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Kant e a existência de Deus

Categoria: Artigos | Comentários ao final (Leave your comments below)

Este problema não foi exclusivo de nenhum filósofo da “Companhia dos Pesos-Pesados”. Nem Anselmo, nem João Duns Scoto, Tomás de Aquino, Ricoeur, e até mesmo os lógicos como Gödel. A análise apresentada por este último não deixa de ser fundamental, tanto para provar a existência quanto a não-existência de Deus. E, além do mais, há aquele célebre “senão” ao raciocínio de Santo Anselmo sobre partir para a prova de Deus pela suposição de Sua existência.

Das objeções feitas a Anselmo, há uma que não é bem uma “objeção”, senão que, penso eu, trata de uma “correção” à pretensão da prova da existência de Deus. É de se ver que, do ponto de vista lógico, mais importante que a existência de Deus é, propriamente, a “prova”.

A coisa fica mais ou menos parecida com aquele senhor adoentado e aposentado que pretendia receber seus benefícios do Seguro Social; e o atendente exigia que houvesse “provas” de o aposentado estar vivo, num diálogo absurdo:

- Para receber seus benefícios, o senhor “tem que provar” que ‘tá vivo!

- Mas como? Olha eu aqui! Não ‘tá vendo que eu ‘tô vivo?

- Vendo eu ‘tô! Mas cumé que o senhor pode provar que ‘tá vivo?

É mais ou menos esta a questão: se Deus existe ou não, não importa; o que interessa é a “prova”!

Eis que surge Immanuel Kant com uma “objeção” que pontuo como fundamental.

Vejamos isto, um pouco mais de perto, na filosofia (que acaba e deságua na moral), em Kant. Para os “inexperientes” leitores do sábio senhor de Könnigsberg (e eu me incluo neste rol), vale a pena um pouco de diversão em certas passagens. Então, vamos com calma, “sem pressa nem pausa”.

A questão da vontade, a partir da Crítica da Razão Pura (obra máxima de Kant, em meu modo de ver), envolve uma estrutura geral das faculdades do ânimo (Gemüt), da sensibilidade (Sinnlichkeit), do entendimento (Verstand) e da razão (Vernunft). No pano de fundo desta estruturação kantiana, parece que não é absurdo dizer que há, aí, uma antropologia, seja explícita ou implícita.

Na verdade, um esquema bem simplificado poderia dar-nos ideia de como, a partir do que, e por onde começar:

Na subjetividade há três grandes divisões, como segue, em Kant:

->SENSIBILIDADE –> (correspondente às categorias de Tempo e Espaço)

-> ENTENDIMENTO –> (que é metafísico, transempírico)

-> RAZÃO –> (também metafísica, transempírica)

Para começar, é preciso observar, destas característcas da subjetividade, que as condições não estão nos objetos nem nas formas, para Kant; mas estão no sujeito.

O que isto quer dizer? Apenas uma simples e singela espécie de “revolução copernicana” na filosofia; simplesmente isto. Noutras palavras, Kant impôs-nos a ideia de que a mente não é uma folha em branco capaz de receber impressões e, mais ainda, que nem o conhecimento é passivo, ou seja: o conhecimento é resultado de uma articulação A PRIORI (que são as faculdades) e o elemento A POSTERIORI: melhor dito, o conhecimento é essa construção.

Sendo assim como diz Kant (salvo engano nosso), temos:

EM PRIMEIRO LUGAR: que NÃO EXISTE TEMPO E ESPAÇO fora do sujeito transcendental;

EM SEGUNDO LUGAR: que o ESPAÇO e o TEMPO não são empíricos, isto é, o tempo é uma forma pura a priori.

Como entender isto, ou pelo menos tentar entender?

Imagine uma torre com uma antena captando sinais (com um pouco de esforço, você pode imaginar essa “coisa” aí abaixo como se fosse uma torre de captação de “sinais”):

A SENSIBILIDADE
 
    |-{…o0)))))             (Observe que a antena capta o objeto)
   |        < -------- objeto
  | -----> sensação
|

Observe, também, que este “captar” do objeto só pode ser feito no tempo e no espaço, que afinal estão, antes, no sujeito. Note que o TEMPO não está no objeto. Note que o ESPAÇO não está no objeto. Note mais, que TEMPO E ESPAÇO são FORMAS PURAS DA SENSIBILIDADE dentro do SUJEITO.

