS LOCUTÓRIOS, ILOCUTÓRIOS, PERLOCUTÓRIOS, os ATOS FALHOS e as ESTRUTURAS PROFUNDAS DAS FRASES devem ser considerados, nem tanto como provas, pelo menos COMO EVIDÊNCIAS FUNDAMENTAIS.

Assim, aquele conjunto de frases – ‘ good morning ‘ (primeiro ato falho), ‘ goodbye ‘ (ou “bye”, segundo ato falho) e ‘ Malaysian Three Seven Zero maintaining level three five zero (ou ‘MH370 remaining in flight altitude 350′) ‘ SOMADO A ‘ Good Night Malaysian Three Seven Zero (ou ‘all right, good night ‘, terceiro ato falho) – poderiam ser substituídos por uma “frase criptografada pelo tempo”, num conjunto de horários, assim:

- 00:36:30 + 00:40:38 + 01:01:14 + 01:19:29.

Novamente, ouso repetir: a frase criptografada pelo tempo.

TERCEIRA QUESTÃO: DAS FRASES DESPROVIDAS DE SENTIDO MAS GRAMATICALMENTE CORRETAS

Para onde a tripulação do MH370 pretendia ir, a partir do momento em que FOI FORÇADA A MUDAR A ROTA? Como, de alguma maneira, os inconscientes deles previram que eles acabariam por ir de Leste para Oeste? Como eles poderiam salvar a viagem que, inconscientemente, estava comprometida e destinada para outro lugar que não Beijing?

Pretendo observar a mudança na ESTRUTURA DA LINGUAGEM, que vai de uma ESTRUTURA SUPERFICIAL para uma ESTRUTURA PROFUNDA.

Na ESTRUTURA SUPERFICIAL de cada frase, o leitor (ou “escutador”) não necessita frear seu pensamento para pensar e entender o que foi dito; assim como quando alguém escuta um jornal televisivo onde as frases dos locutores são ditas com entonação crescente e não geram dúvidas quanto ao entendimento. O dito está dito.

- Eu (repito: eu) sobreporia, numa análise, a frase em “estrutura superficial” com uma frase em “ato locucionário e/ou ilocucionário”.

Porém, na ESTRUTURA PROFUNDA, cada frase força o leitor (ou escutador) a frear a leitura, caso contrário não terá o tempo suficiente para pensar o que de fato foi dito. Assim, ele lê com entonação decrescente.

- Do mesmo modo, eu (friso: eu) sobreporia, numa análise, a frase em “estrutura profunda” com uma frase em “ato perlocucionário”.

Por exemplo, como diz Noam Chomsky, se alguém lê a frase “os campos floridos são verdes“, o faz com entonação crescente e não precisa pensar no que significa pois entende o conteúdo imediatamente. O assunto é tratado por Chomsky, em especial na obra Estruturas Sintáticas, juntamente com os estudos do linguista sobre o grau de probabilidade de ocorrência de uma palavra na frase.

Mas se alguém troca as posições das palavras na frase (com aparência de estarem DESPROVIDAS DE SENTIDO), o leitor precisará de algum tempo para entender; como no exemplo: “os verdes floridos são campos“. O leitor precisará ler com entonação decrescente, caso contrário não entenderá o NOVO sentido da frase.

Assim, como eu disse sobre os TRÊS ATOS FALHOS, agora concentrarei meus esforços para “adivinhar” para onde foi o MH370, olhando aquelas frases cruciais, envolvendo as palavras ditas, a saber:

- a) OU uso a versão extraoficial e tenho – ‘ good morning ‘ (primeiro ato falho), SOMADO A ‘ goodbye ‘ (segundo ato falho), SOMADO A ‘ MH370 remaining in flight altitude 350 ‘ (terceiro ato falho), SOMADO A ‘ all right, good night ‘ (ato falho final).

- b) Ou uso a versão oficial e tenho – ‘ good morning ‘ (primeiro ato falho), SOMADO A ‘ bye ‘ (segundo ato falho), SOMADO A ‘ Malaysian Three Seven Zero maintaining level three five zero ‘ (terceiro ato falho), SOMADO A ‘ Good Night Malaysian Three Seven Zero (ato falho final).

