A Teoria do Espelho, mas do Espelho Convexo, de Lacan

admin : 15 de março de 2015 02:57 : Artigos em Psicanálise

Para conectar Lacan às investigações de Saussure e de Lévi-Strauss, um psicanalista pode tomar o “absolutamente nada” capturado da imagem e remete-lo às “cadeias do simbólico” – ou do “signo linguístico” -; e assim o imaginário que vem antes, funde-se ao simbólico que é PRIMÁRIO.

Traduzido em miúdos: o simbólico, que é a “linguagem”, torna o homem humanizado – ou desumanizado, conforme o caso.

Mas, é voz corrente que Lacan, em amplo sentido, seja um ESTRUTURALISTA na medida em que coloca um mundo sobre outro – o real sobre o imaginário. Gostaria de discordar, veemente, dessa maneira de estigmatização do pensamento de Lacan, mesmo que ele mesmo tenha se declarado como tal. Isto é, discordo dele, do que ele pensava sobre si mesmo!

Porque, apenas para apontar o rumo da discussão que poderia assumir contra isto, ao tratar da “forma”, Lacan não está tratando de uma “psicologia das formas”, que muito mal, pessimamente, traduziria (se era esta a intenção) o sentido da palavra grega EIDÓS, que até mesmo Platão parece ter tido dificuldades para delinear.
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Golpe de vista, segundo Platão, Lacan e eu mesmo

admin : 15 de março de 2015 02:48 : Artigos em Psicanálise

Se você pensa que golpe de vista é para goleiro de time de futebol, tenista amador ou menina gangorrando em jacarandá na casa de vovó, está enganado: Platão também tinha lá seus golpes de vista, quando tratava de “love-matters”.

E Platão, acho que inevitavelmente, colocou Sócrates numa situação dessas de igualar seu mestre aos demais atenienses de fino trato, naquela época em que a Grécia não era essa bagunça capitalista e assistencialista de hoje, já quase fazendo franchising de seus monumentos para alguma holding internacional.

Aliás, antes de entrar nesta seara, devo lembrar uma sentença de Jacques LACAN que me auxiliará neste meu delírio interpretativo. Disse nosso mestre da Psicanálise:

LACAN, Jacques. Seminário, livro 11.

Jacques LACAN at Blog FilosofixPlatão, só por isso, e porque, no Banquete, ele vai mais longe que em qualquer outra parte ( para nos indicar a significação de comédia de seus diálogos, e leva aqui a coisa até a pantomima, Platão não pôde fazer mais que nos indicar, da maneira mais precisa, o lugar da transferência. ((LACAN, Jacques. Seminário, livro 11. Tradição de M. D. Magno. 2 ed. RJ: Jorge Zahar, 2008. Cap XVIII))

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Platão, Freud, Sartre, Kierkegaard, Heidegger e o que fazer com a “resistência” e o “amor de transferência”

admin : 15 de março de 2015 02:24 : Artigos em Psicanálise

Sigmund FREUD, em seu texto sobre Observações sobre o amor de transferência ((Ver em FREUD, S. Observações psicanalíticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia (“O caso Schreber”), artigos sobre técnica e outros textos (1911-1913). Tradução de Paulo César de Souza. SP: Companhia das Letras, 2010)), faz uma avaliação sobre o método para tratar o amor de transferência, que para um “iniciante na psicanálise” pode assustar, mas que, insinua, aos já-iniciados em psicanálise concorre para problemas sérios que não podem ser relegados. O da transferência. Diz FREUD:

Observações sobre o amor de transferência (p. 211 e ss.)

Entre as situações que aí se apresentam, quero destacar uma bem delimitada, e o faço tanto por sua frequência ((Grifo meu)) como por seu interesse teórico. Refiro-me ao caso em que uma paciente ((Grifo meu. Poderia também ser “um paciente”, e não consigo ver uma razão direta no fato de Freud ter omitido ou desconsiderado esta possibilidade)) dá a entender por sinais inequívocos, ou afirma diretamente, que como qualquer outra mortal se apaixonou pelo médico ((Grifo meu, também acentuando outra questão que Freud omite ou desconsidera, segundo a qual somente o médico, sobretudo evidenciando o artigo masculino O, é O analista)) que a analisa.

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Um salto no escuro de Jung a Ricoeur

admin : 15 de março de 2015 02:15 : Artigos em Psicanálise

Eis que Carl G. JUNG diz: “O pêndulo do espírito oscila entre sentido e não-sentido e não entre verdadeiro e falso.” ((JUNG, C. G. Memórias, sonhos, reflexões. Trad. de Dora Ferreira da Silva. 13 ed. RJ: Nova Fronteira, 2006. p. 181))

Até onde podemos ir com tal afirmação, é uma excelente questão.

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Um problema para a psicanálise: o Thalamus e a oposição que não se opõe

admin : 15 de março de 2015 02:10 : Artigos em Psicanálise

Jung diz, textualmente, que se ocupou por oito anos – embora eu desconfie que esteve envolto nisto até o fim – com o estudo da gnose, visando encontrar “documentação e comparação HISTÓRICAS” das experiências interiores. Ele buscava compreender o que Freud não quis (ou não pôde) esmiuçar mais longamente (por quaisquer que tenham sido os motivos, inclusive aqueles apontados por Jung).

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