Estamos fundando o Instituto EΠIC: Ethics & Psychoanalysis Institute of Consultancy. Nossa missão é bastante clara: mudar mentes (changing minds) nas Empresas e, sobretudo, em pessoas humanas para uma nova ética do milênio.

Este assunto, uma nova ética do milênio, não é uma pretensão desmedida e inatingível; em nossa visão, o terreno fértil para tal mudança na sociedade começa pelo trabalho e, portanto, nas grandes corporações empresariais.

Passa fundamentalmente pelas corporações e pelo empreendedorismo, porque o binômio investimento – trabalho é a chave de uma sociedade fortalecida e consciente de suas responsabilidades. Em qualquer nação estável do mundo, a economia deve se preocupar com “o que produzir para satisfazer as necessidades de todos”, conforme ensina a Escola Austríaca de von Mises e outros.

Isto, porque há uma dependência e uma reciprocidade do trabalho e da satisfação das carências subjetivas de cada pessoa humana e de todos os outros indivíduos na sociedade entrelaçada.

O entrelaçamento da dependência de todos por todos é, sem dúvida alguma, uma riqueza patrimonial universal permanente. Cada pessoa humana tem a possibilidade de participar na formação e na habilidade de si mesma e de todos, para assegurar a subsistência, graças ao seu trabalho que conserva e aumenta a riqueza geral, já nos disse e ensinou G. W. F. Hegel em seu texto de A Sociedade Civil-Burguesa (par. 199).

Isto é responsabilidade social integral.

A atividade empresarial é base para tanto. A possibilidade de participação na riqueza patrimonial universal está intrinsecamente vinculada, condicionada, à riqueza particular. Em nossos dias, neste Século XXI que avança cuidadosamente, a luta pela existência do indivíduo – como de resto da existência do estado e das empresas – exige a consideração de igualdade social, de batalha constante contra a desigualdade (os princípios da Igualdade e da Diferença de John Rawls são relevantes).

Mas falamos de igualdade e desigualdade nas habilidades profissionais / intelectuais e, também, nas habilidades éticas.

Queremos contribuir para que, Empresários e Colaboradores (também pessoas humanas), se prepararem para esses novos desafios éticos. Mas não falamos de uma ética entendida pelo senso comum; queremos trazer ao empreendedorismo uma ética verdadeiramente elaborada e consagrada nas academias e que, acima de tudo, seja utilizada como ferramenta de trabalho, tanto para a vida pessoal quanto para a vida profissional.

Nossa visão, do Instituto EΠIC, é a de que nem todos os caminhos indicam que empresários e colaboradores estejam apenas voltados para o lucro, o sucesso financeiro e de mercado de suas empresas.

Ao contrário, os seres humanos, entre esses os empresários e seus colaboradores, buscam a felicidade integral.

Desse modo, estamos dispostos a mudar mentes e prepará-las para este século. Na vida, assim como sobretudo no trabalho, o ideal é o melhor para todos, o que os gregos antigos chamavam de Eudaimonía. Mas, não é possível atingir tal meta sem a utilização de uma ética universal absoluta: e muitos são os que nunca utilizam a Ética como ferramenta de processo produtivo.

Nossa intenção, em Consultoria Ética e Psicanalítica Empresarial, nasceu motivada por esta constatação: de que, nas empresas, não se deve buscar apenas ganhos financeiros, porque o fim último de todos, em qualquer ambiente sadio, é a Boa Vida e o máximo bem-estar possível.

Não é por outra razão que uma considerável parcela de empresários conscientes e de alta visão tornam-se, sinceramente, filantropos. Percebem, com clareza, a necessidade de investir no bem comum, de repassar boa parte, considerável parcela, de seus lucros e conquistas para os mais necessitados. Fazem-no com auxílio de grupos dedicados ao bem de todos. Canalizam de modo apropriado seus recursos para uma melhor utilização de sua formidável filantropia.

Seria necessário, portanto nesta mesma linha da filantropia e na visão do Instituto EΠIC, que as pessoas de alto poder aquisitivo, os empresários sobretudo, também invistam, decisiva e fortemente, num Modelo Ético de Gestão.

