Estilo do Blog: [ Astex ] [ Stone ] [ Green ] |  Bode de Ouro AQUI | Seguidores do Facebook: AQUI
The Filosofix Introduction Page   RSS   Facebook Filosofix   Twitter   Visualizar perfil de Ramiro Corrêa Jr no LinkedIn
Consultório Online de Psicanálise
(visite meu Consultório Online de Psicanálise - clique no logo acima)
(por falta de suporte AdobeFlash Player para algum iPad ou similar, algo pode não ser visto no blog)




Para cinco milhões de visitas, só a Fábula do Lobo Descalço

Categoria: Crônicas | Comentários ao final (Leave your comments below)

Engraçado: quando eu podia pensar que o Blog Filosofix – aliás, deixa eu grifar: Blog Filosofix – houvera, ou haveria, de fazer cinco milhões de visitas? Aliás, deixa eu grifar: Cinco Milhões de Visitas! Quando?

Cinco Milhões de Visitas at Blog Filosofix

E não é que tal feito haverá?

Estive pensando nisto, Navegante. Como foi que me suportou, você, por tanto tempo? Afinal de contas, já disseram tanta asneira sobre o Blog Filosofix; e eu próprio mais ainda! E você aqui, firme e forte esperando novidades! Tenha a santa paciência: como você aguentou tanto tempo sem nada a lhe oferecer?! Ainda mais depois desses últimos tempos fáceis em que passei passando o tempo todo voltado para outras coisas mais urgentes que a sua urgência com o Filosofix: já não tem e nem há mais artigos sobre Platão, Paul Ricoeur, Aristóteles, mitologia, Kant e Freud, o Lobo de Três Pernas – coitado finado que já partiu desta e está bem melhor -, sobre Astrologia e essas coisas de só mais importância como Galatéia e Orfeu, Eurídice e Pigmalião, aqueles desesperados! E eu já não escrevo aqui no blog como antes e acho até que desaprendi aquilo que eu nunca soube, que era escrever com jeito. Tenha a santa paciência: como você aguentou tanto tempo sem nada que lhe ofereci?! Agora, só das coisas de que posso desmedidamente, sem medo algum, pela Índia e a poesia de Rabindranath; envelheci assustadoramente graças a Deus e, com isto, fiquei até mais… como direi?… velho! Tenha a santa paciência!

Bem, o fato é que está próxima a comemoração de

Cinco vezes Dez à Sexta Potência

e você aí, Navegante! Eu acho que, em homenagem a você, que me é sempre desconhecido, devemos resolver uma coisa: comemorarmos esta data parando tudo: de um lado, que faço em matéria de não fazer nada e nem estudar Bengali, paro tudo, quase até de respirar, e ponho aqui um escrito ao Dia das Cinco Milhões; de outro lado, você, sentado aí, leia e releia.

Então, neste carnaval de 2015, sem folia e fantasias – imagine só que desconsolo – passarei enfurnado na toca; minha diversão será a de pagar-lhe uma promessa havida faz tempo, lá pelas eras que já vão distantes e quase esquecidas, de um tempo que já nem me lembro mais, muito longe, no ano do mês de novembro de 2012. E você, na Quaresma, terá tempo mais que suficiente para pagar penitências, lendo a história do Dia do Cinco Vezes Dez à Sexta.

Darei uma prévia, agora, de mais ou menos como será sua estada aqui ao meu lado, no Blog Filosofix, nesta marca que acontecerá dentro de poucos dias.

Foi assim que prometi no passado remoto e assim será:


A anunciação da fábula do Lobo Descalço

Tem muita coisa que se diz a respeito de lobos. O Português correto até talvez fosse, no lugar de um tem, um há; mas como quando o assunto é com lobos não é bom fazer-se de rogado, lobos não gostam daqueles a quem se dirigem rogos ou pedidos e, muito menos, que lhes peçam com mais empenho; e assim, fica assim. É bom, portanto, começar com este aviso. O que direi, eu mesmo, sobre os bichos não é esse tipo de muita coisa que se diz, senão fica parecendo que é só um mais dizer. O que digo é sério demais.