Em outras palavras, se um sujeito nasce sem estas DUAS FORMAS PURAS (tempo e espaço), ele não terá condição de “captar” os objetos. Portanto, as DUAS ÚNICAS FORMAS PURAS da SENSIBILIDADE são as categorias A PRIORI de TEMPO E ESPAÇO.

Para ser mais explícito que a “explicitude”: está dentro de VOCÊ a noção de TEMPO e ESPAÇO. Por exemplo, quando eu era menino, as ruas, os passeios, o jardim de minha casa, pareciam bem maiores do que hoje os vejo; pior que isto: pareciam bem mais “novos”. A noção de tempo e espaço estabelece uma equação da liberdade, se quisermos dizer assim.

Não foi à tôa (atado ao cais) que Thomas Hobbes citou, no Leviatã (cap X), logo ao começo, aquela experiência de Galileu sobre a equação da velocidade:

Delta V = Delta S / Delta T

Isto é: a velocidade é diretamente proporcional ao espaço e inversamente proporcional ao tempo; quanto maior o espaço, maior a velocidade. Foi o que afirmou (e provou) Galileu.

No caso de Thomas Hobbes, Navegante, substitua a VELOCIDADE pela LIBERDADE e você terá uma linda equação, assim:

Delta L = Delta S / Delta T

Noutras palavras hobbesianas: a LIBERDADE é diretamente proporcional ao ESPAÇO – quanto mais espaço, maior a sensação de liberdade; e a LIBERDADE é inversamente proporcional ao TEMPO – quanto menos tempo, maior a sensação de liberdade.

Imagine, pois, um homem no espaço infinito do oceano e terá a noção de liberdade quase infinita deste homem; imagine, também, um homem no “corredor da morte” vendo sua pena chegar – quanto mais próxima a morte, maior será o desejo de liberdade!

Para ler mais a respeito, veja o post no Filosofix – A equação hobbesiana da liberdade – aqui.

Assim, se é que pude expor meu ponto acerca disso, de Kant afirmar que as categorias de TEMPO e ESPAÇO estão dentro do SUJEITO e não no OBJETO, eu seria até capaz de jurar que Kant leu, com muita atenção e até prazer, nosso estimado inimigo de Aristóteles, o célebre Thomas Hobbes.

Prosseguindo, e observando, um pouco mais aquela “antena” acima…

Perceba algo além – ponha as mãos sob o queixo, assuma aquela postura do Pensador, de Rodin – e reflita:

- O TEMPO é parado! Na verdade, a noção de ANTES E DEPOIS vem da SENSAÇÃO, simplesmente porque NÃO EXISTE tempo e espaço no objeto (estão no sujeito que recebeu as impressões).

Você pode objetar agora e afirmar – como aquele senhor aposentado implorando pelos serviços deficitários da Seguridade Social:

- Mas eu envelheço, caramba! Como o tempo pode não existir se eu estou assim, no rumo da morte certa? Mas que besteira, isso de dizer que tempo não existe!

Bem… eu concordo! Também já estou mais “pra lá do que pra cá” do quinto dos infernos! Contudo, se pensarmos bem, minha mente continua, digamos assim, inteirona! Sacou, bicho? Numa boa, falou? Para ser franco, cá entre nós, acho – apenas acho – que minha mente não envelheceu (e nem nasceu, se quisermos ir além); na verdade, ela somou um monte de informações, descartou outras tantas e, no fim das contas, permanece a mesma. Até faço disto uma relação com a “ipseidade” tanto afirmada na filosofia de Paul Ricoeur, mas isto é outro assunto.

Seja como for, para a pergunta – Mas eu envelheço, como o tempo não existe? – projete-se para DENTRO de si mesmo e veja-se NÃO COMO um OBJETO; e aí sim, você verá que TEMPO não existe no objeto. Talvez você não entenda Kant, depois disso, mas terá uma boa ideia do que dizem alguns “sábios orientais”… e não estou afirmando que Kant era, por exemplo, um Budista!