Desenvolvemos, assim, uma metodologia avançada e única para este novo momento globalizado.


Mais sobre nosso modelo de Ética Transformacional e Gestão de Virtudes

Em nossos dias, a produção de bens e serviços está diretamente vinculada ao princípio da responsabilidade social. Uma empresa que não estabeleça vínculos com todas as formas de vida no planeta, já não recebe aprovação de clientes, consumidores e do público em geral, além de estar fora dos padrões legais nas sociedades em pleno estado de direito.

Para ser padrão e referência para todos, a empresa de hoje e do futuro precisa utilizar-se de ferramentas de gestão cujos princípios estejam embasados em ações éticas e morais de ordem universal, isto é: ações que valham para todos, de modo indiscutível.

As corporações sensíveis a esta realidade de um mercado consumidor mais exigente, responsável e consciente, voltam-se para a adoção de Modelos de Gestão os mais diversos e eficazes; seus colaboradores, em tais modelos, devem deliberar e comprometer a rotina diária empresarial (e até mesmo da vida privada), assim como devem prezar pela boa imagem e a boa conduta.

Porém, nos horizontes de vastos interesses pessoais, os valores morais e éticos perdem-se quando fica evidente o confuso jogo destinado apenas à garantia da sobrevivência, porque se reduz ao princípio geral necessário do bem de cada um. Como disse Adam Smith:

“Não é por generosidade que o homem do talho, quem faz a cerveja ou o padeiro nos fornecem os alimentos; fazem-no no seu próprio interesse. Não nos dirigimos ao seu espírito humanitário mas sim ao seu amor próprio; nunca lhe falamos das nossas necessidades mas dos seus próprios interesses.” (Adam Smith. História da riqueza das nações)

Em muitas empresas, edificadas para atender ao “amor próprio” de seus empreendedores, ainda perdura o modo de gestão exposto por Adam Smith apenas voltado para o lucro e o valor da mercadoria.

Os empregados e colaboradores dessas corporações envolvem-se no processo produtivo e aplicam a lógica do conhecido “Dilema do Prisioneiro”; ali trabalham para salvar suas próprias circunstâncias e, quando muito, construir uma carreira profissional pessoal.

Dada a crescente conscientização dos cidadãos, não basta ao trabalho e à empresa serem suportados por modelos de gestão voltados apenas para lucros, produtividade e competitividade, para obter-se um diploma de reconhecimento público. No mundo onde impera o “Princípio Responsabilidade”, conforme exposto por Hans Jonas, a civilização tecnológica exige uma ética adequada, contra aquele indivíduo voltado apenas para seu “amor próprio”.

As corporações que primam por cumprir os pactos contratuais, assim agem porque é de direito e conforme a lei; preservam-se pela idoneidade e têm, também por esta razão, sólidas imagens, que seus gestores cumprem com eficiência, produtividade e preços justos. Tais empresas, cujas imagens são sólidas, garantem a qualidade de seus produtos e têm equipes profissionais altamente especializadas. Todo consumidor – isto é, todo cidadão – sente-se seguro ao adquirir produtos e serviços de uma corporação assim consolidada no mercado.

Mas, empresários de visão querem mais: buscam intervir no sentido de assegurar um bem último, comum a todos, como fim supremo: transformam suas empresas em referências da ética e investem decisivamente para além de suas atividades legais e visam algo mais.


Cabem várias perguntas aqui. Algumas delas podem ser descritas a seguir:

Primeira Pergunta: a ética pode ser usada na empresa como ferramenta de trabalho e geração de ganhos financeiros?

Segunda Pergunta: quanto custará à empresa investir em ética?

Terceira Pergunta: há algum retorno financeiro para investimentos que a empresa faça em ética?

Quarta Pergunta: além de ganhos em produtividade e qualidade de produtos e serviços, qual é a real vantagem que uma empresa conquista ao utilizar-se de preceitos éticos consagrados mundialmente?