Em qualquer das frases acima (a ou b), a frase criptografada pelo tempo é a mesma, assim:

- 00:36:30 + 00:40:38 + 01:01:14 + 01:19:29 = ?

Com sua licença, peço para repetir: acima, temos a frase criptografada pelo tempo.

Deste modo, tomarei estas frases com TODAS AS PALAVRAS NA EXATA SEQUÊNCIA EM QUE OCORREM NO TEMPO REAL.

A frase final que examino, portanto, é:

- Good morning, goodbye, MH 370 remaining in flight altitude 350, all right, good night.

Mas, eu poderia ter calculado pela frase resultante da versão oficial, também assim:

- Good morning, bye, MAS 370 maintaining level 350, good night MAS 370.

O que há de novo na segunda frase imediatamente acima é o aparecimento, por duas vezes, de MAS e de 370; além da substituição de remaining por maintaining.

Qual delas escolher? A da versão oficial ou a da versão extraoficial?

Algum leitor entediado com meu texto e minha “teoria” poderá dizer: – “Tanto faz, tudo isto é pura imaginação!”

É verdade, eu diria: de fato, “tanto faz, tudo isto é pura imaginação” tão insólita quanto a realidade do desaparecimento inimaginável do MH370. O que NÃO É IMAGINAÇÃO, sabemos todos, está expresso nas dores a) dos parentes das 239 pessoas a bordo do MH370 e b) dos passageiros e tripulação.

Como mostrei que ambas as frases têm chave criptográfica temporal idênticas, demonstrarei a seguir o meu exercício utilizando a frase (a), da versão da conversação extraoficial. Obviamente que fiz o mesmo exercício para a frase (b), da versão oficial; mas que não é necessário mostrar neste artigo porque os resultados são semelhantes (no entanto, a quem queira fazer o exercício para a frase (b), bastará seguir a rotina descrita a seguir).

Então, se observo esta nova sentença, verifico que ela é gramaticalmente correta e NÃO PRECISO embaralhar meu pensamento (não preciso ler com entonação decrescente e NEM IMAGINAR) para compreender o que ali está escrito.

Agora, irei embaralhar as palavras na sentença, tentando encontrar A ESTRUTURA PROFUNDA, i.e, o que de fato está escondido ali que todos os INCONSCIENTES envolvidos, especialmente os dos pilotos, quiseram dizer-me.

Tentarei formar sentenças novas, mixando as palavras sem acrescentar nenhuma e sem retirar nenhuma, de tal modo que, nas novas sentenças, SEREI FORÇADO A EMBARALHAR MEU PENSAMENTO e ler com entonação decrescente para entender o que “está escondido”.

Tentarei descobrir o que minha “mente inconsciente” quer dizer-me e o que está implícito nas palavras da nova sentença fruto do mix.

Então, da frase original: ‘ Good morning, goodbye, MH 370 remaining in flight altitude 350, all right, good night. ‘

Passarei a procurar frases semelhantes a algumas como esta que dou de exemplo:

1) ‘ Good goodbye, remaining morning, night 350, all in flight, MH 370 good altitude right. ‘

Assim, se eu trocar as posições das 14 palavras e das 4 vírgulas, terei uma PERMUTAÇÃO de 18 elementos e, por fim, 6.402.373.705.728.000 de novas sentenças para examinar!

6 quatrilhões, quatrocentos e dois trilhões, trezentos e setenta e três bilhões, setecentos e cinco milhões, setecentos e vinte e oito mil novos significados.

A questão, para mim, é saber qual é a MELHOR PERMUTAÇÃO QUE ME LEVARÁ À MELHOR PISTA para, agora sim, IMAGINAR o que REALMENTE ACONTECEU.

Imaginar o que realmente aconteceu, com o Boeing 777 da Malaysia Airlines, o voo MH370, soa estranho.

Mas não é esta imaginação que soa como realidade tremendamente semelhante à realidade que soa como imaginação?