O Lobo de Três Pernas at Blog Filosofix

(O Lobo de Três Pernas no dia de sua morte, aos 3 milhões de visitas ao Filosofix)
 

Fiquei assustado quando soube da existência deste que aqui vem morar, de onde meu velho amigo vivia, que era o tal Lobo de Três Pernas, de quem tinha muita coisa que se dizia a respeito, mas que somente eu falava o que realmente era de se saber. Dizem que o tal, o novo, é mais terrível que a criatura dos infernos, meu velho companheiro. A coisa é tanta que não há como falar dele na base do há e sim do tem. E como eu sempre faço do tem um há, tentarei dele contar, assim que souber de algo mais, na base do há e não do tem.

Pois disseram-se que tem um novo lobo dos infernos por aí. Digo eu: que há quatro patas nele, mas que não deixam saber quando deixa pegadas; se dizem que tem pisadas na mata, no barro, na lama, na relva ou na neve, não há marcas de patas de lobo. Falam por ouvir dizer que ele , e não tem, um nome dos quintos dos diabos, que todos se pelam mais que se apelavam quando ouviam dizer do dizer do Lobo de Três Pernas, que agora a coisa é bem pior: um tal de

Lobo Descalço.
 

Porque, se antes os focinhos farejantes e os olhos treinados não sabiam contar mais de três pegadas no chão dos desgraçados, agora os focinhos treinados e os olhos farejantes não conseguem saber que há, pois não tem, mais que simples pegadas que não sabem haver do quê. Sabem, mas sabendo pelo não saber, porque se as marcas de patas são de patas de bicho, de nenhum bicho conhecido pode ser, e como não sendo de nenhum só podem ser do tal enfernizado dos quintos dos diabos do desgraçado agora começado a ser conhecido como o tal do Lobo Descalço.

Uns dizem, e já começa a ficar de voz corrente, que o tal sanguinolento é filho do velho monstro comedor de safados, de corruptos ativos e passivos, que era meu amigo que já se foi desta para bem melhor, o Lobo de Três Pernas; o Lobinho que cresceu cuidado pela mãe Loba Magnífica, esta que fez história pois dela se sabia, através de minha boca e pena maldita, que mandava até no famigerado marido de Três Patas, como eu já dizia no passado: Em casas de machos poderosos, seguros e confiantes no amor, quem fala primeiro e por último é a fêmea absoluta!

Meu propósito será desfazer qualquer tipo de dúvida sobre o assunto, se for mesmo verdade que é filho de meu amigo.

Então, como ouvi dizer que tem muita coisa que se diz a respeito de lobos, comecei a por mãos à obra. Visitei umas pessoas que baixaram em mediuns e de cujos relatos era de assustar, não somente pelas agruras de que passavam na região dos malfeitores em espírito, nas trevas dos mais tenebrosos demônios a pagarem por crimes cometidos aqui na terra de ninguém; mas por seus relatos espirituais plasmados em medos avassaladores. Não satisfeito, busquei saber de seus parentes as ocorrências dos ocorridos. E, por fim, fui à toca da Loba Magnífica, não sem antes benzer-me como sempre fiz e entrar por lá pisando de fino como quem se equilibra em cascas de ovos. De lá, o que tenho a dizer que esperem meus amigos leitores curiosos e minhas amigas observadoras sagazes.

E, agora, acho que posso passar a contar alguns casos sobre esse tal do Lobo Descalço. Começarei assim:


Era uma vez um lobo que por aí andava, mas que cujas passadas não se podiam identificar como pegadas de lobo. Quem for bom na arte de ler, que observe bem as palavras grifadas. Seu nome? O Lobo Descalço.


Aliás, se eu fosse bem mais moço do que sou, no sentido de viver no tempo para trás do quando nasci, teria tido um amigo, com toda certeza, que não recusaria, jamais, minha amizade porque tenho juntado a Rosa e a Cruz. O Rosa. Foi mais conhecido também pela junção da Rosa ao Guimarães.

Deve ser uma coisa indescritível para um homem de verdade poder ser tratado por Rosa!

Eu diria a ele:

- Ô Rosa! Tu bem podias escrever este início de história para mim, de que há um lobo por aí que anda sem deixar marcas, conhecido por Lobo Descalço, pois tu és um pouco, para não dizer muito, melhor que eu nessa coisa de contar.

- Meu caro Rá! Pedes-me muito! O assunto é teu! Tu tivestes a honra de conviver com essa gente, não eu!