Para todas as perguntas relacionadas à ideia de se implantar na empresa uma Ética como Ferramenta de Processo Produtivo, colheremos sempre uma única resposta:

a ética é o máximo patamar que pode atingir uma corporação

ou, em linguagem modesta, podemos dizer que a ética é, sempre, a cereja do bolo!

Posso ser um filantropo. Minha empresa produz o melhor produto do mundo, com a melhor qualidade possível. Mas se eu não servir e não for servido com ética, perderei rapidamente minha data de validade. Numa figura de linguagem, no “menu” dos produtos e serviços no Século XXI, a “iguaria principal das grandes corporações” é aquela com tempero ético.

E, em muitos casos, se o meu produto deteriorar rapidamente, poderá fazer com que meu cliente se deteriore na mesma velocidade e venha a tornar-se meu paciente indesejado.

Mas, as empresas podem tomar para si ações éticas tímidas, baseadas no senso comum. A rigor, todos pensam que sabem o que de fato é ética.

Há um grande risco nesse tipo de comportamento, porque daí advirão problemas e mais problemas. Julgar que comitês internos e a própria aplicação de códigos de éticas profissionais sejam suficientes para o bom andamento do ambiente organizacional, do comportamento de seu pessoal e da imagem do produto e / ou serviço junto ao consumidor, pode colocar a empresa em situações constrangedoras e até mesmo sob danos legais.

Emerge, assim, a necessidade de uma consultoria em ética, nas empresas que percebem as reais vantagens desta ferramenta imprescindível. Podemos, por exemplo, de imediato citar algumas delas:

– Satisfação completa dos empregados e colaboradores;

– Melhoras incontestáveis no ambiente organizacional;

– Ganhos de criatividade e avanços em processos produtivos;

– Reconhecimento público e admiração dos consumidores;

– Mas, sobretudo, a percepção de um real sentido de vida boa digna.

Como um todo, para além dos interesses imediatos de lucro e ganhos de mercado, do empreendedor e de seus colaboradores, para além da inovação tecnológica que garante novas visadas empreendedoras, estará a satisfação de ter cumprido uma missão que somou – e nunca subtrai – dos demais seres humanos.

Desenvolvemos um Modelo Ético de Gestão Empresarial, de base rigorosamente científica, tendo em vista pesquisa exclusiva.


Trata-se do que chamamos de

Ética Transformacional


Nossos principais valores são:

Atuar para melhorar as pessoas dentro das Organizações.

Se nós não pudermos mudar as pessoas, para melhor, dentro das Corporações (Diretores, Gerentes, Colaboradores, Clientes e Fornecedores), ali nós não estaremos.


Segundo valor: Implantar um modelo de Gestão Ética, nas empresas, como Processo de Trabalho.

O avançado modelo de gestão ética passa a tornar-se uma disciplina cada vez mais privilegiada dentro da Corporação, parte integrante de uma ciência da Administração, ganhando ainda mais importância se sua base assentar-se em questões crivadas por preceitos éticos consagrados ao longo dos séculos.

Através de nossa consultoria, evidenciamos que o tema da Gestão Ética não deve ser mais um, senão que o fundamental em torno do qual devem gravitar os demais processos na empresa, inclusive os de natureza técnica.


Terceiro valor: não fazer concessões quanto à união entre Virtude Técnica (Excelência) e Virtude Moral (Disposição de Caráter).

Entendemos que:

a) se para melhorar as metas em uma organização e incrementar Qualidade de Vida, deve-se investir no rumo da vantagem competitiva pela via das habilidades das pessoas;

b) e se isto é – como deve ser – uma atividade coordenada;

c) então, também é verdade incontestável que as pessoas envolvidas nos processos produtivos de qualquer natureza, dentro da empresa, têm seus desejos ou paixões – que Aristóteles reconhece como “desejos comedidos” (boúlesis) -.

Sendo assim, toda empresa de ponta deve administrar seu pessoal, não só por suas Virtudes Técnicas, mas sobretudo a partir de suas Virtudes Morais, visando manter um elo indestrutível entre

Excelência e Disposição de Caráter.

Este é o nosso desafio, a visão que pretendemos implantar no Instituto EΠIC. Entre em contato conosco.

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