Bio



9 de setembro de 1956, em Formiga, MG, virginiano com ascendente em Capricórnio. Fotos de meu album podem ser encontradas em IMAGENS, aqui no blog.

Para quem gosta de ler curricula, o meu está na Plataforma Lattes.

Antes de enveredar pelos caminhos da filosofia e da psicanálise, já havia me acostumado às trilhas também tortuosas da informática e análise de sistemas, de onde extraí aquele sentimento de conhecer a sensação da incompetência, minha, antes da descoberta. Eu não sou mais, pois, uma espécie de anão que jogava xadrez para algumas reflexões de Walter Benjamin. Por falar nisso, também estudei um bom bocado de Xadrez, o que deu em nada, quando joguei no Clube de Xadrez São Paulo por volta dos anos 80. O único sutil resultado foi o de sempre buscar a melhor resposta (ou pergunta) em meio a várias boas e numerosas ruins.

Se foram boas ou ruins, as minhas experiências, nunca saberei quais outras devia ter tido, mas posso garantir que me arrependo de não ter lido Proust, assim como não conheço Ouro Preto em Minas Gerais. Dois pecados capitais.

Hoje vejo que meu piano é como minha psicanálise: não foram feitos e nem existem para salas de visitas: só para aqueles e aquelas que queiram dizer de si a mim, e vice-versa.

Quanto ao mais, isso de falar de biografia é só para gente importante. Estou pensando em escrever uns livrinhos de filosofia para adultos amadores (talvez venham a ser editados em 2014); e outros de psicanálise para menores profissionais; quando encontrar um editor suficientemente desarrazoado, prometerei a ele morrer cedo para valorizar a obra.

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O Blog Filosofix dirá mais sobre mim, que eu possa dizer aqui. Ele é o recanto do si-mesmo como um outro, para empregar uma expressão bem ao molde de Paul Ricouer, um de meus filósofos prediletos. No Filosofix, não é outra a intenção senão a de buscar uma identidade na mudança – uma espécie de ipseidade que agora se instala na web (virtual). Note: se aquela ipseidade já era algo quase inaudito, anunciada lá atrás por João Duns Scoto e retomada por Ricoeur, agora ela ressurge na web (com o nome de Blog!), é dizer:

- para nós, Blog é nickname da ipseidade. Uma identidade na mudança: malgrado o tempo e o espaço – e acrescentamos, também a web -, continuamos os mesmos naquela parcela que nos dá a marca registrada.

A imagem do diálogo Fedro apresenta-se agora. Naquela passagem onde Toth oferece a escrita a Tamuz, que a recusa (Fedro, 274-e e ss); ao mesmo tempo, no mesmo diálogo de Platão, por outro lado, a imagem de Sócrates a lembrar Fedro sobre os oráculos feitos por um carvalho, em Dodona:

“Sócrates – Dizem, caro amigo, que os primeiros oráculos no templo de Zeus, em Dodona, foram feitos por um carvalho! É evidente que os homens daquele tempo não eram tão sábios como os da nossa geração e, como eram ingênuos, o que um carvalho ou um rochedo dissessem tornava-se muito importante, conquanto lhes parecesse verídico!” (idem, 275-c)

É só tomar cuidado nisto e entender o significado do que ensinou Sócrates.