Isto, porque, durante todo o transcurso desta minha análise, procurei deixar clara a inconsciente certeza da tripulação, de uma súbita mudança de rota, deixando a trajetória SUL-NORDESTE e assumindo uma rota LESTE-OESTE; ao mesmo tempo, durante todo o curso das investigações e análises de informações captadas por radares militares e sinais enviados para os satélites da INMARSAT, há uma consciente certeza de uma súbita mudança de rota, de SUL-NORDESTE para LESTE-OESTE.

Houve até mais, i.e, mudanças bruscas de altitude de voo – para 45 mil pés seguida de queda para 25 mil pés -, como foi noticiado amplamente pelas próprias autoridades – que não cabem neste meu texto porque apenas discuto aqui OS DISCURSOS ENTRE O MH370 E KL-ATC.

Eu imaginei um programa computacional que pudesse calcular e listar todas as quatrilhões de frases possíveis; a partir disto, imaginei o mesmo programa removendo algumas sentenças gramaticalmente incorretas. Por exemplo, a sentença ‘ Good good, night right, all goodbye altitude, morning, MH 350 370 remaining flight in ‘ está absolutamente incorreta.

Como no exemplo acima, para remover da listagem uma boa quantidade de sentenças gramaticalmente incorretas, foi suficiente colocar no programa algumas cláusulas que definiam certas regras básicas, a saber:

DA SENTENÇA ORIGINAL QUE É: ‘ Good morning, goodbye, MH 370 remaining in flight altitude 350, all right, good night. ‘

a) não pode começar frase com vírgula;

b) não pode terminar frase com vírgula;

c) não pode ter duas vírgulas juntas, ou mais, em qualquer posição da frase.

E, também, para melhor depurar a enorme quantidade de possibilidades de frases, dadas as permutações entre palavras e vírgulas, basta colocar no programa alguns comandos que definam certas regras MAIS SOFISTICADAS. Por exemplo:

DA SENTENÇA ORIGINAL QUE É: ‘ Good morning, goodbye, MH 370 remaining in flight altitude 350, all right, good night. ‘

d) quero somente as frases nas quais os números 350 e 370 estejam lado a lado; ou estejam separados por uma, e apenas uma, palavra ou vírgula.

e) não quero frases nas quais as palavras “morning”, “night” e “flight”, apareçam juntas.

Eis aí um excelente exercício para os matemáticos: qual é a quantidade de frases resultantes nesta permutação – ou combinação -, dadas as restrições que fiz?

Claro que há outras restrições que fiz ao “programa”, mas que ficam perdidas como critérios e objeções pessoais. Cada programador tem suas manias.

Assim, pude eliminar uma quantidade significativa de frases, usando também mais alguns critérios de eliminação dentro do programa computacional.

Das frases que restaram, contudo, encontrei duas que julgo serem especiais.

DA SENTENÇA ORIGINAL QUE É: ‘ Good morning, goodbye, MH 370 remaining in flight altitude 350, all right, good night. ‘

PARA A FRASE (a) QUE SELECIONEI: ‘ Good morning, good night, all altitude right in 350 370, MH flight remaining, goodbye. ‘

PARA A FRASE (b) QUE SELECIONEI: ‘ Good morning, good night, altitude all right, MH flight remaining in 350 370, goodbye. ‘

Assim, como supus, aqueles números 350 (que previamente era entendido como a altitude de voo de 35 mil pés) e 370 (que previamente era entendido como identificador do voo da Malaysia Airlines KL-Beijing), de agora em diante passam a ser, para mim, COORDENADAS DE LATITUDE E LONGITUDE (35 e 37). Procurei, na combinação dos números 350 e 370, que separados dão combinações entre 0, 0, 3, 3, 5 e 7.

Olhando para estes números e para a frase que selecionei, basta agora saber quais são, em que locais estão, tais coordenadas de LATITUDE E LONGITUDE.

Importante notar que estamos trabalhando com a possibilidade de LATITUDE SUL e LONGITUDE OESTE; assim, quando eu indicar a latitude abaixo, observe que aplico a seguinte regra: (+) for N Lat or E Lon / (-) for S Lat or W Lon.