Tenho pensado nisto! O Rosa tratando-me por Rá!

Eu, por exemplo, sei mais ou menos o que é isto de um homem poder se dar ao luxo de ser tratado por Rosa! Porque meu nome, Ramiro, às vezes permiti que me incomodassem como um . Mas, cancelei tal honraria concedida, pelo fato de ter sido grotescamente traído, coisa que o Rosa não foi! , na verdade, era o nome do deus-Sol dos antigos egípcios, naquela época em que vivi, sendo eu pequeníssimo como sempre fui, vassalo ao lado de gente de grande porte como Moisés, Jethro e o próprio Akenathon, em pessoa ele mesmo, marido da gloriosa Nefertiti, senhora de todos os Rosacruzes, a mais bela entre as belas. Daí se vê que me sentia envaidecido, embora desmerecido por mim mesmo almejando tais alturas inatingíveis, tanto pelos deuses do Antigo Egito quanto por mortais que pudessem lá me colocar. Deixei pra lá, graças à bondade do verdadeiro Rá!

Na verdade verdadeira, até me daria ao luxo de desmarcar e demarcar essa conversa entre o tu e o você, entre o Rosa lá e o Rá de cá, porque entre os mineiros não é de bom tom ficar com isto de tu para lá e teu pra cá. Já se vai, de cara, tirando o A do para, para ficar pra. O uso do tu, na segunda pessoa, é muito pessoal, eu diria ao Rosa, lá nas bandas com sotaque de Uruguaiana, na terra do Quintana, que merece todo nosso respeito e que seria, bem mais que eu, amigo do Rosa até mandar parar os tus e os vocês.

- Vamos começar de novo, então, ô Rosa! ‘Cê bem podia escrever o começo desse conto pra mim, dum tal lobo dos infernos que pisa sem pisar e que pega sem pegar, mode que você faria bem melhor de relatar.

- Claro Rá! Com prazer! Como fiz com aquela menininha que não usava chapeuzinho vermelho mas Fita Verde, eu dizia assim: “Fita Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez. Gritou: Vovozinha, eu tenho medo do Lobo!…” Note bem as reticências, note bem! E esse tal lobo, o de sem sapatos, o tal descalço, ficaria assim o jeito de começar:

Era uma vez um lobo de andar pelas pegadas como se fosse possível ter juízo pela primeira vez. E era por isso que qualquer bandido gritava: Poderoso Chefão, eu tenho medo do Lobo Descalço!…”

O Lobo de Três Pernas at Blog Filosofix

(O Lobo de Três Pernas em sua morte, quando 3 milhões de visitas fizeram o Filosofix)
 

Gosto de pensar que se fosse amigo do Rosa, talvez do Quintana, um deles começasse assim.

- Seja como for, então ‘tá, Rosa! Muitíssimo obrigado!

Fica tudo pra próxima, Navegante. Vamos aguardar o que eu saberei a respeito do bicho dos infernos. Será que ele é parente do meu velho e saudoso amigo, o Lobo de Três Pernas?

postado por Ramiro Corrêa (18/11/2012)


É de ver, Navegante, o tom profético que deu de me dar lá nos esquecidos de novembro de 2012.

Então, por favor, confira, na coluna lateral, de minuto em minuto, daqui uns poucos dias, o Contador de Visitas do Blog Filosofix. Quando tal número chegar, daqui a mucado de tempo, 5.000.000 DE VISITAS, contarei, morrendo de medo do danado, a história do desgraçado, do Lobo Descalço, só pra comemorar.

Cinco Milhões de Visitas at Blog Filosofix

Obrigado por esperar.

postado por Ramiro Corrêa (14/02/2015)

Comments

comments





Recomendamos, fortemente, que você comente este post. Sinta-se à vontade.

Contudo, todos os comentários no Blog FILOSOFIX são moderados pelo ADMINISTRADOR. Contamos com sua COLABORAÇÃO. Obrigado.

Por favor, preencha o formulário abaixo e aguarde aprovação de sua opinião.


Comentários disponíveis para leitura.


Sem comentário



Nome (obrigatório)

Email (obrigatório - não será publicado)

Website

Compartilhe sua sabedoria - escreva seu texto abaixo

Current day month ye@r *