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    • Guest_346 : AMIGOS
    • Guest_3786 : Ramiro: Gostei muito de seu post sobre a FELICIDADE. Já havia gostado muito da abordagem de Walace Rodrigues (13/05/2007) — adaptado e republicado em 24/01/2010. Como já me manifestei antes, admiro o seu trabalho e o do Prof. Romano. Vou ler e reler com mais calma, mas, sua menção ao "exato instante" foi muito correta. Pena que nem todos tenham FÉ.
    • Ramiro : Caro Polito, este problema é grave e não acho que está claro na ideia de "eudaimonia", em Aristóteles; e em Platão também; nem Kant. A eles faltou "viver" (ou calaram-se) a intensidade de quem sofre (ouso dizer) o elo entre felicidade e liberdade: o amor. Exporei meu ponto de vista sobre isto, conforme teu pedido. Ousarei mais ainda, para não cometer o erro que Nietzsche aponta, o de não ir além. Abraços :)
    • Guest_4044 : Ramiro: Além de gostar de ler as Fábulas do Lobo de três Pernas, desde há muito penso nas relações entre FELICIDADE & LIBERDADE. Foi por isso que li muito atentamente o seu texto "KANT E A EXISTÊNCIA DE DEUS ", que me levou ao outro texto "EQUAÇÃO HOBBESIANA DA LIBERDADE" . Sendo eu um Químico por vocação, tendo filosofar por "invocação" e gostaria de ler uma interpretação sua focalizando a sensação de FELICIDADE em termos de LIBERDADE INDIVIDUAL Isto poderia ser esclare
    • Ramiro : Lorena, clique na página de CONTATO, acima, no Blog. Eu não tenho autonomia para tanto, mas posso te indicar quem tenha. :)
    • Lorena Rassilan : Ramiro, é possível vc me conceder um estágio ou monitoria? A loja que eu trabalho vai fechar dia 1 de fevereiro, preciso de uma atividade que me dê condições de continuar a pagar minha faculdade. Me passe seu e-mail pra eu enviar meu curriculo. Bjos.
    • Andre : Caro Walace, vc comecou falando de um churrrasco, achei que iria nos convidar, a mim e ao Ramiro, para um churrasco na sua casa, com comes e bebes (de preferencia boa comida e boa comida), e tudo por sua conta. Vc parou de escrever, mudou abruptamente de assunto, que isso, nao seja assim, pode continuar com a ideia. Ficamos na espera da data, ja q falou em churrasco, agora so falta o convite, e claro, comprar as coisas, eu e o Jr. vamos dar a nossa inestimavel presenca. :-)
    • Ramiro : Vocês são dois malucos. Não sabem nada sobre Hegel. O único ser vivo que conhece Hegel sou EU! Eu fui, na encarnação passada, fabricante do giz que Hegel usava pra escrever suas lições no quadro negro, em Jena! :) Ah: vocês dois nao conhecem Hegel! :) E vem Walace dizer que está em boa companhia dos incautos? ahhhhh
    • Walace : André, mudando de assunto, já faz muito tempo que não fazemos um churrasco :) E continuando a frase anterior: - Meu filho, então por favor me ensine! Eu tento entender aquele homem faz anos e nunca consegui. ;) Depois dessa só falo alguma coisa pelo que não disse o Wit.: - Quando não se pode calar, deve-se falar. Assim, resta cruzar os dedos e com um pouco de sorte não falaremos bobagem. Um grande abraço
    • Walace : André, isso foi provocação do Ramiro :) Não sou tão irritadiço assim. Também sei que não conheço nada de Hegel, mas como parece que ninguém mesmo conhece muito então estou em boa companhia. Por acaso me lembrei agora de um episódio que aconteceu com o Padre Vaz, de boa memória, quando num simpósio um palestrista disse nos bastidores que levou muito tempo para entender Hegel, e o bom velhinho respondeu com a sua humildade peculiar: - Meu filho, então por favor me ensine! Eu tento e
    • Andre : te prossegue. Ele deve estar lá consultando os livros dele, no quarto, escuro, passando um calor desagracado, mas compenetrado, posso me representar aqui a cena. :-) Um abraco ao Walace, ha muito nao o vejo.
    • Andre : Como assim, nao entendi. Nao quero irritá-lo, de modo algum. O meu artigo tem apenas o intuito de entender o argumento, eu nao apresento tese, como ele faz no artigo dele. Nao sei se seria possível se deter ao texto do autor, bem devagar, com a paciencia que os conceitos exigem. Qdo as teses as teses sao apresentadas de modo muito generico, com referencias e ligacoes muito distantes, aí tenho dificuldade. Mas vou parar de falar, senao acabarei irritando o Walace. :-)))) Vamos ver se esse deba
    • Ramiro : André, o Hegel é muito doido! :) Se você quiser implicar nosso amigo Walace, escreva algo contra Hegel... :) e se quiser deixar encucado o Walace, escreva algo a favor de Hegel :) Tanto faz, é só pra deixar Walace nervoso!!! E os amigos do Filosofix que quiserem, que se aventurem também. Abraços :)
    • Andre : Jr, postei um trabalho antigo, espero que possamos com ele aprofundar o debate. Sinto falta de continuar debates sobre determinados temas, pq, como vc sabe, leva tempo para se instruir. Então, peço para que comente meu poste, e assim, eu, vc e o Wallace, e claro, outros amigos, que nós possamos continuar, seguir o fio condutor deixado pelo Wallace. A alteração dos temas vai fluir livremente. Abraços
    • Ramiro : Oi Lorena. Feliz Ano Novo pra você também. Manda um beijo pra mamãe. Que nada!, isso de manual da vida não tem segredo (e tem): olha lá na frente, põe a história na mão e segue com prudência e sua ternura de sempre. :)