Continuemos, porque a questão não é o TEMPO, propriamente.

Porém, diz-nos Kant, com muita prudência, que não basta “intuir” o objeto, porque é necessário PENSAR o objeto intuído.

Genial, não? E como se faz isso? Ou, noutras palavras, como nós fazemos isso a todo instante, já que estamos diante de infinitos objetos “o tempo todo”?

Eis que Kant solta uma bomba atômica e afirma: os elementos puros A PRIORI para PENSAR os objetos estão numa “coisa” que atende pela alcunha de LÓGICA TRANSCENDENTAL e está dividida da seguinte maneira:
 
                                    ESTÉTICA TRANSCENDENTAL (aquela do TEMPO E ESPAÇO)
                                                        |
                                                        |
                                    LÓGICA TRANSCENDENTAL
                                                 /              \
                                                /                \
    ANALÍTICA TRANSCENDENTAL     DIALÉTICA TRANSCENDENTAL

A ANALÍTICA diz respeito ao ENTENDIMENTO e a DIALÉTICA diz respeito à RAZÃO PURA.

Agora veja como as “coisas” funcionam, segundo Kant: os “elementos” recebem o nome de CATEGORIAS e os “conceitos” (ou formas) são as “coisas” PURAS A PRIORI.

Então, a relação entre CONCEITO e OBJETO fica assim:

    CONCEITO ——-> (intuição) < ------- OBJETO

Há, aí, uma relação de mediação (um ELEMENTO INTERMEDIÁRIO) e isso implica que o ENTENDIMENTO e a RAZÃO não podem intuir, porque são discursivos.

Se Hume disse que "pelo hábito, percebo a relação", nada garante que isso se repita. Mas, então veio Kant e deu a "pancada" final no problema da "garantia de repetição":

- PRIMEIRO, que Hume está certo ao dizer que o conceito "causa-efeito" é CONTINGENTE;

- SEGUNDO, que, logo, a tal da "garantia" não é oriunda do objeto, mas de uma forma PURA A PRIORI do ENTENDIMENTO...

Noutras palavras: onde eu busco "garantias"? Ou "provas"?

Isto é, introduz-se um elemento "não-empírico", para uma certa necessidade e uma certa universalidade.

Traduzido: EU CONCEDO AO OBJETO A UNIVERSALIDADE DELE!

Se o leitor quiser, pode extrair daí uma outra "lei kantiana" que é a seguinte:

- As condições de se fazer ciência estão NO SUJEITO e NÃO NO OBJETO!


Até aqui, já há pano para manga e uma infindável discussão de fritar ovos na cabeça!

Porém (como tudo tem um porém)…


Há um uso ILEGÍTIMO (incorreto) da CATEGORIA de “causa-efeito”, que é quando a uso em um OBJETO que não é empírico. Por exemplo:

DEUS!

Eis a questão, e agora Kant bate de frente com Anselmo.

Deus é a causa e o ser humano é o efeito?

Do ponto de vista da RAZÃO TEÓRICA, essa relação é ERRADA, porque o conceito de causa é referido a um objeto – no caso, DEUS – que não é intuído no tempo e no espaço.

Eu até posso pensar DEUS, mas não posso intui-lo, pois somente quando ligo INTUIÇÃO –> CATEGORIAS, é que tenho CONHECIMENTO CIENTÍFICO, isto é, SÍNTESE.

Aqui, podemos encontrar uma certa DIMENSÃO ÉTICA que se dá na passagem do ENTENDIMENTO à RAZÃO (sugiro que o leitor pare aqui e tente refletir no que acabo de dizer – não há tempo, neste nosso artigo, de avançar nesta questao específica).

Sendo assim, para Kant, na RAZÃO os conceitos (ou formas) PUROS A PRIORI são as IDEIAS. Daí sai que a RAZAO enquanto produz SILOGISMOS, produz IDEIAS (que são objetos não empíricos) e elas são três, basicamente:

a) IDEIA DE DEUS

b) IDEIA DE MUNDO

c) IDEIA DE ALMA

As três como “totalidade”.