Verifique os mapas a seguir. O PONTO VERMELHO é a LATITUDE / LONGITUDE de KUALA LUMPUR (LAT 2:44 / LON 101:42). Utilizei, para minhas buscas, o site Latitude and Longitude of a Point (aqui).

A imagem abaixo mostra minha busca - para LAT -35 / LON 73


(Clique na imagem para expandir)

Você também pode obter a imagem abaixo - para LAT 37 / LON 35


(Clique na imagem para expandir)

E, assim, você pode realizar suas buscas também, sempre obedecendo (conforme minha sugestão) a combinação dos números 0, 0, 3, 3, 5 e 7, e nunca esquecendo-se que, PARA CADA RESULTADO QUE VOCÊ OBTIVER, olhe o mapa e lembre-se das frases:

PARA A FRASE (a) QUE SELECIONEI: ‘ Good morning, good night, all altitude right in 350 370, MH flight remaining, goodbye. ‘

PARA A FRASE (b) QUE SELECIONEI: ‘ Good morning, good night, altitude all right, MH flight remaining in 350 370, goodbye. ‘

Procure, por exemplo, em LAT -35 / LON 37, em LAT 35 / LON 73, em LAT 03 / LON 73 (vale a pena conferir esta posição), nesta próxima que também é intrigante em LAT 05 / LON 73 (vale a pena conferir esta posição)

… E assim sucessivamente, seria onde eu faria buscas.

O leitor interessado, por favor, que verifique as localizações. Algumas pesquisas no Google Map duram menos que 5 minutos.

Eu próprio fiz OS MEUS ARRANJOS entre as coordenadas de latitude e longitude e tirei minhas próprias conclusões. Eu próprio fiz meus arranjos, utilizando a frase oficial da conversação, encontrei outra PERMUTAÇÃO, fiz meu programa computacional eliminar outras tantas frases desprovidas de sentido, selecionei uma nova frase e encontrei outras possíveis latitudes e longitudes.

Como todos sabemos, o governo da Malásia em conjunto com o governo da Austrália coordenam as buscas de diversos países ao sul do Oceano Índico, baseados em informações da empresa INMARSAT. Se eu tivesse condições de influenciá-los, de algum modo, pedir-lhes-ia que concentrassem as buscas nas coordenadas LAT 03 / LON 73, LAT 05 / LON 73 e EM TODAS AS ÁREAS DAS LATITUDES -35 (menos 35) e -37 (menos 37), com TODAS AS POSSÍVEIS COMBINAÇÕES DE LONGITUDES. Mas, ainda insisto que há uma enorme possibilidade de o MH370 ter voado a OESTE de Kuala Lumpur.

O MH370 está em algum destes lugares nestas combinações, é a minha mais firme crença.

Basta, por aqui!

Se, por acaso, minha análise estiver certa, este avião pousou em algum lugar distante a oeste do IGARI waypoint, COMO SUPONHO; se estiver errada, que alguém o encontre em algum lugar nestas coordenadas.


(The missing aircraft, pictured in 2011: Boeing 777-200ER Malaysia AL (MAS) 9M-MRO)

Com todo meu respeito aos familiares das 239 pessoas a bordo do MH370.

postado por Ramiro Corrêa (04/04/2014)



(The missing aircraft, pictured in 2011: Boeing 777-200ER Malaysia AL (MAS) 9M-MRO)

Com todo meu respeito aos familiares das 239 pessoas a bordo do MH370.

postado novamente por Ramiro Corrêa (17/09/2016)

  1. os “waypoints” são “pontos do caminho”, sinalizadores que servem para os pilotos informarem o percurso no computador de bordo, de tal modo que o piloto automático do avião – cujo apelido é GEORGE – possa voar passando pelos waypoints cadastrados na rota de voo; e o IGARI waypoint é um desses pontos, a meio caminho mais ou menos de Kuala Lumpur e Ho Chi Minh []


Sargento Garcia at Blog Filosofix

Sargento Garcia informa:

Sargento Schultz at Blog Filosofix

Sargento Schultz também informa:

Salve 31 de Agosto de 2016!

E que Deus permita que essa praga não volte nunca mais, nem seus esbirros!

postado por Ramiro (31/08//2016)