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Diógenes de Sinope (412 ? - 323 a.C.) foi um filósofo não tão simples quanto possa parecer.

Diógenes era O Cínico.

Mas, quanto a isto, não vou me alongar, porque o amigo leitor pode muito bem dar uma busca na WikiPedia (Diogenes of Sinope, link AQUI) e consultar a respeito da filosofia proposta pelo Antigo.

Há uma passagem, contudo, que merece ser relembrada: conta-se que, certa vez, o poderosíssimo Alexandre o Grande, senhor de todas as terras gregas por ele invadidas, aproximou-se de Diógenes e disse-lhe algo assim:

- Peça-me o que quiseres, ó Diógenes.

Ao que o Cínico retrucou:

- Afasta-te do meu Sol!

Possivelmente, dirão alguns, ele estava simplesmente relaxando à luz solar matinal, em completa preguiça. Outros, contudo, notarão que Diógenes quis dizer a Alexandre algo mais profundo, como:

- Vás embora daqui, desta minha Grécia que representa minha luz, meu Sol.

Ou, melhor ainda, rodeado de cães, Diógenes a dizer:

- Vá plantar batatas! Vá procurar sua turma, Alexandre. Vá cuidar da sua vida e não encha a paciência de homens que se querem livres!

Ou, simplesmente:

- Vá pr’o inferno, Alexandre!

Seja como for, este foi um encontro entre dois chefes de Estado: um, Alexandre, o estadista das truculências; outro, Diógenes, o estadista de si mesmo.

O leitor amigo haverá de encontrar significados múltiplos para as atitudes de Diógenes de Sinope e saberá, da mesma forma, dar-lhes atualidade plena.

Dito isto, passemos a outro ponto.

Estava eu, hoje, a estudar com o amigo Walace (do Blog Filosofix II - link de acesso à direita), algumas frases do idioma Alemão.

Você não pode imaginar, prezado (a) leitor (a), como é sofrido para nós, Walace e eu, em idade já bem avancada (!), tentar aprender uma língua estrangeira. Resulta disto que ficamos, o tempo todo, “cavucando” o sentido de palavras e expressões e, além do mais, uma de nossas melhores diversões (coisa de loucos) é tentar compreender como é que eles (os alemães) ordenam suas frases e, daí, como é que iniciam o processo do pensar.

E o que isso tem a ver com Diógenes de Sinope?

Calma…

Acontece que nós esbarramos numa das liçoes do Curso de Alemão pelo Rádio da Deutsch Welle e Instituto Göethe. Numa lição, cujo título é “Das sollst du nicht!” estuda-se a aplicação dos verbos sollen (dever) e müssen (ter que).