Tais “conceitos” estão no SUJEITO TRANSCENDENTAL e podemos notar que os objetos indicados por IDEIAS, acima, NUNCA – mas NUNCA MESMO – poderão ser intuídos.

E Zé Fini!, como já disse nosso autor sobre Gödel.

Mas, porém, contudo, todavia, se não posso “perceber”, então não poderei fazer ciência dos objetos apontados pelas IDEIAS. Ou seja: NÃO POSSO FAZER CIÊNCIA SOBRE DEUS!

Noutras palavras, kantianas digamos assim, POSSO ATÉ PENSAR DEUS, MAS NÃO POSSO CONHECER DEUS, posto que ELE somente se apresenta a mim no PENSAMENTO.

Sendo assim como queria Kant (salvo engano, repito), o SUJEITO TRANSCENDENTAL não é a alma, mas algo relacionado ao máximo de subjetivo na subjetividade, que tenho na alma.

E nisso vai o que há de mais INCONDICIONADO NO MUNDO COMO TOTALIDADE…

E, dessa maneira, a condição SUPREMA é a IDEIA DE DEUS – o ÁPICE – que é o INCONDICIONADO SUPREMO ABSOLUTO.

Chego a Deus pelo PENSAR, mas não posso conhece-Lo!

É claro que Kant continua e há ainda muita água para rolar por baixo da ponte: sobre os elementos regulativos, sobre a produção do conhecimento enquanto construção (Erzeugen), sobre as intuições puras, sobre o fenômeno, até cairmos na vala da terceira antinomia da razão, se no mundo existe apenas a causalidade segundo as leis da natureza, se há uma causalidade mediante liberdade, e assim por diante, até o famoso DEVER-SER (Sollen) como expressão da “liberdade moral” kantiana.

Não é o caso de continuarmos agora.

Bem, estimada (o) Navegante: talvez isto ajude na leitura do pensamento e do TEOREMA DE GÖDEL, apresentado aqui no Filosofix no post anterior. Uma coisa, no entanto, é certa: ao que me parece, não convém – talvez – uma aventura pelas praias gödelianas e anselmianas sem ter ao lado um outro tratado, um tanto “rudimentar” (para ser ironicamente socrático), chamado Crítica da Razão Pura, deste formidável senhor que atende pelo nome de

Kant at Blog Filosofix

Immanuel Kant
 

Boa sorte!

De toda maneira, penso que Gödel está perdoado se não leu (suponho eu), ainda que mal lido (como eu), a Crítica da Razão Pura, de Kant. Se bem que há matemáticos que ainda insistem em encontrar uma sequência que se repita para o PI… da mesma maneira que há lógicos que teimam – a contragosto da exposição de Kant – em encontrar uma “prova” para a existência de Deus.

Suprema VONTADE DE POTÊNCIA! Deus até poderia tirar férias…

Kant at Blog Filosofix
 

postado por Ramiro Corrêa (18/01/2010)





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6 comentários

  1. Albert Guedes on Junho 5, 2011 3:06 am

    Bom, é mais um motivo pra encontrar a Deus empiricamente.

  2. Ramiro on Junho 6, 2011 10:54 pm

    Possivelmente!!!

    Entendo sua objeção!

    Grande abraço,

    Ramiro

  3. Claudio Carvalho on Agosto 3, 2011 7:09 am

    Primeiro, gostaria de felicitá-lo pelo artigo. É clara e didática a sua forma de escrever. Sou professor do ensino médio de Filosofia. Apesar do tempo de formado (sou da turma de 1993 da FFLCH-USP) e pelas constantes leituras, tenho encontrado sérias dificuldades em explicar aos meus alunos certos conceitos e ideias da Filosofia. A questão da prova da existência de Deus é uma delas. Mesmo lendo o seu artigo, ainda vejo impedimentos para explicá-lo a alunos do 9º ano. Aquele velho dilema ainda persiste: a linguagem filosófica deve “descer” ao nível ao senso comum? Por que o contrário me parece cada vez mais distante, considerando as dificuldades de teorização e abstração desses jovens tão ligados ao imediatismo materialista. É frustante e extremamente desgastante o esforço para alcançar a compreensão e interesse deles, sem se obter resultado algum.
    Desculpe-me pelo desabafo, mas o senso comum se tornou um inimigo muito forte para o pensamento racional.

