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O espelho e o corredor

Categoria: Crônicas | Comentários ao final (Leave your comments below)

Rua José Francisco de Paula, 65. Cheguei. Chaves na mão. Abri o portão lateral, andei um corredor que dá de frente a uma porta de vidro, grande, de correr. Abri, depois tranquei a porta. Dei de cara com a sala. Arrumada. Os sofás de frente um pro outro, com almofadas fofas, sem o menor sinal de que alguém os estava usando. O piano no canto esquerdo, meio de lado, com seus retratos em cima, parecia que olhava tudo o que acontecia. Caminhei em direção à porta que dava para a sala de jantar. Passei em frente à cristaleira. Nesse momento passou um automóvel na rua, com o som um pouco alto, fez vibrar a porta de vidro e as taças. Tomei meu rumo. Tudo no lugar. As cadeiras impecavelmente arrumadas, o relógio antigo na parede continuava a fazer seus tics e tacs, fortes. Virei e tomei a direção do corredor que separava os quartos do resto da casa. O primeiro cômodo à direita é o meu quarto. Da porta vi que estava como deixei. Não entrei. Dei mais um passo. A segunda porta à direita é o quarto de Titia.Tive medo de olhar o que tinha dentro, mas lá estavam os remédios, as pomadas, a cama e um retrato sorridente na parede. Entre essas duas portas tem uma parede estreita e nela um espelho. Me virei para essa parede. De onde me posicionei vi meu quarto à direita, o quarto de minha tia à esquerda e o espelho à frente. As portas da esquerda, da direita e o espelho, todos eles mostraram o reflexo de mim mesma. Foi então que eu me dei conta que a porta da esquerda era o reflexo de toda a minha vida.

Sabe, esses dias eu estava pensando, por quê eu ainda depositava esperança nas pessoas, por quê ainda eu acreditava na capacidade de amar e se entregar das pessoas. Foi quando eu lembrei que na porta da esquerda mora uma pessoa que amou. Simplesmente amou. Amou porque amava o amor. Amou da maneira mais pura. Nunca cobrou nada, nem se importou com julgamentos. Batia palmas e ria. E amava. E transbordava. E por isso que eu ainda continuo acreditando no amor, inclusive acreditando nas pessoas. Mesmo sabendo que pessoas assim são chamadas de trouxa. Porque é o que eu sou. Porque é o que eu quero continuar vendo quando eu chegar em frente a um espelho.

Postado por Marina Corrêa


Obrigado Titia! Foi uma honra, para mim, sua Madrinha e Nina!

postado por Ramiro Corrêa (11/07/2016)

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