Por exemplo, ensina o curso, “quando alguém não deve fazer algo”, expressa-se assim: - “Das sollst du nicht!”

Ou, se você quiser perguntar quanto tempo alguém tem que trabalhar, pergunta-se assim: - “Wie lange musst du denn arbeiten?

Estávamos em um clube de campo, sentados à mesa situada ao lado de uma quadra de tênis, às elf Uhr (onze horas). A manhã estava um pouco fria, para os padrões daqui da terra (uns 20 graus Celsius); sentados à sombra de várias árvores, livros sobre a mesa, incomodados pelos sons do vento, das aves e mais nada.

Entre mil conjecturas sobre o “sollst du nicht” e o “musst du denn arbeiten“, então, do nada aconteceu o inesperado.

Apareceu, não sabemos de onde, um cão preto, desses vira-latas. “Calado” e silencioso, ele procurou uma nesga de luz solar, a uns dois metros de nós e, preguiçosamente, deitou-se; fechou os olhos; respirou profundamente; e parecia dormir na maior tranqüilidade que um bicho possa ter…

Mas aquilo me incomodou! Como é que pode? Que atrevimento!

Olhei para o cão preto e ele nem se dignou devolver-me o olhar. Ali estava, ali ficou.

Meu amigo riu desbragadamente com a cena entre o cão, eu e minha expressão de descontentamento. Mas, nem assim, com aquela risada ofensiva, o tal do cão preto se incomodou.

Acontece que o bicho exalava um leve mau cheiro, seguramente fruto de sua vida repleta de lascívia; o que me incomodou mais ainda.

Não tive dúvidas: levantei-me e disse ao cão:

- Chiiiiti… vá embora!

- …

Ele nem respondeu. Deitado estava, deitado ficou.

Eu, então possuído por demônios miseráveis, fiz menção de tomar da cadeira (daquelas de plástico branco, próprias para clubes) e afugentá-lo às cadeiradas, batendo o pé no chão como um perfeito idiota!

Pois não é que o bicho virou a barriga para cima, olhou-me atentamente, e não demonstrou a menor intenção de sair dali?

Eu hesitei…

Meu amigo, rindo mais ainda que antes, exclamou:

- É o Diógenes! Você não ‘tá entendendo que ele ‘tá te dizendo pra você não encher o saco dele? Que é pra você afastar-se do Sol dele?

Meu caro! Minha cara!

Pensando que eu era o Diógenes, vi-me no papel oposto. Senti-me um tirano, um verdadeiro Alexandre Magno, um verdadeiro imbecil metido a tocar dali seres vivos.

Que vexame! Ainda bem que a cadeira tornou-se mais pesada que uma tonelada possa ser.

Walace emendou:

- Das sollst du nicht!

A manhã continuou preguiçosa, como nosso estudo de Alemão e o cão preto ali deitado.

De vez em quando, nós olhávamos o bicho lá deitado ao Sol; e sabe qual era a resposta dele?

Levantava a cabeça, olhava-nos com a expressão mais cínica que um cão possa ter e voltava às suas reflexões (kantianas?) possíveis, acerca do sentido de sollen e müssen.

Voltamos para a cidade por volta de meio-dia e meio.

Na despedida, o Cão Preto dignou-se levantar a cabeça… tenho certeza absoluta, como sei que vou morrer um dia, que ele, o Cão Preto, lançou-me um sorriso cínico:

- Afasta-te do meu Sol! Se quiserdes compartilhar dele, eu até aceito ouvir tua ignorância e tuas risadas… mas seria melhor teu silêncio!

Como não podia deixar de ser, Walace e eu terminamos a manhã discutindo se existe ou não re-encarnação, se é possível humanos voltarem em outras vidas como bichos… ou se nós somos os bichos para eles.

Foi u’a manhã estupenda, repleta de lições de moral, que as recebi de bom grado.

Aliás, talvez eu tenha mesmo conhecido Diógenes de Sinope, em pessoa, digo em alma, hoje mesmo!

Acredite se quiser!

Ramiro (15/06/2007)





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