  4. Ramiro on Agosto 3, 2011 2:16 pm

    Prezado Cláudio,

    Compreendo seu desabafo. O problema das aulas é mesmo complicado. Não sei se posso sugerir a você um método, cada um é cada um diante do “palco”, mas meu método é o seguinte:

    - Observando algumas aulas nos EE.UU, lendo a respeito, pude notar que inclusive na universidade o pessoal de lá nao se cansa de dar exemplos do cotidiano. Mesmo com KANT que odiava exemplos.

    - Então, não há uma frase que eu diga, ou dite, ou leia, no ensino médio ou na universidade, que não venha seguida de um exemplo da vida diária. Qualquer situação. De preferência algo engraçado, ou situações de dilema mesmo, Por exemplo: “Dá aí um exemplo do que você entende pela palavra representação quando Kant diz que a FACULDADE DE DESEJAR É O PODER QUE ELA TEM DE SER CAUSA DA REPRESENTAÇÃO DA REALIDADE DO OBJETO”.

    O garoto sempre se enrola. Passamos a discutir o que é representar, mímesis, imagem, eidós, forma. Então, o aluno “brilhante” diz: – Por exemplo, eu saio pra representar a escola na cidade vizinha”. Eu respondo: – “Muito bom, tem vida inteligente na sala. Mas, me diz: me dá um exemplo de você representar ALGO PRA VOCÊ MESMO”. Aí, o bicho pega. Então, começam aquelas brincadeiras do tipo: vou representar uma mulher bonita e nua, quando eu for ao banheiro……”. Então, outro já começa com gracejos sobre masturbação!!!!

    É o ASSASSINATO DE KANT! Concorda? Mas, enfim…

    Até que alguém entenda que a faculdade de desejar é CAUSA DA REPRESENTAÇÃO do objeto de desejo, que resulta em PRAZER.

    No fim da aula, até acontece de alguns alunos pensarem em levar a Crítica da Razão Prática debaixo do braço, quando forem sair com a namorada no fim de semana, de noite, depois da meia noite!!!

    A junção do OBJETO com a REPRESENTAÇÃO DO OBJETO.

    E vem aquela pergunta fatal: Tua namorada é objeto?

    - Ah é!

    As meninas ficam revoltadas. E KANT passa a fazer parte da discussão moral, do nada…

    Algum tipo de milagre, eu acho. KANT que me perdoe, mas sem dar exemplos do cotidiano, fica difícil. E eis que surge o problema final:

    - Como dar exemplos sobre a razão pura a priori??????????

    Bem, se KANT pensou (ou intuiu isto), por que não os alunos não possam? :)

    Agora, caro amigo Cláudio: pense em como fazer isso com HEGEL, com NIETZSCHE, com RICOER.

    Com HOBBES é facílimo!!! Com Aristóteles é muito fácil (a teoria das virtudes é um prato cheio).

    Talvez não sejamos professores, mas um tipo de orientadores. Se conseguirmos fazer com que entrem num texto filosófico como Platão sugere, teremos conseguido nossa meta. Veja, aqui no Filosofix, um artigo meu sobre o PUNTHANESTE OUK AMELETÊTOS EINAI.

    Mas, te garanto: toda noite faço uma oração a KANT e cia bela, pedindo perdão!! :)

    Grande abraço, obrigado pelas gentis palavras e escreva aqui no FILOSOFIX, quando quiser.

    Ramiro.

  5. Leon on Setembro 20, 2011 10:31 pm

    E isso é bom ou ruim para os cristãos?Não entendi quase nada hehe.

  6. Ramiro on Setembro 20, 2011 11:17 pm

    Costuma ser ruim para certos cristãos, porque parece que Kant quer dizer que basta agir segundo a LEI MORAL para ser. Em outras palavras, o sujeito que age segundo a lei moral não precisa ficar pedindo o tempo todo umas graças ao bom Deus!!!!

    Ramiro.

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